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sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009

Primeira etapa

Agora que tudo já foi enviado pra agência, aquele mundo de papéis, toda a publicação online foi feita, o que mata é esperar pra saber se está tudo ok e se posso prosseguir pra próxima etapa.
Pelo o que falei com a Cláudia, da agência, se tudo estiver certo posso agendar a entrevista e o teste de personalidade. Não tenho a mínima idéia de como isso funciona, mas depois desse monte de coisa que tive que correr atrás, tenho pânico só daquele consulado... blérgt!
Esta semana, na verdade desde quarta-feira tô me divertindo como Amélia, rs! Minha irmã ficou no interior nessa nossa viagem do Carnaval, e não é que até na cozinha eu fui parar? É nessas horas que a gente descobre como cansa subir e descer as escadas com balde, rodo, vassoura, ver se a máquina parou, volta pra frente, varre aqui, limpa ali, pega o sabão, joga água, fecha a torneira, atende o telefone, anota isso, olha o tempero, corta a cebola, chora com aquela cebola idiota que causa efeito retardatário, pica o alho, lava o arroz, descongela a carne, escolhe a panela, não tem tampa e você se vira nos 30, e assim vai.
"Quem te viu, quem te vê hein?!" Essa foi a fala da Nane quando me ligou e eu tava apanhando da panela de pressão. Não é tão difícil assim também. Só tenho medo dos acidentes domésticos, só isso. Tipo cortar o dedo com aquelas facas de açogueiro, a panela explodir, prender o dedo na porta, essas coisas bestas que irrita ou dói muito sabe? rs. Limpei a casa, lavei toda minha roupa, fiz um feijãozinho dahora que o Nan amou (ele é fresco pra caramba pra comer e gostou, tá vendo?), arroz novo, até bife acebolado essa semana saiu. Que progresso. Só tem um porém, agora, aos 22 anos resolvi aprender de verdade as tarefas de casa, cozinhar, mas e nos States como vou fazer? Eles vivem de Mc Donald's, comida congelada, essas gororobas de saquinho, coisas semiprontas. Vixe, eu disse que a saudade ia ser meu maior problema. Até do feijão sei que vou sentir falta... rs!
Hoje o mau humor chegou e ficou. O motivo tá escondidinho aqui no fundo, mas de uma coisa nessa vida já aprendi: de nada vale tua insistência se o esforço é de um único lado da corda. Isso vale para todos os aspectos da vida, pessoal ou profissional. Tem horas que é melhor ouvir uma boa música e não tirar o pé do chão. Sentir apenas e ter o seu momento. Tem gente que chama esse momento de momento relax, outros de paz espiritual, outros nem podem dar nome, porque nunca souberam desfrutar disso.
Bom, assim que sair a resposta da agência, já aviso.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009

Ju Peixoto



Quando estudávamos no CEFAM não tínhamos tanta intimidade assim logo de cara. Isso é normal acredito eu, mesmo porque eu era toda zuada, nossa senhora... rs! Fazia palhaçada pra todo lado, mas não trocava tanta conversa com a Ju não. Depois que descobri que a Mary (melhor amiga da Ju) era da minha sala e minha vizinha (morávamos na mesma rua e nunca tínhamos nos visto) comecei a frequentar mais o canto da Ju. O grupo dela só falava de forró, meninos, e de outros assuntos que não sei, porque não participava de todos também né?! Ouvia as coisas, mas tudo meio por cima.
No fim das contas quando peguei mais intimidade com a Mary, passei a conversar mais vezes com a Ju. Aos poucos fomos nos apegando, um pouco pela música, pelas minhas palhaçadas em sala, e depois pelo inglês. Como tinha lição de inglês pra fazer, fomos trocando algumas palavras, estudando outras, e assim foi crescendo a amizade.
Quando resolvi sair da Só Toquinho indiquei a Ju pra ficar no meu lugar. Precisava de alguém confiável pra cuidar dos "meus pimpolhos" e assim foi. Logo a Ju veio me dizendo que ia participar do Au Pair, e lógico que achei o máximo. Lá foi ela, ficou um ano em New Jersey, teve seu momento. Agora que terminei a facu e voltei a pensar na ida aos Estados Unidos, lá fui eu pedir socorro pra Ju. Liguei logo de cara pra falar sobre o lugar, EUA ou Canadá. Sei lá eu porque fiquei enrolando, sendo que só tem Au Pair nos Estados Unidos... rs! Enfim, decidido o lugar, corri atrás, assinei o contrato e corri pra ligar pra Ju de novo. "Ju é muita coisa, socorro!". Daí ela foi me falando das mil coisas pra resolver, se ofereceu pra traduzir o que precisava (sorte dela que nem precisou.. rs), falou sobre a experiência dela no exterior, falou da mala que ela colocou o cadeado e depois não conseguia abrir, contou sobre o carinho que cria com a criança (ou crianças no caso dela), enfim, falou de um monte de coisa pra me ajudar pra ficar preparada.
Ontem, encerrando a tradução das fichas, liguei pra Ju de novo pra dizer que tava tudo ok. Coitada, cada vez que ligo pra ela a orelha deve até esquentar de tanta coisa que pergunto.
Ahhhh, é claro que não posso esquecer de falar da lindona da mãe da Ju, a famosa "Tia Leide". Me ajudou no que podia também. Foi até comigo no médico pra pedir o exame de tuberculina, fora que toda hora lá estou enchendo o saco no msn pra dizer isso ou aquilo pra Ju... rs!
Bom, é uma dupla dinâmica e que tenho um carinho muito grande.
Ju, se prepara. Se der a louca, te ligo de novo, ou então de madrugada que nem a americana sem noção... rs! Super beijo. Obrigadão por tudo.

