Um blog sobre Estados Unidos, Brasil e pensamentos aleatórios. Have fun!

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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Mãe

Sabemos que uma hora vamos partir e deixar tudo pra trás, a questão é que quando isso acontece com alguém que amamos muito, a dor é irreparável, ainda mais se for nossa mãe. Tem dois meses que me despedi da minha mãe e sem volta, sem ter uma segunda chance de abraçá-la, de fazer uma piada para aquela risada escandalosa, sem ter uma segunda chance para dar carinho e ganhar também. Ela era meu porto seguro, a razão das minhas ambições, das minhas vitórias e era todo o meu aconchego quando o mundo parecia estar em guerra. Hoje fico perdida com esse vazio que sua ausência me proporciona. De todas as coisas boas que minha mãe me proporcionou, a humildade que ela tinha nos detalhes me fez enxergar o mundo como sou hoje. Ela me acolheu da forma mais singela e me ofereceu tudo o que estava a seu alcance. Sou grata por tudo, tudo o que ela fez por mim. Mesmo sendo grata, tendo noção de toda a força que minha mãe tinha, nada vai suprir essa falta que ela me faz. Sinto saudade a ponto de chorar sem parar. Sinto falta de todos os momentos que tivemos. Quando morei fora, meu objetivo era voltar pra ficar com ela, pra ter ela mais perto de mim. Ela era a razão para que eu acordasse todos os dias, a razão da minha alegria. O pouco que ela demonstrava fazia toda a diferença nas minhas ações. Mãe eu te amo com todas as minhas forças e nada e nem ninguém substituirá o amor que você tinha por mim. Agradeço de todas as formas a felicidade que era ter você na minha vida. Você ainda permanecerá dentro do meu coração e toda vez que sentir saudade, vou orar por você para que esteja feliz, assim como era com todos aqui na terra. Que Deus conforte os nossos corações e que a morte seja só uma passagem. Que nos encontramos em breve. Te amo véinha! 

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Geração Zumbi

Pra onde quer que olhe, perecebe-se pessoas devorando a felicidade em seus smartphones. A dependência tecnológica faz com que exista desespero por uma foto perfeita ou por não ter ido onde seu amigo acabou de fazer check-in. "Olha, tem alguém apanhando ali!" Pera! Deixa eu tirar uma foto ou fazer um vídeo. A mesma situação se repete com pessoas que estão morrendo, com gente que desrespeita as regras, com tudo. Estamos rodeados de pessoas maliciosas que tiram proveito das circunstâncias. Traições são descobertas e conversas no Whatsapp servem de prova. Funcionários expõem problemas em seus trabalhos num post de milhares de linhas e nem sequer levanta a cabeça pra falar um "oi" ou se propõem a ir ao RH e tirar esse fardo. As relações andam escassas... mas como assim? Te marquei na foto ontem! A mesma proximidade que as redes sociais nos oferecem, é a mesma que nos faz passar horas ligados a um mundo de fotinhas na frente do espelho e cheias de compartilhamentos de bosta. Muita gente nem lê e divulga informações da época de Pedro Álvares Cabral. Coitado! Nem ele tinha perfil social na época. A geração atual engole crianças que não brincam mais na rua, e que nem sabem mais o que é se sujar como na propaganda do Omo. Adolescentes viralizam piadas infâmes e músicas constrangedoras. Adultos afundam suas relações pessoais e profissionais, porque seu amigo comeu um doce na padaria do seu Joaquim ao lado da sua casa. Podia ter chamado né? Aos poucos os problemas de saúde triplicam, as dores de coluna de tanto olhar pro chão e vamos perdendo contato físico, abraços e risadas altas. Já sei! Vamos pro bar. Opa! Uma galera de dez pessoas e de dez celulares não combinam. A galera tem vinte pessoas na mesa, afinal todo mundo trata seu smartphone como um bebê. Toda hora com ele na mão, é hora de trocar fralda, dar mamadeira. E quando publica algo... NOSSA! Ele fala! Não me diga que depois disso tudo estou sendo hipócrita. Acha que estou usando o que pra escrever no blog? Meu smart claro. Enquanto estou aqui de cabeça baixa, está um sol lindo. Que o post sirva de reflexão pra quem gosta de deixar de fazer amigos, de fazer seu trabalho ou pra quem nem sabe mais o que é viver com felicidade e aproveitar um dia após o outro. Só fica no telefone. Olha lá hein? Quando for contar história para os netos, vai começar com... "Era uma vez um smartphone, nossa! Era demais...." 

