O blog começou em 2009 com o registro de uma vida de Au Pair e se tornou referência para outras pessoas viverem a mesma experiência. O blog me trouxe novos amigos e uma série de acontecimentos que dão orgulho demais. Hoje temos aqui um resumo de textos aleatórios sobre qualquer assunto. Boa leitura!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Contato com o Brasil - Fone Línea e Boss Card

Muitas meninas me mandam e-mail com dúvidas sobre a vida de Au Pair. Tento responder o máximo que posso, mas tem coisas que já estão aqui no blog e é só ler. Às vezes é até melhor que leiam aqui, pois tem detalhes. Procuro sempre registrar os detalhes pra poder relembrar depois. Claro que não tem problema nenhum me escrever, é que tem posts que são mais completos do que as respostas dos meus e-mails. Em alguns casos, a junção dos dois fica bem mais precisa. 


A informação dessa vez é sobre como se comunicar com o Brasil por baixo custo. Skype, MSN, cartão telefônico BOSS ou então o plano de ligação local Fone Línea. Quando cheguei aqui não sabia deste plano, e fiquei perdida em como me comunicar com a minha família com rapidez.  Ao passar as férias no Arizona com meu tio, ele me explicou sobre esse plano. A Fone Línea é uma empresa vinculada com a Oi no Brasil e fornece planos de preço de ligação local. Por exemplo, se a sua família é de São Paulo, como a minha, você paga $14 dólares/mês e em troca você recebe um número local com DDD 011. Através desse número as pessoas podem te ligar à vontade com preço de ligação pra São Paulo. Se ligarem de outro estado, eles pagam interurbano. Se você quiser ligar de volta, você precisa pagar um outro plano para ter créditos. O plano é TWIPPE e no site da Fone Línea você pode ter todas as informações.



Fica a dica pra quem precisa se comunicar sempre com a família ou amigos. Pague $14 dólares e esperem te ligarem. Não crie esperanças, porque no final das contas, sua família e meia dúzia de amigos te ligarão. É uma forma de medir a saudade e interesse do povo também. Ninguém te liga durante 1 ano e meio, mas te liga no último mês pra dizer "Ah, tô com saudade, que bom que você volta... compra um perfume pra mim?". É bem por aí. 

Ah, e se quiser ter a linha local, não esqueça que seus minutos de celular aqui nos EUA precisam ser ILIMITADOS, ou sua mãe vai ligar pra contar aquela novidade e você vai chorar, porque a ligação caiu rs. Pra quem tem pacote de minutos, não compensa. 

A intenção aqui é facilitar a comunicação e amenizar a saudade. Informe-se!

Fone Línea: http://www.fonelinea.com (linha telefônica por preço local)
Boss Card: http://www.mybosscard.com/ (cartão telefônico)

domingo, 10 de abril de 2011

Skype Booth (Cabine para o Skype)

 

Vendo o vídeo me lembrei de quando ainda usávamos ficha pra fazer ligações. No Brasil existiram épocas em que roubavam ou quebravam os orelhões, era absurdo. Começamos a usar os cartões telefônicos e aos poucos os telefones foram modernizando. DDI com desconto era sonho de todo mundo. 

Aqui nos EUA usamos moeda mesmo. Um "quarter", $0,25 cents é equivalente para uma ligação local.

A cabine que chegou na Estônia para ligações gratuitas pelo Skype é uma ideia bacana. Claro que já penso que isso não funcionaria no Brasil, pois a população ainda não é educada o suficiente pra administrar esse serviço. Infelizmente é a realidade. Se destroem orelhão, que é uma coisa pública e de uso importante, imaginem algo nesse nível tecnológico? Não, ainda não é a hora. Estamos evoluindo, mas ainda falta tempo pra isso. 

Quando cheguei nos Estados Unidos, me lembrei que nem sabia usar o telefone no aeroporto. Comprei um cartão de $10 dólares, e falei 15 minutos. O maior arrependimento quando descobri que existia cartão por $5 dólares (BOSS CARD) que eu poderia falar por 7 horas ligando pra São Paulo. Falta de informação, claro. No aeroporto o preço é alto pra ligar pro exterior. Antes de viajar, é melhor se programar em como você vai se comunicar ao chegar no país de destino. 

Publiquei o "Skype Booth", pra falar que a comunicação não é mais uma barreira. Antes as pessoas se comunicavam por cartas, esperava dias pra saber uma notícia. Hoje, morando longe da minha mãe, ainda consigo jantar com ela e com a minha irmã comendo macarrão na frente da tela e rindo das notícias da semana. Expressões e gestos que carta nenhuma substitui. Fora o plano de ligação que eu tenho que recebo ligações do Brasil por preço local. Coisas que nem sei como explicar. A tecnologia aumenta, a saudade diminiu. Isso é fato. Morar fora é um problema se você não está "atualizado". O Skype, MSN, são formas de comunicação em tempo real e que faz com que a saudade fique ali guardadinha e quando você menos percebe, você está com vôo marcado, e de volta pra casa. 

