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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Geração Zumbi

Pra onde quer que olhe, perecebe-se pessoas devorando a felicidade em seus smartphones. A dependência tecnológica faz com que exista desespero por uma foto perfeita ou por não ter ido onde seu amigo acabou de fazer check-in. "Olha, tem alguém apanhando ali!" Pera! Deixa eu tirar uma foto ou fazer um vídeo. A mesma situação se repete com pessoas que estão morrendo, com gente que desrespeita as regras, com tudo. Estamos rodeados de pessoas maliciosas que tiram proveito das circunstâncias. Traições são descobertas e conversas no Whatsapp servem de prova. Funcionários expõem problemas em seus trabalhos num post de milhares de linhas e nem sequer levanta a cabeça pra falar um "oi" ou se propõem a ir ao RH e tirar esse fardo. As relações andam escassas... mas como assim? Te marquei na foto ontem! A mesma proximidade que as redes sociais nos oferecem, é a mesma que nos faz passar horas ligados a um mundo de fotinhas na frente do espelho e cheias de compartilhamentos de bosta. Muita gente nem lê e divulga informações da época de Pedro Álvares Cabral. Coitado! Nem ele tinha perfil social na época. A geração atual engole crianças que não brincam mais na rua, e que nem sabem mais o que é se sujar como na propaganda do Omo. Adolescentes viralizam piadas infâmes e músicas constrangedoras. Adultos afundam suas relações pessoais e profissionais, porque seu amigo comeu um doce na padaria do seu Joaquim ao lado da sua casa. Podia ter chamado né? Aos poucos os problemas de saúde triplicam, as dores de coluna de tanto olhar pro chão e vamos perdendo contato físico, abraços e risadas altas. Já sei! Vamos pro bar. Opa! Uma galera de dez pessoas e de dez celulares não combinam. A galera tem vinte pessoas na mesa, afinal todo mundo trata seu smartphone como um bebê. Toda hora com ele na mão, é hora de trocar fralda, dar mamadeira. E quando publica algo... NOSSA! Ele fala! Não me diga que depois disso tudo estou sendo hipócrita. Acha que estou usando o que pra escrever no blog? Meu smart claro. Enquanto estou aqui de cabeça baixa, está um sol lindo. Que o post sirva de reflexão pra quem gosta de deixar de fazer amigos, de fazer seu trabalho ou pra quem nem sabe mais o que é viver com felicidade e aproveitar um dia após o outro. Só fica no telefone. Olha lá hein? Quando for contar história para os netos, vai começar com... "Era uma vez um smartphone, nossa! Era demais...." 

Um comentário:

  1. M’s ótimo blog (li tudo) e sobre este texto, ainda que seja dada das relações à moda antiga, (quase que em silêncio) sou do tempo da agenda alfabética e que os número de telefone das amigas era sabido de cór, mas com toda a minha preferência a tecnologia acaba sucumbindo nosso jeitinho de ser e estar no mundo, e como bem disse é necessário refletir e refletir sobre nossa relação com os smartphones

    Beijos

    Luana

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