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O amor

Aí está uma coisa que ninguém no mundo vai conseguir explicar. Amor não tem cor, mas tem gosto. Tem gosto de abraço apertado, de beijo molhado, de sorriso tímido ou de gargalhada escandalosa, de telefonema fora de hora, de cartas e e-mails surpresas. É o amor que me ajuda a entender muita coisa nessa vida. Tive a maior prova de amor pela família que tenho. Um gesto de amor que mudou minha vida pra sempre. Se hoje tenho caráter, educação, força de vontade, é pelo amor e pela dedicação que sempre depositaram em mim. O amor é isso. É amar sem medo do que te espera. É apostar num futuro. Graças a Deus o que nunca me faltou foi isso e me orgulho mais disso do que qualquer outra coisa que tenha acontecido na minha vida. Algumas pessoas erram por falta, outras distribuem. E já tenho em mente que os americanos não são amáveis como gostaria que fossem. Tô rezando para o que eles não tenham de amor, tenham 3 vezes mais em educação. São 2 itens que tiro o chapéu.

As galinhas e os galos

Não pensem que com esse título é pra falar mal de alguém ou então criar um grau de afinidade com estas aves. Deus que me livre. Dessa vez quero falar sobre a solidão, o amor aos animais e a humildade.

No fim de semana de Carnaval estávamos no interior e fomos visitar minha prima Magali, pessoa muitíssimo querida e importante nas nossas vidas por ajudar sempre, por não negar nunca um braço estendido, uma palavra bem dita. Se conselho fosse bom, a gente vendia? Então ela devia vender, pois funcionam.. rs! É uma pessoa de coração extraordinário, que dentro da sua simplicidade conquista quem a conhece e é óbvio que me conquistou. Ninguém nunca cruza seu caminho à toa. É uma missão aprender a lidar com tal personalidade, com tal comportamento alheio. Aprender e ensinar, e vice-versa.

Desde pequena acompanho a vida dessa lindona. Brincava sempre com seu filho, meu primo predileto pela simplicidade e pelo carinho, o Gê. Vivia na sua casa e ela na casa da minha mãe ou da minha avó. Depois que vim pra São Paulo, o contato não diminuiu, parece realmente ter aumentado. Com cada decisão tomada pra nossa família, ela sempre ajudou, sempre. A Maga, como a costumamos chamar, sempre sorridente ajuda sem hesitar.
Não sei direito como terminou seu casamento, se é que se casou, mas isso não importa. Quero comentar no quesito solidão que a Maga sempre foi mãe e pai do Gê. Lutou, se esforçou no que podia pra cuidar e criá-lo com muito amor, sem deixar faltar nada pra ele. É claro que depois que os filhos crescem eles ficam meio revoltadinhos, se acham o dono do mundo, e fazem sempre as mães sofrerem em algum momento. O Gê teve essa fase. Eles discutiam muito e vira e mexe via a Maga chorando pra minha mãe ou irmãs por um desentendimento, e ele também. Hoje eles são maduros o bastante pra entender que nada substitui o amor e que um deve acompanhar a felicidade do outro, e não bloqueá-la.