O Skype, ou o que quer que seja, continua unindo pontes e quebrando barreiras. 

Marcela. 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

International Pillow Fight NYC (Briga de travesseiros)


Todo ano NYC é palco de mais um evento mundial, o famoso PILLOW FIGHT, que se resume em um bando de loucos se batendo com travesseiros. Assim como no Santacon pra quem lembra quando fui, muitas pessoas capricham no figurino e tornam o evento ainda mais interessante. 

O evento em NYC acontece na Union Square e inicia 3pm, encerrando às 6pm. São três horas se acabando de brigar com travesseiro. Falando ou vendo, parece uma coisa tão idiota não parece? Pois é, ao chegar lá pensei "Não é possível que esse evento seja só isso", me referindo ao ver de longe. O evento tem pontos de doação de travesseiro. Ao usar, você deixa seu travesseiro e eles revendem lá mesmo por qualquer valor que você tenha e então você pode entrar no meio da bagunça. Claro que a vontade é de chamar aquela pessoa que você odeio, colocar bastante pedra no travesseiro e arrebentar a pessoa de tanto bater, mas o evento não se resume a isso. Os seguranças revistam os travesseiros e você pode entrar em paz. Tinha gente vestido com roupa de guerra, gente de pijama (eu por exemplo) e outras coisas bem engraçadas. A largada é dada e todo mundo começa a se bater. Pensa quando você brinca com seu irmão ou irmã de briga de travesseiros. É divertido né? Agora imagine mais de 1.000 PESSOAS te dando travesseiradas de todos os lados, de todas as direções. É a coisa mais bizarra que já participei na minha vida. O melhor é que quando você bate, você perde a força, daí você começa a rir sem parar ao ver o povo descabelado. Eles te batem e você não tem como reagir. Isso é o divertido, quando você acha que vai arrebentar a pessoa da frente, o de trás já te pegou. A tonta aqui inventa de ir com a camiseta do Brasil, super chamativa, então o que aconteceu? Um cara gritou "GET THE BRAZILIAAAAN!" (Pega a brasileiraaaa!) e me pegaram. Levei tanta, mas tanta travesseirada que eu não conseguia parar de rir. Achei que ia me dar um tréco no meio do evento. Ficamos por volta de 20 ou 30 minutos nessa brincadeira e foi suficiente pra ganhar o dia. Parabéns aos criadores do evento e pela galera que celebra tudo por qualquer motivo com intuito de paz e união. É demais a vibração da galera. Tinha até banda ao vivo pra agitar o povo. NYC, vou sentir tanto sua falta, mas tanto. 

Pra quem não sabe, o Pillow Fight aconteceu também no Brasil no Parque do Ibirapuera e em Belo Horizonte. Não me lembro de outros pontos agora, mas ano que vem já fiquem atentos com as datas e participem. Se existe paz e diversão, o evento vale ouro e é uma terapia sem tamanho. Os travesseiros que sobram intactos são doados, não sei exatamente pra onde. 

O site oficial da briga de travesseiros é: http://www.pillowfightday.com/

Fica o vídeo que fiz pra vocês curtirem um pouco do que rolou. A brasileira do vídeo, já sabem quem é né? Pelo menos o alemão que gritou "pega a brasileira" sabe rs. Um beijo! 

terça-feira, 5 de abril de 2011

San Francisco - CA

Me desculpem pela demora pra postar San Francisco. Nem sei porque demorei tanto. Foi o lugar que mais gostei da Califórnia. Depois de adorar San Diego e odiar Los Angeles em certos pontos, fomos pra San Francisco. A cidade é grande e bem interessante. Muitos morros, muita coisa pra visitar. Mesmo com tanta ladeira, com tanta coisa pra ver, fizemos praticamente TUDO andando. Só não fomos nadando pra Ilha de Alcatraz, porque não dava rs. 

Golden Gate, o bairro Castro onde gravaram "Milk" e tem toda o histórico gay, a rua Lombard que é em zig-zag, a ilha de Alcatraz onde ficou preso Al Capone, parques, o bairro Hippie e mais uma série de coisas que não tem o que discutir. San Francisco é um pouco mais frio que as outras duas cidades que citei, mas vale muitíssimo à pena conhecer. Adorei! Tudo bem que tivemos alerta de Tsunami, foi um caos, mas mesmo assim não tenho do que reclamar de lá. 

San Francisco foi onde criaram a bandeira gay e onde tem a maior parada gay do mundo. O bairro Castro é responsável por vários projetos GLS e tem muita influência na legislação LGBT. 