segunda-feira, 16 de março de 2015

Ficção

Por razões aleatórias cria-se um mundo fictício onde se acredita viver em paz consigo mesmo. É divergente ter a felicidade ao lado de quem odeia, ou já odiou, mas é assim que funciona. Como é banal o molde que se aplica quando queremos expor uma coisa que está "pra lá de Bagdá" de ser. Sabe-se que não pode ser fruto de amor e alegria onde a transmissão de rumores prevalece. Que coisa mais sem sal essa vida leve que te leva pro buraco, pra momentos ininterruptos onde só falta a Cinderela, pois se não for um Conto, o que mais seria? Essa vida cotidiana onde se expor tomou conta do mundo e o mundo virou uma valeta. Você tem que ter essa religião, tem que ter esse carro, tem que ter essas amizades, tem que ter, tem que ter... E você tem. Tem o desprazer de viver uma vida dupla e moldada pelo o que você possivelmente acredita ser felicidade. 

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Por enquanto, agora!

Numa fase de conquistas e de renovação, fico pensando se teria feito tudo o que fiz se ainda estivesse solteira, curtindo a vida e aprontando como fazia antigamente. Acredito que todos nós temos nossas fases. Depois de viver intensamente cada minuto da minha vida individualmente, aprendi a conviver casada e mudar radicalmente certas situações. Se isso é natural, eu não sei dizer. Mudei, ah como mudei. Passei a ser mais família, a selecionar as pessoas que me fazem bem e fui atrás de conquistas sólidas. Um bom emprego, um casamento e as conquistas materiais que sei que essas sim, fazem parte da vida natural. Deixei de lado muitas coisas, mas vejo que hoje tudo se renovou. Sigo um novo caminho, uma nova trajetória e não me arrependo. É aquela coisa, "quem te faz bem, permanece". Mesmo que distante de pessoas, sigo meu caminho me renovando dia após dia e hoje colho frutos maravilhosos. Dia desses conquistei minha casa própria, não comprei uma bicicleta ou um pacote de viagens, mas sim o lugar onde posso dizer que é meu. Foram tempos de luta, de reconhecimento e hoje me sinto realizada. Sempre quis ter uma vida estabelecida e hoje, cercada das pessoas que me inspiram pra isso, digo que consegui. Agradeço a Deus por me livrar de todo o mal e me mostrar as coisas boas da vida numa vida a dois e com pessoas que são cheias de energia positiva e que empurram pra frente. Aquela história de "um dia" aconteceu. Me sinto amada quando acordo, no meu dia-a-dia e quando vou dormir com a frase "quero viver com você por toda a minha vida". Chega de "lenga lenga" desse papo de amor. Pra falar do que fiz ou deixei de fazer, você tem que no mínimo, ter vivido parte do que vivi. E isso acho meio improvável, afinal cada um traça sua história como imaginar. Uns preferem viver sozinhos e são felizes. Mas penso no dia de amanhã. Ame. Ame sem dó e sem preocupações. Viva cada segundo como se o fim estivesse ali. O amanhã pode ser um dia escuro e isso não desejo e nunca desejei a ninguém. Gostaria de compartilhar a felicidade que me encontro e desejar a todos um caminho repleto de paz. Todos nós temos personalidades e vivemos na guerra de nos encaixar perfeitamente na vida cotidiana, mas quando se tem felicidade, sozinho ou não, isso significa que lutamos por este momento e que não deve jamais ser esquecido. 

