Um blog sobre Estados Unidos, Brasil e pensamentos aleatórios. Have fun!

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domingo, 22 de maio de 2011

Perspectiva Social - Mendigos e pedintes



Mendigos e pedintes americanos. O assunto agora é mais curioso do que um alerta. Andando por Nova Iorque quase todo fim de semana, sempre tem uma surpresa diferente vinda da arte de rua. Eles não dançam, mas eles tocam. E eles não tocam qualquer coisa. Os pedintes, pessoas com situações precárias tocam saxofone, baixo, guitarra, até montam bandas no metrô ou nos parques. Eles surpreendem. A galera pára pra curtir e deixar a sua gorjeta. 

Um dia no metrô um cara entrou segurando um boné e eu disse "esse cara vai dizer: eu podia estar matando, podia estar roubando, mas estou aqui humildemente pedindo a ajuda de vocês...". Dito e feito. O texto que eu achava decorado pelas pessoas que pedem dinheiro nos ônibus em São Paulo, é padrão. Não sei se a fala é coerente com a situação ou se o cara era brasileiro, mas ele soltou as mesmas palavras que eu costumava ouvir no Brasil. 

Os mendigos e os pedintes se tornam ocultos pra quem circula pelas ruas de qualquer lugar do mundo. Eles estão lá. Todos os dias, nos mesmos lugares eles dormem e acordam e você não vê. 

No fim de semana do meu aniversário em NYC, estava sem sono após a balada e acabei comprando cerveja e curtindo o amanhecer com dois mendigos cantando os maiores sucessos americanos. Perigoso? Talvez. Feio? Não acho. Feio é ignorar. Deus nos proporciona tantas coisas nessa vida e você vai ter vergonha de dar alegria pra alguém que só queria ser notado? Não, eu não tenho vergonha de fazer alguém feliz e eles precisam disso. Precisam de alegria, de esperança. Claro que eles tem papos cabulosos e que às vezes assustam, mas eles são gente como a gente e só precisam de amor. Não páro pra falar com qualquer um e nem sou uma santa que protege os oprimidos, mas por que não conversar com eles pelo menos pra praticar o inglês não é mesmo? 

Num texto meu, "descolamento de retina social" falei sobre o fato de não notar os pobres e derivados, e é bem por aí. Nós vemos o que nós queremos ver. O que faz bem para os olhos. 

Por não receberem a atenção que procuram ou por simplesmente precisarem de novos meios pra sobreviverem eles inovam. Um show em plena estação de trem que com certeza poderia ser num bar, num restaurante. São talentos perdidos e sem oportunidade, mas que persistem e não se rendem à criminalidade. Não se envergonham de ter um instrumento velho e enferrujado. Eles encantam. Mal arrumados, fedidos e feios eles encantam. 

Uma das mulheres que conversei em NYC e moradora de rua me disse que ela costumava ser linda, que ela queria fazer sucesso. Não, ela não é linda, mas com compaixão dei uma aula de auto-estima que com certeza mudou o dia dela. Quem não gosta de ser elogiado? Quem? Todo mundo gosta. Ela precisava de energia positiva e de atenção. Nada mais. 

Sei que em São Paulo pelo menos existem vários projetos de solidariedade como a sopa da madrugada e a campanha do agasalho e acho isso um ponto e tanto pra uma cidade mais justa e colaborativa. Se não puder ajudar com um minuto de atenção, ajude com doações. Prestes a completar dois anos de Estados Unidos me livrei de quatro sacos de roupas que ao serem doados por um americano permite a diminuição dos impostos. É um incentivo. Se você reduz impostos e pode colaborar com o próximo, você e quem recebe sua ajuda saem ganhando nessa história. Vale à pena. 

Como diria o velho ditado "mendigo americano é tão chique que até fala inglês e mendigo canadense é tão chique que fala francês...". E continua de acordo com a cultura só pra descontrair. 