Ela é professora, então sempre adorei conversar com ela. Conversamos sobre lições, sobre as crianças desobedientes, sobre inúmeros assuntos, até mesmo sobre amizade, amor e a vida profissional. Ela fala pra caramba e eu falo o dobro. Já dá pra entender né? rs. Cada vez era um assunto novo, inacabável.

A Maga é surpreendente. Ela devia apresentar programa de televisão pra falar sobre suas experiências de vida, sobre seus conselhos, e sobre sua força que sempre teve. Talvez não. Melhor que ela não se exponha e continue exclusiva só pra gente... rs!
Neste dia que fomos visitá-la, começamos a falar sobre as galinhas e galos que ela cria. Ela disse que cria as aves desde quando são pequenininhas, quando ainda são pintinhos, mas que quando eles crescem ela tem dó de matar. Comentei que era pra ela dar pra minha mãe, que minha mãe mata sem dó.. rs! Daí ela comentou que quando matam uma ave dela, ela logo fica triste, parece que tiraram um pedaço dela. Ouvindo isso, disse pra ela matar a galinha e colocar no freezer com um etiqueta “Marilu. Nasceu em 2007, faleceu em 2009” ou do tipo “Aqui jaz Marilu”, assim ela não ficaria longe das aves... rs! É lógico que foi uma piada idiota pra descontrair, mas o carinho dela pelas aves é tanto que disse que tava criando galos que nem sabe de onde veio. Tinha um que parecia até ter síndrome de down de tão torto que andava. No interior, normalmente as pessoas criam as aves pra comer, ela cria pra ter companhia e ter amor pra compartilhar. É engraçado, mas faz um bem danado pra ela cuidar dos bichinhos. Agora ela vai ter que se livrar das aves. A polícia que cuida dos animais (não lembro o nome agora) proíbe todo e qualquer tipo de animal preso em gaiolas, jaulas, sei lá o que no quintal de casa. A Maga já fez uma cara triste só de saber disso.
Tá vendo? Enquanto tem gente que nem sequer se preocupa com o próximo, a Maga se preocupa com o próximo e com os animais também. Tive que falar dela, porque é um exemplo na minha vida também. Exemplo de humildade, de perseverança, de carinho, de diálogo que quero levar comigo nessa nova fase. Tudo bem que não vou pros EUA pra fazer carinho em galinhas ou galos, mas que o coração vai bem aberto pra cuidar e zelar pelo o que tenho que zelar, assim vai.

Obrigada Maga, e continue nesse mundo só espalhando sabedoria e todo esse carinho. Nada e nem ninguém pode te tirar esse mérito.

Confiança

Confiar. Quem confia, se entrega, acompanha, se dedica. Quem confia, arrisca.
Mesmo confiando, e recebendo essa confiança em troca, você pode errar.
Ontem assisti “Alexandre - O Grande” e uma fala de sua mãe interpretada por Angelina Jolie me mostrou muito do que esperamos das pessoas. Ela diz que as cobras criadas por ela, são como as pessoas. Você pode alimentá-las, criá-las, educá-las, mas um dia ela pode vir a ficar contra você. É fato, tanto que Alexandre é morto envenenado. Ele não entendeu muito bem o quesito confiar que sua mãe tanto martelava.


Nós criamos nosso caminho, dedicamos tempo aos nossos sonhos, mas quem pode nos acompanhar nessa trajetória? Não podemos confiar em ninguém? Podemos sim, sabendo muito bem das conseqüências que isso pode nos causar. Já sofri traição no ambiente profissional, e pra ser sincera, acho que é o lugar mais adequado para as traições. O ambiente profissional te permite conhecer as pessoas muito além do que você quer. É gente querendo seu cargo, te invejando, invejando tua felicidade, e os motivos vão aumentando quanto mais você consiga méritos. Profissional é profissional e pessoal é pessoal. Acho que por não saber muito bem diferenciar essas coisas, acabei caindo numa armadilha. Sorte que meus méritos são maiores do que meus inimigos, logo não fui prejudicada na história.