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Parabéns São Paulo


São Paulo comemora mais um aniversário, e merece os meus parabéns. Uma cidade que tem todos os tipos de comidas do mundo, que tem miscigenação peculiar e que, afinal de contas, acolhe todos os tipos de pessoas sem problemas. Claro, São Paulo não tem problemas, tem? Polo comercial e de grande importância nos negócios, São Paulo está sempre de portas abertas para receber estrangeiros, empresários, entre outros. Mas se for falar da classe alta, gente com dinheiro e que consegue se sobressair das piores situações, não estou falando de São Paulo. São Paulo é terra de ninguém. O que particularmente era um sonho, um lugar de alegria e de crescimento, hoje é um pesadelo. São Paulo merece os meus parabéns pela falta de vergonha na cara de superiores que não fazem nada pela cidade. Parabéns senhores pela vergonha que essa cidade se tornou. Hoje me sinto insegura e cansada de tanta violência. Mesmo que eu não esteja envolvida (graças a Deus) na maioria das cenas que vejo diariamente na cidade, sinto muito pela ignorância das pessoas, pela falta de educação, pelas brigas, acidentes de trânsito, ameaças e assaltos em geral. Bandidos tomaram conta da cidade e pra ajudar a chuva veio com tudo e está acabando com as vidas de muitas famílias. Se você ensina seu filho a não falar palavrões, pode ficar tranquilo, a cidade ensinará. A cada má-criação, todos falam mal. Falar mal alivia o estresse aderido na cidade, do tumulto, da falta de normas e regularização. Mas os palavrões são de menos, o que me preocupa mesmo é a violência física, a grosseria que resulta em mortes, pancadaria e limitações. Já amei São Paulo de uma forma que nem tenho como descrever, mas hoje esse amor se tornou ódio, uma raiva sem tamanho pelas limitações que a cidade oferece. Sair à noite só se for tudo muito bem calculado. Ao mesmo tempo em que corro o risco de sofrer um acidente com o bando de doentes bêbados por aí, corro o risco de ser assaltada e passar a noite na delegacia.  A noite não é apenas uma limitação, mas bandido não tem mais hora para agir. De manhã, de noite, à tarde, enfim... Você luta para conseguir algo e esses marginais aparecem e acabam com o seu dia. Ah São Paulo, onde estão os policiais? Fazendo parte de quadrilhas, aumentando o tráfico de drogas, dominando pontos específicos que nos assustam. Ao invés de nos proteger, muitos dos policiais ajudam os ladrões. Tropa de Elite não é apenas um filme, acredite. Falando assim, os apaixonados pela cidade vão criticar e dizer que São Paulo é uma cidade linda, maravilhosa e encantadora. Não tiro a razão dessas pessoas, pois já passei por esse sentimento, mas convenhamos que hoje em dia SP não nos oferece liberdade de viver. Parabéns São Paulo, parabéns por me oferecer novos caminhos, novas oportunidades e me fazer enxergar que existem muitos outros lugares para viajar e fugir dessa selva de pedra. Parabéns São Paulo por me permitir procurar por outras cidades que me faça ficar em paz e esquecer a zona que isso aqui se tornou. Parabéns governantes por tornar essa cidade fantástica numa ilha do medo. Mesmo com a experiência que tenho de outros países, jamais compararei SP com Nova Iorque ou Quebec, afinal de contas cada país tem a sua força, a sua política e estrutura e cada um sabe o que faz com tudo isso. São Paulo é uma cidade gigante e levará muito tempo para organizar tudo isso. A impressão que tenho é que isso aqui vai virar uma guerra onde o crime vencerá. O crime não parte apenas das violências das ruas, mas também da política. Não se vê investimentos em vias públicas, em moradia para pessoas de baixa renda, em transporte. Puta que pariu, o transporte. Perdão pelas palavras, mas o cidadão paulista é transportado em condições piores que animais, que carga de materiais para construção. Além disso, é preciso acordar super cedo pra chegar ao trabalho. Você se arruma, sai todo cheiroso e chega no trabalho parecendo um espantalho. Metrô, ônibus, enfim. Quem trabalha de carro, sofre com o trânsito e as agressões verbais. Quem trabalha de moto, divide espaços que nem sequer existem e quem trabalha de bicicleta, adere a qualidade de vida não sei onde, respirando esse ar podre que acarreta problemas respiratórios e dividindo espaços míseros correndo riscos de atropelamento em cada esquina. Ah São Paulo, parabéns. Meus parabéns pela indignação, pela insegurança, pela insatisfação. Se você se sente feliz aqui e seguro, meus parabéns são pra você. Você é um exemplo da omissão de valores e da proteção desconjuntada que esse lugar possui. São anos e anos esperando resultados e eles vieram: “A criminalidade tomou conta da cidade e a sociedade põe a culpa nas autoridades...”. Parabéns São Paulo! Muitos anos de vida, pois nós cidadãos, morremos um pouquinho dia após dia. E olha que eu nem vou me arriscar a falar da Copa. Um abraço! 

