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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Publicação no Diário de SP

O Diário de São Paulo publicou meu texto "Como é morar no exterior" hoje de manhã.
Para quem se interessar, basta acessar o link do jornal: http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2010/10/9899-como+e+morar+no+exterior.html 
ou salvar o link do blog e voltar sempre.



Segue o texto publicado:

Como é morar no exterior

Os americanos ainda acreditam que falamos "Brazilian" e não "Portuguese". Eles também acreditam que as ruas de São Paulo são cheias de macacos pendurados nos prédios e que o Rio de Janeiro é a capital. O Pelé aqui é rei, assim como no Brasil. Ronaldinho e Kaká são nomes que eles recordam sobre o nosso futebol. Brasileiro aqui é praia, futebol, Carnaval e mulher bonita. Não conhecem nossos filmes, mas gostam da boa MPB. Não sabem o que é jaboticaba, mas nós desconhecemos as "blueberries". Tente explicar como fazer coxinha e risole e eles surtam. Americano é prático, é amigo dos enlatados. Café aqui só tem em copo grande. Aquele pingado de padaria, nem pensar. Pão francês? O que é isso? Existe em um ou outro lugar, e é caro. Existem várias comunidades brasileiras, mas o preço é em dólar e isso deve ser frisado. Fica caro aquele cafézinho na padoca logo de manhã.

Quando decidi morar nos Estados Unidos, a intenção era estudar e, se possível, guardar dinheiro. Por trás disso tudo, existe a parte sentimental. Deixar a família, o namorado, o cachorrinho de estimação, os meus amigos. Deixar o Brasil não era apenas pegar um avião, e quando sentisse saudade, voasse de volta. São muitas milhas e muitos outros fatores envolvidos. Era preciso ter certeza do que fazia.

Todos no aeroporto e vem a despedida. Como odeio despedida. A despedida dói, mas é porque deixamos todos os nossos amores e partimos para o desconhecido. Não sabia o que tinha do outro lado do mapa. O avião decola e a cabeça gira. Quando você chega nos Estados Unidos, seus olhos brilham, a boca seca, e você pensa "consegui". Pisar na terra do Tio Sam não é para poucos. Bate um orgulho, uma satisfação inexplicável. E o tempo começa a passar, a saudade apertar. Você começa a enjoar do café aguado, da "bagel" com queijo, do macarrão seco e do milho doce. Um dos maiores desafios em morar fora, é a alimentação. Brasileiro gosta de cozinhar. Americano não. Brasileiro gosta de coisa frita, gosta de feijão. Americano não. As culturas começam a se encontrarem e você começa a pensar "que mundo é esse?". A comparação sobre as culturas fica nítida, e você não consegue mais disfarçar.

Conhecer lugares que você nunca imaginaria estar, como Nova Iorque por exemplo. Quem diria poder passar os finais de semana em Nova Iorque?! Sim, aqui você pode. E como toda novidade, você acha o máximo. NYC é a coisa mais linda e... feia. Como assim? Ande pelas ruas de NY durante o dia. A cidade é cinza, é fedida. Sim, Nova Iorque fede. Mude seus horários e visite NY à noite. A cidade é outra, mas ainda fede. É muito mais bonita, mais cheia de luz e você se encanta. Esse é o segredo. Minha única decepção de Nova Iorque, foi encontrar o mapa do Brasil com a Amazônia finalizando perto do Rio de Janeiro. Vergonha. O mapa está localizado no Museu de História Natural e envergonha. A internet está aí. Não custa pesquisar. Preferem manter a ignorância.

Com aquele conflito de culturas, você começa a viajar e se sente um desbravador. Quanto mais você souber sobre o país, mais você pode comparar e se admirar. Estados Unidos é o país do não pode. Não pode beber na rua, não pode fumar em lugar fechado, não pode jogar chiclete pela janela, não pode. Você leva multa. Tudo é na base da multa. Se você estacionar o carro de forma errada, é multa na certa. Se atravessar a rua fora da faixa, multa também. E não é brincadeira. Os policiais aqui levam à risca.

No clima de desbravar a América, você conhece lugares como Las Vegas, Washington, Boston, San Diego, Tucson, e pode até dar um pulo no Canadá. Depende da sua força de vontade e do visto, claro.

Morar nos Estados Unidos, longe de tudo e de todos do Brasil, te faz mais forte, ou simplesmente comprova a sua fraqueza. Você aprende que os detalhes do seu dia-a-dia, fazem a maior diferença. Aprende que luxo para os americanos é normal. O primeiro mundo te abre a mente e te deixa de boca aberta. Você abandona a vida "demodê" que você tinha e começa a viver com independência.

Brasil e Estados Unidos são dois mundos. Um cheio de amor pra oferecer e o outro cheio de tecnologias. Ambos com muita cultura e muito conhecimento. Depende de como você vê.

Sou de São Paulo e moro aqui nos Estados Unidos há um ano e três meses. Já completei três cursos e agora me preparo para passar no TOEFL (Test of English as a Foreign Language). Se quiser acompanhar a minha experiência nos Estados Unidos, basta acessar meu blog: http://umchocolateaupair.blogspot.com

Marcela Rios

4 comentários:

  1. Vc sempre surpreendendo! Amei. Bjus

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  2. Oh My Gosh!!!

    Posso falar uma coisa? Ou melhor, posso repetir? As vezes eu olho pra você, ouço você, leio você e me recordo de mim mesma. Sim, me recordo, porque as vezes me esqueço.

    Blaaa blaaaa. Você é linda e seus textos espetaculaaaares, like always.

    Tá ficando famoooooooooooosoooona hen my prettyneck. =]

    Amo você.

    Sinta um forte e caloroso abraço!

    beiiiiijocas

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  3. SEMPRE ACREDITEI NO SEU TALENTO... SEMPRE ADMIREI SEU SER....SEMPRE... SEMPRE ...SEMPRE... ME ORGULHO DE TI.
    TE AMOOOOOOOOOOOOOOOO!!!
    PARABÉNS!!! SUA ESTRELA BRILHA MUITO. VOCÊ É ESPECIAL NESTE MUNDO!!! ACHO QUE É UM ESPRÍRITO JÁ EVOLUIDO QUE SÓ VEIO PARA AJUDAR OUTROS A TAMBÉM SEREM.
    BEIJOS.
    IRMÃE.

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  4. Amei seu blog! ja tow seguindo. bjo

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