Resolvi falar de confiança, porque ao pensar que uma família que não te conhece vai te colocar dentro da casa dela será preciso no mínimo confiança. Ao conquistar a confiança de alguém ainda é preciso saber que não pára por aí. A confiança é um bem mensurável e que você precisa RENOVAR dia após dia. Quando achar que já é o suficiente se mostrar seguro com alguém ou alguma coisa, tenha certeza do que sua vida pode se tornar.
Tenho pessoas em quem confio que conto com meus dez dedos tranqüilamente, cada qual com o seu grau de afeição, com seu grau de amor, de sinceridade. O engraçado de tudo isso é que normalmente as pessoas se entregam confiáveis para quem ama, para quem está pronto a te ajudar e mesmo sendo um amor, um familiar, ele pode te derrubar. A confiança é renovável, é inexplicável.

Tive minha fase de fazer com que minha família desconfiasse de quem sou, do que faço, do que quero. Mostrei tantas incertezas, tantos momentos tristes, tantas madrugadas chorosas, e aprendi muito com tudo isso. Te acompanha aquilo que te dá apoio, que te dá sustentação e hoje tenho certeza que acreditam no que digo, no que penso e me apóiam com gosto na minha dedicação aos sonhos, aos planos do futuro. Sei que ficam tristes por saber que vou ficar longe, dá pra ver de cara, mas estão comigo pro que der e vier.
O que importa nessa vida é que a confiança supere o amor, assim eles caminham juntos pro resto da vida, te dando paz, sossego e felicidade. Ter minha família comigo nessa fase é meu maior presente e quero sim que sintam a cada dia, mais e mais orgulho sobre as minhas realizações, sobre as minhas superações.


Retrospectiva Profissional


Da mesma forma que as coisas parecem acontecer tão rápidas, também parecem demorar. Não ando me concentrando muito bem nas coisas, nas minhas atividades. A cabeça anda longe. Fico assistindo cada cena e registrando tudo no fundinho do cérebro. Ao mesmo tempo que quero pensar na nova experiência, fico pensando em como ficarão todos aqui, em como as coisas acontecerão aqui. A saudade será meu maior problema. Eu sou tão apegada a essa família, a essas pessoas que me zelam tanto que só de pensar na distância, tudo o que mais quis nestes dias foi silêncio. Mergulhei numa pilha de filmes, me refugiei num bilhão de músicas que vivo curtindo no meu celular. Num dos filmes dizia que o que importa nessa vida é o que você já fez. Fiquei pensando no que consegui até agora e fiz uma retrospectiva do que me dediquei e do que adquiri de experiência nesses anos vividos. Não sou nenhuma senhora de 80 anos, mas quem vive um ano alguma coisa pra ensinar, pra contar tem. Voltei aos tempos de CEFAM, o colégio que me ensinou muito sobre as crianças e como devemos nos comportar com elas. Já que estou partindo pra cuidar de uma ou mais crianças, pensei também na forma em que as crianças se comportam. Elas precisam apenas do teu carinho e da tua confiança. O resto você vai ensinando com o tempo e vai aprendendo mais ainda com elas.

Aos 17 anos me formei no Magistério, uma vitória pra quem tem essa idade, ainda mais por ter sido 4 anos estudando em período integral e já recebendo um salário mínimo do governo. Foi nessa fase do CEFAM que conheci minhas queridonas Keila que se tornou uma amiga-irmã, Mary que além de ser minha amiga de longa data, ter personalidade forte, me apresentou a Nane, um presentão na minha vida e que me apóia como nunca pra investir nesse sonho, a Ju que vivia a rir das minhas palhaçadas em inglês e que hoje me ajuda com essa busca pelo Au Pair, Kelly a cantora mais famosa do CEFAM e que canta em inglês como ninguém (risos profundos nessa parte né não lindona? rs), a Aninha, a Aline, entre outras que têm cada uma sua especiaria e seu ponto forte na minha vida.

No último mês de CEFAM me lembro que a professora de Metodologia de Estudos Sociais, Sônia, apareceu dizendo que havia uma vaga numa escola particular e que quem tivesse interesse poderia procurá-la para pegar todas as informações. Pra variar era mais uma oportunidade que perdia por ser menor de idade. Eu odiava quando se tratava de idade em algumas situações. Por falar nisso minha idade sempre foi o maior motivo de piadinhas no colégio. Era a “bebezona”, a “novinha”, e sempre levei na brincadeira, assim quando me perguntavam "você tem a língua presa?" e eu dizia "claro né, senão cai dãaar". A idade foi um problema até no dia de assinar o contrato da formatura. Eu, e que me lembre o Renato Vernizzi, tivemos que pedir para os pais assinarem, pois a gente não tinha idade suficiente... rs! Pra mim foi um absurdo ter que fazer isso, mesmo porquê sempre fui teimosa feito uma porta e achava que podia muito bem assumir aquela responsabilidade. Até chorei no dia, eu me lembro. Mas foi uma fase. Hoje vejo que “adiantar o processo” tem suas vantagens e que não há nada de ruim depender de uma simples assinatura dos seus responsáveis.