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O ano da Copa do Mundo


E chega o tão esperado ano da Copa do Mundo. Críticas de todos os lados, reclamações e muitas vírgulas. A Copa exigiu um movimento financeiro muito grande do nosso país, principalmente dos cofres públicos, porém tenho certeza que isso vai ser passado em branco. Brasileiro tem memória curta e todas essas reclamações vão ser jogadas no ventilador e nada vai acontecer. Antes de reclamar dos impostos e o quanto foi investido nos estádios de futebol, garanto que já tem gente olhando o calendário pra ver quando vai folgar pra assistir o jogo e com que galera estará presente. Gente, o Brasil é o país do futebol, exemplo mundial, campeão cinco vezes, então pode falar o que for. A Copa vai acontecer. As consequências virão se o Brasil perder, ah isso sim. Imagina o país sede, cinco vezes campeão, perder a Copa em casa? Vai ser avassalador. Se cuida Felipão, pois a torcida não vai calar, pode esperar! 

Agora vem cá... como vai ser a comunicação durante a Copa? Taxistas, motoristas de ônibus, pedir aquela ajuda no metrô, enfim... tudo em inglês? Será que estamos preparados para ajudar? Acho que não. O que a Fifa com certeza vai ter que dispor é uma equipe sensacional que supra as necessidades dos gringos. Mas a Fifa precisa mesmo fazer isso? Gringos, meus queridos. Quando viajamos para fora do país temos a obrigação de saber falar inglês, agora quando os gringos vem para o Brasil nós precisamos ainda assim falar inglês? Talvez. O fato é que muitos gringos que falam inglês são preguiçosos pra aprender o português, ainda mais pra um evento mundial onde o inglês deve ser considerado o idioma principal. Em inglês ou em português, acho que a comunicação vai ser um evento à parte. E acredito que cada comissão técnica tenha um intérprete para ajudá-los. Para os gringos que vão comparecer no Brasil para assistir os jogos, desejo boa sorte. Que ao menos o guia de sobrevivência em português façam parte da vida de vocês, ou nem ligo se vocês estão procurando o metrô (subway) ou o restaurante fast food.

Milhões, bilhões, zilhões... não importa! Tenho certeza que a emoção vai tomar conta do país, que essa terra gigante patriota vai tremer e vamos torcer pelo sucesso da nossa seleção. Os bares vão explodir, os telões vão surgir em garagens, salas e botecos, as famílias estarão reunidas e vamos gritar, gritar como nunca. É um orgulho imenso torcer pela seleção, e que venha a Copa. Vamos torcer e esquecer de todos os problemas que o país tem. Futebol, pão e circo, a teoria de entretenimento mais famosa no mundo. Mesmo que existam famílias sofrendo, que o sistema de saúde esteja uma bosta, que as favelas não cansam de aumentar e que o transporte coletivo seja menos confortável que um caminhão de bois, estaremos fazendo "ola" e gritando "olé", isso é fato. 

Amante ou não do futebol, aceite... a Copa vai acontecer e muita gente nem vai ligar se você tem arroz e feijão em casa. A Copa é um propósito interativo e que é pra trazer distração. 

Que venha a Copa do mundo. Que venha Cristiano Ronaldo, Neymar e todos os nomes famosos do futebol mundial. Que o entretenimento seja de todos, sem violência e com muita alegria. Junte os amigos, a família e boa diversão. Ninguém gosta de ficar discutindo problemas. Gosta?