Deixo as fotos pra vocês curtirem. 

O bairro Hippie

Twin Peaks - O ponto mais alto de San Francisco

Castro - O bairro GLS

Dentro da cadeia - Alcatraz

Dentro da cela - Alcatraz

Quem já ficou preso por lá - Alcatraz

Tour Alcatraz

Alcatraz

Ilha de Alcatraz

Golden Gate - Uma das pontes mais famosas do mundo

Paty, eu e a Golden

A felicidade da criança em pisar onde gravaram "Milk" rs.

Castro - Onde criaram a bandeira GLS

Lombard Street - A rua em zig-zag. Sim, os carros passam.

O Porto.

Um parque fofíssimo por lá. 

Civic Center 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Rio - The movie


Rio International Trailer by teasertrailer

Contando os dias pra assistir. Orgulho desse Brasilzão! 
Do mesmo criador de "A era do gelo", a história da Arara Azul será em 3D – Terceira Dimensão e estreia no dia 08 de abril de 2011 nos Estados Unidos. A estreia do filme no Brasil ainda não tem data marcada. 

Sinopse: O filme RIO 3D conta a história de Blu, uma arara azul rara que pensa que é a última de sua espécie. Quando Blu descobre que há uma ‘outra’ ele deixa o conforto de sua gaiola em uma pequena cidade de Minnesota e vai para o Rio de Janeiro. Mas longe de ser amor à primeira vista entre o domesticado e incapacitado de voar e a feminista e independente, que voa alto, Jewel.

Inesperadamente jogados juntos, eles embarcam na aventura de uma vida, onde aprendem sobre amizade, amor, coragem e estar aberto às muitas maravilhas da vida. “Rio” reúne uma fauna de personagens vibrantes, uma história comovente, mergulhos coloridos, uma música latina contemporânea e cheia de energia.

domingo, 20 de março de 2011

Madrugada


As madrugadas continuam claras. Hoje a lua está linda. Ontem tivemos a maior lua dos últimos 20 anos. Não sei porque a insônia insiste em me perseguir. São mais de 9 mil fotos no meu computador e eu sempre procuro a pasta errada. Deletar não adianta. Coisas do coração, sabe? Em paz comigo mesma e sem sono totalmente. Filmes, músicas, textos, trabalho, uma porrada de informação e mesmo assim não consigo dormir. Não sei se a ansiedade está tomando conta ou se é por outros fatores, mas o sono não vem. Toda vez que fico sem sono eu quero apenas escrever e escrever e escrever. Ainda bem que eu tenho o blog pra registrar cada momento dessa experiência maluca que me enfiei. Parei pra pensar que são quase dois anos longe das pessoas que mais amo na vida. Conquistei amigos pra vida inteira aqui, conquistei uma família que não é minha e agora a fase está chegando ao final. Começa a dar um aperto no coração e ao mesmo tempo um sentimento de liberdade está no ar. Livre. Todo mundo tem o direito de ser livre, e nada mais certo do que deixar as pessoas livres. Cada um tem o direito de tomar uma decisão, de fazer o que acha melhor na vida. Essa foi a minha escolha. Resolvi desafiar a mim mesma, a me conhecer melhor e permitir conhecer aqueles que amo e os que apenas conheço também. Tem horas que parece maluquice as coisas que faço e que escrevo, mas não tem como explicar. Hoje decidi minha nova tatuagem. Antes de voltar pro Brasil eu vou fazer pra representar tudo isso que vivo aqui. É simples, é pequena. A primeira tatuagem quase matei minha mãe do coração. A segunda, que fiz friamente calculada como diria Chapolin, não assustou tanto. A terceira vai assustar menos ainda. Assisti dois filmes agora pouco e confesso que tem filmes que narram a minha vida. Não vou deixar os nomes, por questão de privacidade mesmo, mas eu sou movida ao coração e é ele quem explode todo dia. Ninguém nunca vai poder explicar as duas coisas mais sinceras nessa vida: amor e ódio. Um não depende do outro, mas andam juntos. É incrível. Nos tornamos individualistas, secundários, membros inferiores, daí começo a ouvir Teatro Mágico e tudo fica bem de novo. Como a música manipula a gente não é? Acredito que todo mundo tenha um tema. 
E nada do sono vir. Vou tocar um pouco, afinal o bandolim é uma atração e tanto às 4h da manhã. Quem sabe daqui a pouco não vejo o pôr-do-sol e o sono vem?! Esse blog foi a melhor invenção na minha vida. São e-mails simplificados, emoções, dicas, aventuras, é uma vida exposta à mediocridade humana. E daí? Que vocês olhapins saibam que a vida é uma só e ela deve ser aproveitada. Nem vou aprofundar pra não falar o que não quero, o que não devo. Beijos de boa noite. Já é domingo e eu nem dormi ainda. Mas a lua tá linda e é isso que importa. =)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Yes, I do