Está compartilhada a minha experiência. Já ajudou alguém hoje? Corre distribuir sorrisos. O que você planta, você colhe. Beijos. :)

domingo, 15 de maio de 2011

Aniversário 2011 - NYC

E como vocês devem saber, dia 12 foi meu aniversário e o fim de semana foi de comemorações. Sexta-feira encontro em White Plains, NY, no famoso Brazen Fox. No sábado à tarde almoço no restaurante brasileiro com direito à feijoada, Cachaçaria Boteco com o ator Henri Castelli pra sorte de toda a nação feminina e no sábado à noite comemoração oficial em New York City. Agradeço a todos que compareceram, amigos como sempre, companheiros e todos muito, muito, muito carinhosos comigo. Uma energia positiva sem tamanho, companhia agradabilíssima e muitas risadas. Não tenho do que reclamar, não mesmo. Mais uma festa em alto estilo, com direito ao gato do Henri Castelli e limosine em NYC. Ir para a balada de limosine é normal nas comemorações em NYC, mas no meu caso foi SORTE mesmo. Minha vida é movida de sorte e de gente do bem e a minha felicidade com essas comemorações, com essas pessoas maravilhosas do meu lado não tenho do que reclamar mesmo. Um fim de semana com uma mistura de culturas, de estilos, de tudo quanto é coisa que se possa imaginar para um único objetivo. Foi PERFEITO! Obrigada de coração gente! 

Seguem as fotos: 























sexta-feira, 6 de maio de 2011

União Homoafetiva no Brasil

(Castro, San Francisco - California)


O Brasil ainda não é um país de primeiro mundo, mas deu um passo de gente grande nessa sexta-feira dia 5 de maio e deixou, com certeza, outros países de queixo caído, inclusive os Estados Unidos.  

A aprovação da união estável homoafetiva é um avanço para o fim do preconceito e da intolerância. Nem nos Estados Unidos que tem uma das maiores comunidades homossexuais do mundo e considerável respeito, tem tal lei aprovada em todos os estados.

Em Distrito de Columbia já é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos Estados Unidos os estados são autônomos, portanto cada qual tem seus projetos para mudar as leis. Em Massachussetts, New Hampshire, Iwoa, Connecticut, Vermont e Califórnia existe a tentantiva de pluralidade e mudança das leis, mas ainda não tem resultados tão surpreendentes como o que tivemos no Brasil. Todos buscam a união estável entre pessoas do mesmo sexo.


"União estável é um princípio constitucional que diz respeito à aposentadoria, à repartição de bens, à segurança previdenciária. Em várias países, como no México e na Argentina, há toda uma mudança da legislação no terreno dos direitos civis para o reconhecimento de direitos civis entre pessoas do mesmo sexo."

Segue texto de Gilberto Dimenstein na Folha de São Paulo:

"A Parada Gay venceu o deboche

O Brasil está dando uma aula de respeito à diversidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável entre casais homossexuais. É daquelas decisões que chamam a atenção mundial para os avanços de um país.
Um dos fatores, entre vários, para entender por que um país católico, onde os políticos temem as igrejas, chegou tão longe tem a ver com a Parada Gay, lançada na avenida Paulista. A parada trouxe milhões de pessoas para uma única manifestação --mais do que o Dia do Trabalho, por exemplo. Em nenhum lugar se junta tanta gente para afirmar um direito. Nada parecido existe em cidades gays como Nova York ou São Francisco.
De São Paulo, esse tipo de manifestação, embora com menor força, se expandiu para outras cidades. Formou-se, então, uma visão palpável de uma comunidade forte e que deveria ser levada em conta.

A parada gay, que começou cercada de deboche, mostrou que, com alegria e descontração, se produzem resultados sérios.

É mais um fato para mostrar que, por causa da diversidade e da criatividade, São Paulo está reafirmando sua imagem internacional como uma cidade interessante."



Palavras dos Ministros do STF por ocasião da votação da união civil gay:
"Para ser digno, há que ser livre. E a dignidade perpassa a vida da pessoa em todos os aspectos. O que é indigno leva ao sofrimento socialmente imposto." - Min. Cármem Lúcia 
"O homossexualismo é um traço da personalidade, não é uma ideologia nem uma opção de vida." - Min. Luiz Fux
“Oito [votos] a dois, sete a três... Esperávamos de tudo. Mas 10 a zero lavou a nossa alma” - Tony Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais



Parabéns Brasil por esse belo passo de cidadania. 