O mascote

A bola oficial da Copa 2014

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Frangalhos

Tiraram a esperança de cena. O corpo sede ao cansaço e à falta de sutileza. Não se ama como antes, não se compartilha momentos como antes. Coração em pedaços, a mente dominando a solidão e a ansiedade. O pouco não basta, enquanto o muito exagera. Partes para que? Precisa-se de algo inteiro, de uma conclusão válida de situações reais. Ele chora, ela lamenta. Ela é fria, calculista e egoísta. Não entende as palavras evacuadas. Parte dele depende dela, parte dela se foi. Difícil entender o que o cérebro diz e o que o coração permite. Ela se confunde, se atrapalha, se esquiva. Num caminho curto, horas se vão, o tempo excede. Ele pede calma, ela sem calma nem ouve. Ele inteiro, ela em frangalhos. Sorte existe, mas de nada adianta num complexo de inferioridades e de ignorâncias. Pena dele, azar o dela. Não se fala mais de amor, não se enxerga mais carinho. O caminho é esse, uma escolha nua e crua que acarreta afazeres e desprazeres. Ele com o corpo fraco apoia, supera e surpreende. Ela forte e objetiva se vai. Juntos se resumem numa confusão de sensações e de sentimentos que ninguém suporta, mas respeitam. Ele engana, ela extrapola. Nem aqui, nem ali, mas além e o além cansa, indaga e sufoca. 

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Derivados

Você é o que você pensa. 
Pensa coisas boas, atrai coisas boas. 
Pensa coisa ruim, atrai coisa ruim. 
A sua felicidade não depende de ninguém além do que existe dentro de você. Levantar a cabeça e se tornar uma pessoa melhor, pode ser um grande passo pra enxergar a vida como ela deve ser. Se quiser que ela seja boa, seja no mínimo digno de uma vida que te dê orgulho. Amigos, namorados e os extras que te enchem o coração de paz são complementos, não dependência química. (M's)

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Flores Raras - O filme

  

A história é carregada de informações, é longa e surpreendente. Basta imaginar que tudo isso acontecia em 1951, época de tamanha disputa política e de padrões morais pra lá de irritantes. Bruno Barreto se baseou no livro "Flores Raras e Banalíssimas", de Carmen L. Oliveira e na história real da arquiteta Lotta e da poetiza americana Elizabeth Bishop.

Como já esperava Glória Pires simplesmente não deixou a desejar na atuação como Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, popularmente conhecida como Lotta. No papel Glória vive a arquiteta responsável pela construção do atual Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro. Patrimônio histórico, lugar de diversão e pensado minuciosamente quando projetado. No filme não fica claro, mas Lotta nasceu em Paris e veio para o Brasil com a família onde cria grande mágoa pelo pai, Primeiro Tenente da Marinha, José Eduardo de Macedo Soares que transfere toda a sua herança para Horácio de Carvalho Junior e aí então se explica o comportamento tão avassalador diante do pai.

Lotta vive com a atual esposa Mary, americana, que deixou a família nos EUA por não aceitarem sua homossexualidade. Ou melhor, ela não deixou... eles é que passaram a ignorá-la. Enfim, nesse intermédio de relacionamento Mary recebe a amiga da época de faculdade Elizabeth Bishop, poetiza até então desprovida de prêmios e que decide passar alguns dias na casa da amiga. O que Elizabeth não esperava é que a relação de Mary e Lotta estivesse abalada e que elas estivessem vivendo como amigas. Surge então a atração entre Bishop e Lotta dentro da própria casa, numa chácara do pai de Lotta, conhecida como Samambaia. Lotta constrói dentro da chácara um espaço para Elizabeth onde ela volta a escrever poesias incessantes, inspiração que vinha do amor que sentia por Lotta. Mary se torna a amiga, enquanto as outras duas protagonistas vivem um amor intenso.

