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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Flores Raras - O filme

  

A história é carregada de informações, é longa e surpreendente. Basta imaginar que tudo isso acontecia em 1951, época de tamanha disputa política e de padrões morais pra lá de irritantes. Bruno Barreto se baseou no livro "Flores Raras e Banalíssimas", de Carmen L. Oliveira e na história real da arquiteta Lotta e da poetiza americana Elizabeth Bishop.

Como já esperava Glória Pires simplesmente não deixou a desejar na atuação como Maria Carlota Costallat de Macedo Soares, popularmente conhecida como Lotta. No papel Glória vive a arquiteta responsável pela construção do atual Parque do Flamengo, no Rio de Janeiro. Patrimônio histórico, lugar de diversão e pensado minuciosamente quando projetado. No filme não fica claro, mas Lotta nasceu em Paris e veio para o Brasil com a família onde cria grande mágoa pelo pai, Primeiro Tenente da Marinha, José Eduardo de Macedo Soares que transfere toda a sua herança para Horácio de Carvalho Junior e aí então se explica o comportamento tão avassalador diante do pai.

Lotta vive com a atual esposa Mary, americana, que deixou a família nos EUA por não aceitarem sua homossexualidade. Ou melhor, ela não deixou... eles é que passaram a ignorá-la. Enfim, nesse intermédio de relacionamento Mary recebe a amiga da época de faculdade Elizabeth Bishop, poetiza até então desprovida de prêmios e que decide passar alguns dias na casa da amiga. O que Elizabeth não esperava é que a relação de Mary e Lotta estivesse abalada e que elas estivessem vivendo como amigas. Surge então a atração entre Bishop e Lotta dentro da própria casa, numa chácara do pai de Lotta, conhecida como Samambaia. Lotta constrói dentro da chácara um espaço para Elizabeth onde ela volta a escrever poesias incessantes, inspiração que vinha do amor que sentia por Lotta. Mary se torna a amiga, enquanto as outras duas protagonistas vivem um amor intenso.

A relação entre Bishop e Lotta durou cerca de 15 anos. A poetiza se dedicava ao que escrevia e Lotta investia toda a sua energia no projeto do Parque do Flamengo (Aterro do Flamengo), apoiada pelo governador Carlos Lacerda. As duas se separam e Bishop volta para Nova Iorque durante o projeto de Lotta. Em 1967 Lotta resolve visitar a poetiza e no mesmo dia que chega em Nova Iorque comete suicídio com overdose de antedepressivos. De acordo com minhas pesquisas, Bishop faleceu com 68 anos com aneurisma.

O filme contém cenas quentes (quentes, não estou falando de sexo explícito) e causa reação sim. Numa cena em que Lotta é arremessada numa parede de vidro e a coisa começa a esquentar, é impossível não notar o comportamento das pessoas que assistiam o filme. Glória Pires e Miranda Otto arrasaram na beijação. Agora vem a melhor parte... sabe qual era a faixa etária das pessoas que estavam na mesma sala de cinema que eu? 18? 30? Errou! Casais heterossexuais e homossexuais com mais de 60 anos foram prestigiar o trabalho bem feito de Bruno Barreto, as excelentes atuações da Glória e de Miranda e de todos os outros atores e atrizes, além de conhecer a história fascinante de Bishop, que ganhou fama por um amor inesperado, que encontrou forças para viver novamente quando passava por um momento de desilusões profissional e pessoal. De verdade? Eu me senti emocionada com as senhoras e senhores entrando pra assistir o filme. Ao mesmo tempo em que pensei que elas pudessem apenas assistir por ser um filme de história antiga, pensei por outro lado também. Acreditei por 2 horas de filme que eles estavam mostrando uma quebra de preconceito absurda e que o mundo realmente está mudando. Nunca, mas nunca mesmo imaginaria assistir duas mulheres se atracando numa tela de cinema e meus “avós” estivessem sentados em cadeiras próximas comentando sobre as roupas, estilos e músicas da época. Sei lá, é só uma observação.

O filme foi ótimo, a história é linda, mas se você não tem saco, paciência ou estômago para assuntos sociais e políticos fique em casa e assista Sessão da Tarde! Óh que top!