Mesmo sendo menor de idade fui ver a vaga. Peguei as informações com a Sônia, ela me adiantou sobre a idade, que tinha que ter 18, e assim foi. Fui até Moema, encontrei a escola com facilidade. Fiz a entrevista, falei sobre minhas aptidões, inclusive sobre o fato de tocar violão que chamou muita atenção, encontrei uma das meninas do CEFAM lá, a Pri. Ela tinha terminado um ano antes de mim e não tínhamos muito contato no colégio. Nos tornamos amigas na escolinha e até hoje é minha amiga aquela encrenca. Logo no ano seguinte do colégio, já comecei a trabalhar. A idade? Se alguém perguntasse tinha 18. Foi a instrução que recebi das donas. Terminei o Magistério, consegui a vaga no colégio particular e mandei um cv pra escola de inglês que ficava na frente. A escola de inglês entrou em contato. Fiz entrevista, teste de inglês e me chamaram. Trabalhava então de manhã com inglês, à tarde com educação infantil e à noite continuava a dar aulas de inglês para as crianças do condomínio. Tudo sendo menor de idade... rs! Em maio esse problema acabou. Com 18 anos, não precisava mais enganar ninguém, apesar que quase ninguém questionava, pois a aparência sempre dizia que não tinha o que tinha realmente. O problema maior eram os documentos a serem assinados, carimbados, e blá blá blá.

Fiquei trabalhando nos dois lugares e continuei com as aulas no condomínio durante o ano. Exatamente um ano. Isso foi em 2004. É engraçado relembrar de tudo isso agora. Sinto saudade dessa época. Época em que as crianças me davam bombons, que as mães ficavam felizes em me ver e abriam um puta sorriso, e época em que acordar cedo era acordar às 8h da manhã duas vezes por semana, e nos outros dias 10h era suficiente pra sair da cama. Dava tempo de chegar ao trabalho da tarde.

No final de 2004 já comecei a tomar outro rumo na minha vida. Pensei bastante sobre que faculdade fazer, se ia seguir realmente a área educacional, o que faria afinal. Na escola particular conheci a Rosi, que apelidei de goiaba pelos vários furos durantes nossas conversas. É uma pessoa de bom coração e que você pode contar quando precisar, nem que seja pra tomar umas cervejinhas. Foi a Rosi que comentou que estudava perto do colégio, que a faculdade era reconhecida e tal. Ela fazia Pedagogia, mas o curso que me interessava era Publicidade e nessa faculdade tinha. Lá fui eu, me decidi. Achei que fazendo Publicidade poderia me sair muito bem, afinal de contas era um curso que unia arte, criação, estratégia, muita fala que adoro por sinal, e programas de edição gráfica que estava me familiarizando. Me lembro que na época do CEFAM comentava com a Joyce e com a Keilinha que um dia faria Publicidade, porque sempre falei demais e escrevia mais ainda. Dito e feito, fiz a matrícula em janeiro, saí da escola particular pra buscar estágio na área e pra conseguir o dinheiro pra pagar alguns meses de facu. A escola de inglês fechou e fiquei com muitos dos materiais doados pela dona da escola e ainda continuei alguns meses dando aula particular na casa de alguns ex-alunos de lá. Logo que fiz a matrícula da faculdade, me inscrevi no Programa Escola da Família, onde o governo paga sua faculdade enquanto você executa atividades sociais aos sábados e domingos, das 9h às 17h. Fui aprovada no programa, então não precisaria pagar meus 4 anos de faculdade. Teve muita gente que me chamava de louca por “perder” os finais de semana, deixar de viajar, de ir aos churrascos, festas, só por causa do trabalho. Hoje vejo o quanto tudo isso me fez bem. Paguei somente a matrícula da faculdade, conheci muitas pessoas especiais com o Escola da Família, aprendi a conviver mais ainda com pessoas de personalidades extremas, e durante a faculdade pude buscar um pouco da minha área.