Vídeo sobre a aprovação: 





Não, eu não estudo Direito e nem entendo metade dessas palavras citadas, mas uma coisa posso te dizer com certeza... eles sabem do que estão falando e o resultado é o que me importa. Parabéns Ministros pela demonstração de caráter e de respeito. 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Publicação Diário de SP - Golden Gate

Segue o link de mais uma publicação no Diário de SP:


O texto já está publicado no blog. Basta procurar nos tópicos anteriores como "The Bridge - O documentário sobre a Golden Gate" ou acessar: 
http://umchocolateaupair.blogspot.com/2011/04/bridge-o-documentario-sobre-golden-gate.html

Beijos! 


terça-feira, 3 de maio de 2011

Obama, o Osama morreu! E agora?


Anunciaram no domingo, dia primeiro de maio a morte do maior inimigo dos Estados Unidos, Osama Bin Laden. O espírito de vitória tomou conta das ruas dos EUA. O Ground Zero, onde ficava o World Trade Center e a Times Square, ambos em New York, foram dominados pelo clima de final de Copa do Mundo incluindo até mesmo queima de fogos. O maior inimigo dos Estados Unidos estava morto e confirmado em DNA. Um cara morre e o povo vai pra rua soltar fogos. Não é por nada não, mas a história está muito mal contada e ainda muita coisa vai acontecer. Pensa comigo... mataram um LÍDER, um terrorista, o cara que comandava e trazia poder ao país. Você realmente acha que ele não deixou alguém capacitado pra fazer o que ele gostava de fazer? Se o Osama realmente está morto, vai ter vingança e vai ser daquelas bem lentas e dolorosas. Só pra lembrar, o Ground Zero, prédio que substitui o World Trade Center, será maior e mais caro. Um tanto interessante para um ataque terrorista, não? Um alvo fácil, que já foi atingido uma vez. Os americanos podem comemorar, mas comemorar a morte de alguém não é motivo pra rir não. Isso é uma guerra, e não é fria. Essa guerra ferve e envolve muitos inocentes.

Há tempos que quando matavam alguém que merecia, que estavam na busca há muito tempo, o corpo era exposto. Até mesmo quem não morria, que só era torturado, faziam em praça pública. E o maior inimigo dos Estados Unidos vira pó do dia pra noite e não exibem NENHUMA imagem do cara morto? Estranho isso não? O mais estranho é que a procura acontece há 6 anos e agora que encontraram ele, percebem que o cara estava no ninho americano, colado na cara do gol, tomando um suco na guarita americana praticamente. Incrível.

Mais um comentário, um agente da CIA vai na frente liderando a equipe, um helicóptero vem com outra equipe por cima da mansão, e de todos os ângulos que os soldados entraram atirando, de nenhum poderia ter disparado um tiro a queima-roupa como foi feito. Se o tiro não podia ser disparado e atingido a queima-roupa, quem matou o cara não foram os americanos, foram os próprios guardas do Osama. 

Tanta informação, tanta coisa circulando nas mídias que está tudo muito confuso. Alguns dizem que o Osama pode estar morto faz tempo, outros que ele ainda pode estar sob tortura, mas não pode ser divulgado, outros dizem que tudo isso é politicagem para que o Obama seja reeleito. Ano que vem tem eleição nos EUA, e o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos, além de já ser história por isso, ajudou no planejamento para capturar o principal inimigo do país que governa.

Não entendi muito bem a morte do Osama, e nem o porquê dos Estados Unidos não divulgar corpo, nem vídeos, nem nada mostrando o cara. Infelizmente, Osama Bin Laden era vinculado com uma nação e essa nação não é pequena. Cada cérebro daquele mundo (terrorista) tem a intenção de acabar com os Estados Unidos. Os ataques podem ter sido comandados pelo Osama, mas quem você acha que entrou no avião e decidiu se suicidar pelo próprio país, pela vitória? Os próprios capachos do Osama e ainda tem muitos por aí. Já esqueceram do ataque ao Pentágono? Eles não desistem.

Tenho mais dois meses aqui nos Estados Unidos e espero de verdade que a paz apareça e que a guerra chegue ao fim. Não quero virar história com uma bomba ou um avião caindo na minha cabeça. Sinceramente, se a vingança existir, eles vão atrás do presidente. Mataram um líder? Agora eles vão querer matar o outro, aquele do nome quase igual. 


Beijos, 


Marcela Rios.