Pra quem quiser saber mais sobre a Lotta: http://www.institutolotta.org/

(Lotta de Macedo Soares/ Foto: Divulgação)

(Elizabeth Bishop/ Foto: Divulgação)

(Parque do Flamengo - Rio de Janeiro)

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Lado +, Lado -

Você acorda “pilhado”. Fica desesperado com isso, com aquilo e não sabe pra onde correr. Pressa não soluciona problema de ninguém e só te prejudica, isso sim. “Fazer nas coxas” é o ditado mais antigo e que serve muito bem quando você quer fazer e faz mal feito. Só pra complementar essa informação, “fazer nas coxas” vem dá época em que os escravos faziam telhas de barro nas coxas e cada uma aderia um formato diferente e consequentemente tudo ficava desproporcional, considerado mal feito. Mal feito na verdade não era, mas como cada telha ficava de um tamanho, não se encaixavam com facilidade e ficava aquela coisa horrenda de se ver. Enfim... é só pra você entender que pressa mata. Mata de vergonha, de trabalho redobrado e de impaciência. E a pressa vai te corroendo, te levando pra um buraco sem fim. Com a pressa vem o erro, com o erro a decepção e assim vai. Coloca culpa em quem não deve, prejudica a si próprio sem entender nada do que pode vir pela frente. Já levantou a cabeça e agradeceu pela oportunidade de recomeçar? Não né?! Pois agradeça. Enquanto você mergulha na pressa pra fazer uma merda de vida, alguém caminha passo a passo e te deixa láaaaa atrás, bem atrás e é mais feliz. Se você acordar “pilhado” que seja de bateria pra recarregar as suas energias e te levar pra um lugar melhor, que seja pra viver momentos de sabedoria e de dedicação em coisas boas. Que você seja uma pilha e use apenas o lado positivo da sua vida. Você se decepciona com as suas teorias, fraquezas e expectativas. Quem vive um dia de cada vez e confia em si próprio atinge mais fácil a felicidade que almeja. E cá entre nós, se a felicidade é feita de momentos, pra que desperdiçar tanto tempo com tanta negatividade? O lado positivo sempre funciona. O lado negativo sempre decepciona.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Ah eu mato!

Hoje acordei, a peguei pelo pescoço, forcei a me deixar. Estava me matando, me sufocando. Tentou ser mais forte que eu, não deixei. Foi uma luta, uma guerra, um arranca-rabo lascado. Ela é uma safada. Aparece nos momentos mais apropriados e tenta me conquistar com fotos, músicas e lembranças. Já disse que aqui ela não fica. Mais esperta do que eu, se escondeu, surgia aos poucos e me conquistava com aquele olhar maroto. Não adianta! Quanto mais pedia pra que ela fosse embora, mais ela se adentrava, sentava e me olhava com um olhar carente e amoroso. Passei horas olhando pra ela e tentando me convencer de que não valia à pena que ela ficasse. Ela não entendia e me perturbava. Disse que não dava mais, que não fazia sentido ficar. Ela gritava, esperneava, me abraçava querendo mais. Quando cansei, deixei de dar corda para que ela continuasse ali parada na minha frente me olhando com carinho e ela sossegou. Ficou parada por alguns instantes enquanto pensava em como matá-la, em como acabar de uma vez com ela. Achei uma solução... Peguei um papel, uma caneta e escrevi. Escrevi sem parar, perdi o fôlego e ela me dizia que não ia embora. Escrevi, escrevi e escrevi e terminei meu texto com a seguinte frase: “Pode ir, volte quando quiser, mas não me faça sentir dor e não me faça sofrer.” Li em voz alta repetidamente sem cessar. Ela saiu pela porta e nunca mais voltou. A saudade se foi e nem precisei matá-la. Que aquela safada não volte, ou na próxima vez eu a mato, com certeza.  

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Sejamos!

Faz parte de nós a busca por algo melhor sempre, mesmo que para isso precisamos nos desfazer de lembranças, de amores, de amigos... ah amigos não se vão? Vão sim. Eles partem, seguem suas vidas e nós seguimos as nossas. Para buscar algo melhor precisamos colocar a cabeça no lugar e os pés no chão. Precisamos abrir nossos corações para novos amores, talvez um único, exclusivo e que mereça toda a atenção comparada aos demais. É tanta coisa que a gente precisa que nos perdemos. Nos perdemos nas nossas vontades, nas nossas ambições, nos nossos sonhos. Por tantas vezes não nos sentimos felizes, somos atingidos pela inveja, pelo agouro, pela falta de fé. Você levanta, se propõe a mudar e continua na mesma. Decepção? Não, isso não. Enquanto você reconhecer onde estão suas falhas, sua falta de discernimento no que diz e no que faz, ainda existe esperança de se tornar um ser melhor, uma pessoa de paz e de compreensão consigo. Somos alvos de má fé, de desproporção, mas nada vai te atingir se seu pensamento positivo te consumir e caminhar contigo. Sejamos inocentes a ponto de enxergar o mal e sejamos polivalentes para enfrentar a dor e crescer. Sejamos felizes, mesmo que tristes, mas sejamos.