Meu primeiro estágio foi numa clínica de cirurgia plástica. Fiz o cadastro no site Nube (Núcleo Brasileiro de Estágios) e consegui a entrevista para alguns lugares. O salário era baixo então logo descartava, resolvi ficar com a clínica. Dr. Toledo me contratou no primeiro momento do teste de digitação. Ele achou o máximo digitar sem olhar pro teclado. Ele me chamou para montar um banco de dados de seus pacientes, com fotos de pré, durante e pós-cirurgia. Era terrível ver aquelas fotos logo de manhã, mas aos poucos me divertia. Era bunda, peito, faces abertas e um monte de informação de um monte de gente de um monte de lugar. Sem esquecer dos nomes claro, tipo ritidoplastia, abdominoplastia, etc. Na clínica pude conhecer também as lindonas Neidoca e Lucimation, ou então se preferir, Neide e Lucimara, pessoas vaidosas, simples e de uma gargalhada incomparável. Hoje as duas continuam trabalhando juntas, mas com outro médico. O Dr. Toledo era e é muito famoso, tanto que hoje está em Dubai, trabalhando num hospital de lá e está muito bem por sinal. Li a página “Perfil” da Veja. Lá estava ele com um carrão vermelho e sua trajetória de vida escrita. É, ele é taurino, fala inglês mais que fluente, escreve livros, tem uma bagagem e tanto de vida. Merecia esse status quo. Quem se esforça merece sim ser feliz da forma que tem que ser. E outra, sempre via o doutor dar muita atenção aos pais bem velhinhos, era atencioso e agradava até onde podia. Isso fez com que ele ganhasse ainda mais pontos comigo. Cuidar da família é fundamental. A clínica fechou de repente para que o médico fosse pra Dubai. Ajudei com a mudança enquanto meu perfil ficasse ativo novamente no Nube e encontrasse outra vaga de estágio.

Na busca pelo segundo estágio, não encontrava nada com o salário que ganhava na clínica e com os mesmos benefícios, então dentre as entrevistas que fiz, acabei ficando com um estágio de 300 reais a menos do que pretendia. Eu não tinha saco pra ficar em casa sem trabalhar, e mesmo tendo as aulas particulares, não me sentia satisfeita. Logo, peguei a oportunidade que me apareceu. “Athos Sistemas de Identificação”, esse era o nome. No começo tudo parecia meio desorganizado, eu nem tinha mesa, computador e ficava aprendendo um pouco de cada funcionária do departamento. Aprendi muito com a Luana, que cuidava da parte de PVC, e também com a Catarina, que era responsável pelo poliéster. Esses eram os tipos de materiais que a empresa produzia os cartões. Lá estava eu trabalhando no departamento de artes. Na segunda semana, me forneceram um computador, informando-me que deveria apenas tratar as fotos. Tudo bem. Isso era bico. Aprendi, com o tempo, o serviço das duas meninas, uma saiu, em seguida a outra, e assim foi. A cada funcionária nova, ensinava o que era preciso. Sempre dei a cara pra bater e aprender o que fosse preciso. Nunca é demais aprender. Resultado? Me efetivaram. Em outubro/2006 entrei como estagiária, e em abril/2007 me registraram. Pensei também que se a faculdade exigisse o estágio, já teria 1 ano da clínica e 6 meses na Athos. Já era suficiente para as horas de estágio obrigatórias. Fiquei super feliz, apesar de sempre ouvir a galera reclamar da empresa, disso e daquilo (e isso acontece até hoje). Uma coisa que minhas mães (Mirna, Mariangela e Aurora) me ensinaram, foi não ficar cuidando do que os outros dizem. Faça o que tem que fazer e seja humilde em cada situação profissional. E assim foi, até hoje estou na Athos, e depois de trancos e barrancos sou responsável pelo departamento de artes e produção dos cartões, desde abril do ano passado, além de ajudar com o suporte dos softwares e quebrar galho com outros itens da empresa. Gosto do que faço e acho que o melhor na vida é você fazer o que gosta e ensinar o que sabe pra quem realmente quer aprender. Se você ensina o que aprende, aprende duas vezes. Muitas pessoas dizem que posso conseguir coisa melhor, e é claro que acredito que posso sim. Agora com essa nova fase da minha vida, tudo o que mais quero é surpreender com o que eu mesma sou capaz de conseguir nessa vida. Primeiro o inglês fluentíssimo, segundo um emprego dos sonhos, e aí sim concretizar aos poucos meus bens materiais, carro, casa, agência, etc.

