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terça-feira, 21 de dezembro de 2010

Publicação no Diário de SP - 9


A nona publicação no Diário de SP: "Então é Natal".

Link do jornal: 

Texto publicado: 

Então é Natal

O que era de praxe fazer compras em famíllia, preparar a ceia, nessa experiência nos Estados Unidos acabei deixando de lado. Natal é época de união, de paz, de amor, de reflexão. Muitas pessoas esquecem disso e mergulham no consumismo e na avareza. Algumas religiões investem em presentes caros, outras numa simples lembrança e outras nem sequer querem saber dessa data.

Mesmo sabendo que o Papai Noel é americano, que foi criado por Washington Irving em 1809 e adaptado ao vermelho e branco pela Coca-Cola (cores da empresa), os americanos não são extremamente religiosos, e se rendem ao consumo, porém permanecem ainda mais tradicionais do que nós brasileiros. Por outro lado, muitos judeus e ateus contam os dias de dezembro para que isso chegue logo ao fim. New York e New Jersey possuem a maior concentração de judeus dos Estados Unidos e o espírito natalino passa bem longe de ser agradável.

Em muitas casas as decorações predominam. Bonecos de neve infláveis, árvores de Natal, guirlandas e tudo o que for possível para simbolizar essa data. Não só nas igrejas, mas em shopping centers, lojas em geral, nas ruas, as vozes do coral entoam as músicas natalinas. Não tem como escapar dessa maré de informação em vermelho e branco. Lamento dizer, mas se você não for cristão, em dezembro você aprende a ser nesse país.

As famílias americanas que seguem essa tradição montam a árvore de Natal, se reúnem em volta da mesma e abrem os presentes depois de ler o poema “Twas the Night Before Christmas”, escrito por Clement Clarke Moore, o mesmo quem criou o trenó voador. E por falar em trenó, as crianças que acreditam no famoso “Santa Claus”, o Papai Noel, também sabem os nomes das renas que puxam o trenó: “Dasher, Dancer, Prancer, Vixen, Comet, Cupid, Dunder e Blixen”.

Até que ponto o Natal se tornou um mundo consumista e até que ponto a religião interfere no que a data significa? No Brasil investimos na reunião familiar, em muita fartura e união. Os americanos fazem isso no “Thanksgiving”, feriado de Ação de Graças. Aqui, já acredito que no Natal eles continuam seguindo suas tradições religiosas e que o consumo é consequência. Americanos são mais tradicionais do que consumistas, e os brasileiros são mais consumistas do que tradicionais.

Comparando a animação brasileira com a tradição americana, digamos que estamos no mesmo patamar. De um lado esbanjamos alegria e fartura, enquanto eles multiplicam as tradições e o clima natalino em todo canto do país. Consumir todo mundo consome, mas não é preciso exagero. Garanto que um abraço bem apertado e um telefonema para quem você não fala há tempos, é uma forma e tanto de recompensar qualquer coisa que o dinheiro possa comprar.

Feliz Natal pra todos vocês.
Merry Christmas!

Formada em Publicidade e Propaganda, moro nos Estados Unidos como Au Pair há um ano e seis meses. Se quiser acompanhar a minha experiência nos Estados Unidos, basta acessar meu blog: http://umchocolateaupair.blogspot.com ou me seguir no Twitter em www.twitter.com/umchocolate

Marcela Rios

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