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domingo, 28 de agosto de 2011

Furacão Irene - NYC

Você pode falar o que for, mas a natureza já provou de várias formas que tem como se vingar. Não existe nada no mundo que possa controlar a força dos desastres naturais. Dessa vez o Furacão Irene apareceu pra causar estragos, susto e medo nos americanos. Parece que não foi nada demais, mas nós estamos falando de um acidente e quando envolve risco de morte, não pode ser coisa boa. Vôos cancelados, estoque de comida, trem e metrô fechados e mais uma série de precauções foram necessárias. Um caos, e quando se trata de caos, coisa boa não é.  


Com tudo o que veio acontecendo essa semana nos Estados Unidos, minha amiga Amanda Azevedo, que mora nos EUA, escreveu sobre e deixo o texto para que vocês possam entender um pouco do que aconteceu por lá. Não moro mais lá, mas a fonte ainda é das melhores rs. Um beijo! 

(foto: Globo.com)

"O Furacão Irene, após ter atingido o Caribe e chegado às Bahamas com nível 3 (numa escala de 1 a 5) na quarta-feira 25 de Agosto de 2011, com a mesma categoria e intensidade do Katrina que devastou a cidade de New Orleans no estado da Louisiana, é esperado na Costa Leste dos EUA para a sexta-feira.

Autoridades acompanham o trajeto do Furacão e os Estados que serão atingidos por ele, começam a planejar e a tomar as devidas providências para o pior. Dois dias antes do Furacão chegar ao país, as áreas de riscos são evacuadas, como praias, cidade costeiras, áreas abaixo do nível do mar e as mais suscetíveis a alagamentos assim como os hospitais e asilos localizados nas áreas de risco. Transporte público é interrompido, pontes e túneis são fechados. A população se prepara estocando água, comida e indo para lugares seguros. Alguns acham exagero, outros acham necessário. Mas como dizem por aqui: “It’s better to be safe than sorry!” – É melhor ficar a salvo do que se lamentar!

O Furação passa e em algumas áreas causa destruição, alagamentos, queda de energia, derruba árvores, e em outras apenas chuvas fortes e bastante vento, e conforme vai subindo a Costa Leste, quando chega a NY já é classificado como tempestade tropical! Os danos são menores do que o esperado. Houveram algumas mortes nos EUA decorrentes do furacão, 9 pessoas morreram até agora.

Tempestades de verão no Brasil, mais especificamente em São Paulo e Rio de Janeiro. Todos os anos temos a temporada de chuvas, onde em um dia chove o esperado para o mês inteiro. Deslizamentos de terra causando inúmeras mortes e milhares de danos materiais. Famílias perdem tudo o que tem, alguns perdem toda a família.

Quando eu tinha 5 anos, morava em um bairro pobre na Região do ABC em São Paulo, numa área onde aconteciam enchentes. Era o que a minha mãe podia pagar de aluguel e sustentar a gente. Nunca esqueço o dia em que tivemos uma enchente. Nenhuma autoridade veio nos oferecer abrigo, nenhum bombeiro veio nos resgatar, o que salvou a mim e ao meu irmão mais novo foi a minha mãe ter nos colocado no alto da beliche que ela havia acabado de comprar enquanto ela e minha tia tentavam salvar a comida, roupas, ou que desse pra ser salvo. Minha mãe ficou com a água pela cintura! Eu vi a água entrando pelo buraco da fechadura da porta da cozinha!

Só este ano no mês de Janeiro, 916 mortes foram contabilizadas apenas no Estado do Rio de Janeiro decorrentes das fortes chuvas tropicais, sendo que um alerta meteorológico foi emitido dias antes da tragédia ocorrer (ver anexo 1). Muitas vidas teriam sido salvas se as autoridades tivessem tomado medidas preventivas, emitindo ordens de evacuação nas áreas de risco.

O meu propósito com esse texto é apenas uma comparação de atitude, de prevenção e de compromisso com a cidadania. E quando acordei essa manhã e vi que o Furação Irene não arrancou o teto da casa onde eu moro, ou não alagou o porão, não fiquei decepcionada e nem revoltada por ter ficado o fim de semana em casa, fiquei alivida em dizer: Ufa, foi só isso!"


Obs: Se você acha que foi um sustinho de nada, diga isso pra quem perdeu parentes nesse desastre: http://g1.globo.com/furacao-irene/noticia/2011/08/furacao-irene-alaga-ruas-e-causa-destruicao-na-costa-leste-dos-eua.html


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Terminal Sardinha - São Paulo

(foto: SP Trans)

Legal é motorista receber R$1.200 reais, cobrador R$800, sem registro e sem direito nenhum. Aí o cara te trata mal, responde, aguenta grosseria dos outros, fica no trânsito dos infernos o dia todo e a gente quer que eles sorriam. Não tem ônibus suficiente e os caras tem que cumprir 57751731487384718 horas pra poder dar conta do recado e ainda fazer valer à pena o salário. Fora que são eles que aturam a porcaria das músicas em volume alto. Bacana, acho demais essa simetria de direitos. O transporte público não é feito de Lego senhor governo, e nós não somos pecinhas de montar e desmontar apesar de sairmos inteiros e voltarmos quebrados todo dia, portanto deve haver uma forma de melhorar isso, seja pro povo, seja para os funcionários das companhias de ônibus, não acha não? Mais ônibus rodando, mais emprego, menos desprezo e mais cidadania. Ah gente, o transporte público (ônibus) de São Paulo é uma vergonha e nem é tão difícil assim de resolver. As empresas ganham rios de dinheiro e o governo também. R$3 reais pra eles por cabeça é como comprar um boi todo dia, porque sinceramente, a sensação de pegar ônibus em SP é de ir direto pro abate. Copia se quiser, divulga se tiver vontade. Eu não tô fazendo corrente nenhuma, tô falando a verdade mesmo e espalhando o quão vergonhoso é depender de ônibus numa cidade como São Paulo. (Marcela Rios)