Depois de fazer essa retrospectiva, me toquei que só pensei no profissional. Bom, do pessoal acho melhor vocês descobrirem aos poucos. “São tantas emoções...” rs.
Neste fim de semana pensei tanto que acho que meus neurônios estão até mais musculosos. É nítido que não estou com a cabeça aqui neste planeta. Estou numa fase tão decidida e ao mesmo tempo tão vaga. Estou planejando, torcendo pra que tudo corra muito bem, mas já pensou se aqueles xaropes do consulado negam? Melhor nem pensar nisso. Já estive lá em 2004 e recebi um não. Melhor nem pensar na sensação daquele dia. Ô lugarzinho viu.

Hoje conversando com meu cunhadopai no carro, comentei que a papelada encerra amanhã. É só pegar o resultado negativo daquele teste de tuberculina e publicar no site junto com as fichas traduzidas. Já era pra ter feito isso, mas os dias de Carnaval quebraram um pouco parte dos planos.

Qual será a próxima etapa? Pelo o que a Ju tem falado, acredito que seja o teste de inglês. Se não for o TOEFL tá valendo. Fiz esse teste na Wizard e dava muita risada. Não entendia uma vírgula do que falavam. Tirando a rapidez da linguagem era de uns assuntos inacreditáveis. Enfim, vamos esperar a próxima etapa então. O inglês sempre fez parte da minha vida, e não é agora que vou me assustar não é? Me lembro até da época do CEFAM em que treinava as músicas com a Keilinha. Ficávamos escondidas nas salas lendo e tentando acompanhar Nickelback, Linkin Park, Creed, até que um dia fomos pegas por uma das professoras daí desistimos das maluquices. Foi muito cômico a gente com cara de loucas, e a professora chegando de mansinho. Passamos a ser meninas comportadas que treinavam o inglês na própria cadeira mesmo. Que venha o teste, que venha a segunda etapa.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Application Online

Eles pedem tanta coisa da sua vida, que parece que nunca acaba.
Fora o mundo de papéis, tem o preenchimento online, então fale sobre você, fale sobre suas experiências, até antecedente criminal é necessário. Por um lado acho muita coisa pro programa, mas de qualquer forma a família americana precisa se sentir segura da pessoa que vai morar na casa deles. Além disso, sou eu quem vou cuidar do (s) filho (s) deles, logo faz sentido pedirem tanta informação, tanto documento.
É importante sim, mas que enche o saco enche... rs!

Ontem no encontro com amigos queridos, Mary, Álan, Dany, Beto e Nane, conversamos bastante sobre a viagem. Sinto que as pessoas ficam orgulhosas pela minha decisão, mas que dá um aperto no peito dá. Até meus dentistas (um casal) estão orgulhosos. Acho uma comédia isso. Ai senhor... dai-me muita coragem, porque sabe-se lá o que virá. Segundo a minha irmã, vem por aí uma mulher loira, magra... rsrs! Deve ser a dona da casa. Vamos ver.

Hoje já paguei a segunda parcela da inscrição. É uma confirmação dia após dia, mas é claro que o blog só terá sentido após o carimbo do visto daquele consulado &¨(*&¨%$¨$%¨$%$!@... rs! Tomara que os atendentes sejam abençoados e atendam a minha solicitação... kkkkkk.

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

O contrato

Primeiro você sonha, daí várias alucinações te dominam pra tentar entender o que realmente você quer nessa vida. Tudo pode parecer ainda uma confusão de pensamentos, até que num belo dia você ASSINA O CONTRATO confirmando a sua iniciativa do sonho.

Assinado o contrato, começa a correria com a papelada.
Quando recebi o Application, quase caí dura. De imediato liguei pra Ju e começou a correria.
Renovar passaporte, pedir declaração pra Vanda do PEF (Programa Escola da Família), declaração de que cuidei da Luzia para comprovar as 200 horas, e mais um bilhão de papéis que são obrigatórios para sua ida pros Estados Unidos. O lugar nem sei ainda, mas a vontade é tanta que comecei a devorar tudo com muita fome de viajar.
Hoje, dia 19/02/2009, onde não tem nem um mês em que assinei o contrato, o processo vai finalizando a primeira parte. Os documentos, o tal do exame de tuberculina (que só pedem para brasileiras) e outras informações que são importantes nessa etapa.

Vamos lá. A formalidade está chegando ao fim para o começo da aventura.

Beijos..