A relação entre Bishop e Lotta durou cerca de 15 anos. A poetiza se dedicava ao que escrevia e Lotta investia toda a sua energia no projeto do Parque do Flamengo (Aterro do Flamengo), apoiada pelo governador Carlos Lacerda. As duas se separam e Bishop volta para Nova Iorque durante o projeto de Lotta. Em 1967 Lotta resolve visitar a poetiza e no mesmo dia que chega em Nova Iorque comete suicídio com overdose de antedepressivos. De acordo com minhas pesquisas, Bishop faleceu com 68 anos com aneurisma.

O filme contém cenas quentes (quentes, não estou falando de sexo explícito) e causa reação sim. Numa cena em que Lotta é arremessada numa parede de vidro e a coisa começa a esquentar, é impossível não notar o comportamento das pessoas que assistiam o filme. Glória Pires e Miranda Otto arrasaram na beijação. Agora vem a melhor parte... sabe qual era a faixa etária das pessoas que estavam na mesma sala de cinema que eu? 18? 30? Errou! Casais heterossexuais e homossexuais com mais de 60 anos foram prestigiar o trabalho bem feito de Bruno Barreto, as excelentes atuações da Glória e de Miranda e de todos os outros atores e atrizes, além de conhecer a história fascinante de Bishop, que ganhou fama por um amor inesperado, que encontrou forças para viver novamente quando passava por um momento de desilusões profissional e pessoal. De verdade? Eu me senti emocionada com as senhoras e senhores entrando pra assistir o filme. Ao mesmo tempo em que pensei que elas pudessem apenas assistir por ser um filme de história antiga, pensei por outro lado também. Acreditei por 2 horas de filme que eles estavam mostrando uma quebra de preconceito absurda e que o mundo realmente está mudando. Nunca, mas nunca mesmo imaginaria assistir duas mulheres se atracando numa tela de cinema e meus “avós” estivessem sentados em cadeiras próximas comentando sobre as roupas, estilos e músicas da época. Sei lá, é só uma observação.

O filme foi ótimo, a história é linda, mas se você não tem saco, paciência ou estômago para assuntos sociais e políticos fique em casa e assista Sessão da Tarde! Óh que top!


Pra quem quiser saber mais sobre a Lotta: http://www.institutolotta.org/

(Lotta de Macedo Soares/ Foto: Divulgação)

(Elizabeth Bishop/ Foto: Divulgação)

(Parque do Flamengo - Rio de Janeiro)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Lado +, Lado -

Você acorda “pilhado”. Fica desesperado com isso, com aquilo e não sabe pra onde correr. Pressa não soluciona problema de ninguém e só te prejudica, isso sim. “Fazer nas coxas” é o ditado mais antigo e que serve muito bem quando você quer fazer e faz mal feito. Só pra complementar essa informação, “fazer nas coxas” vem dá época em que os escravos faziam telhas de barro nas coxas e cada uma aderia um formato diferente e consequentemente tudo ficava desproporcional, considerado mal feito. Mal feito na verdade não era, mas como cada telha ficava de um tamanho, não se encaixavam com facilidade e ficava aquela coisa horrenda de se ver. Enfim... é só pra você entender que pressa mata. Mata de vergonha, de trabalho redobrado e de impaciência. E a pressa vai te corroendo, te levando pra um buraco sem fim. Com a pressa vem o erro, com o erro a decepção e assim vai. Coloca culpa em quem não deve, prejudica a si próprio sem entender nada do que pode vir pela frente. Já levantou a cabeça e agradeceu pela oportunidade de recomeçar? Não né?! Pois agradeça. Enquanto você mergulha na pressa pra fazer uma merda de vida, alguém caminha passo a passo e te deixa láaaaa atrás, bem atrás e é mais feliz. Se você acordar “pilhado” que seja de bateria pra recarregar as suas energias e te levar pra um lugar melhor, que seja pra viver momentos de sabedoria e de dedicação em coisas boas. Que você seja uma pilha e use apenas o lado positivo da sua vida. Você se decepciona com as suas teorias, fraquezas e expectativas. Quem vive um dia de cada vez e confia em si próprio atinge mais fácil a felicidade que almeja. E cá entre nós, se a felicidade é feita de momentos, pra que desperdiçar tanto tempo com tanta negatividade? O lado positivo sempre funciona. O lado negativo sempre decepciona.