Hoje vim aqui pra agradecer. Quero agradecer a Deus por me dar forças, por me ajudar e por me mostrar novos caminhos para cada vitória que eu consegui até agora. Todo mundo fala "eu fiz isso, eu fiz aquilo" e quantos agradecem? Mesmo que você não seja religioso, você agradece quem te educou? Agradece quem te deu base pra chegar onde você chegou? Pensa bem. Agradeço aos meus amigos de verdade pelas risadas que fazem o meu dia motivo de alegria e de saudade. Agradeço aos meus familiares por me educarem e fazer com que eu tenha caráter e dignidade pra conseguir colher frutos e sorrir cada vez mais. Agradeço de coração vocês que acreditam e sempre acreditaram em mim. Um dia a gente sofre, no outro nós sorrimos, nos desmanchamos em risada. O coração não é dos melhores, mas as intenções sim. Quero continuar expandindo alegria. Vocês merecem. Quem deseja o bem, merece o bem. A vida é feita de oportunidades e de falhas. Não desperdice as oportunidades e corrija as falhas. Um detalhe muda o humor, muda a esperança. Vamos nos atentar aos detalhes e fazer o dia de alguém motivo de paz e amor. Não sei se foi o reggae, não sei se foi essa paz de espírito que eu tô sentindo, mas eu precisava dizer: muito obrigada! Obrigada pela força, pela insistência, por me ajudar quando mais precisei, por me dizer a verdade mesmo que fosse doída, obrigada por me deixar ser quem escolhi ser e me tornar. Me tornei uma pessoa mais esperançosa, mais franca e mais egoísta ao mesmo tempo, afinal de conta nem tudo são flores e as pessoas precisam aprender a conviver com isso. Que o coração de cada um que ler esse texto encha de esperança e de amor. O mundo é movido disso. Se uma dessas coisas acabam, parte de nós se vai. Que você ganhe força, paz e felicidade. Acredite, eu já chorei muito pra vir aqui te dar uma lição de paz e alegria. Faltam 117 dias pra que o meu mundo volte a ser preenchido de amor e de felicidade. Os outros 613 foi uma mistura de sentimento e de dores. Não sabia se sorria, porque estava triste ou se era porque estava alegre. Quanta maluquice! Mas óh, vai fundo. Faça o que seu coração quer e tenha missão de paz na terra. O próximo agradece. Com muito respeito, um beijo. O futuro é logo ali e eu  não tenho pressa nenhuma de que ele chegue. 

M's. 

terça-feira, 15 de março de 2011

Soprano - Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)

A melhor forma de curar a saudade é cantar, talvez ouvir seja suficiente. Fanitelli sempre me traz paz. 





"Soprano (F. Anitelli)

Será frio, será ausência, será assim ou só lembrança
E se for e se força não há mais pra recantar nossa dança
Teu chão, meu céu, teu colo pra tudo que eu juro
Me desfaço em versos no papel
Não abrindo a porta eu pulo o muro
Pulo da pedra mais alta

Chego voando pra te visitar
Talvez por engano eu venha te beijar
Mudo meu plano pra não te machucar
Tô aqui soprando a chama que me faz brilhar

Será paz, será paciência
Será assim eu ouço a esperança
E se a dor e se adormecer demais
Pra levantar mais criança
Nossa festa ainda vai começar
Nossa peça era a peça que faltava
"Cê" me inspira pra eu te respirar
Em poesia que não acaba
Acabo de pular da pedra

Chego voando pra te visitar
Talvez por engano eu venha te beijar
Mudo meu plano pra não te machucar
Tô aqui soprano o que alumia meu cantar"

Los Angeles - Califórnia

A cidade das estrelas, celebridades, terra da calçada da fama, mansões dos famosos, cidade do Oscar, lugar onde tem os estúdios da Paramount. Pois é, tanta coisa pra visitar que parecia não ter fim. Isso sem contar as praias.


A primeira impressão de Los Angeles foi "Nossa! Isso aqui é Los Angeles?!". Tanta gente dormindo na rua, uma cidade suja e grande. Essa parte de descobrir bem de perto o que a mídia não mostra é a melhor parte em viajar. Quem diria que Hollywood não me passaria segurança hein? Los Angeles é muito grande e tem muito trânsito, mesmo assim conseguimos fazer tudo o que queríamos. Tudo é questão de planejamento, já disse. Abre o mapa e decide as prioridades. O resto é lucro.



Assim que chegamos fomos visitar a calçada da fama que fica na rua paralela ao hotel que estávamos. Ver a placa "Hollywood" dá um arrepio, confesso, mas daí você começa a olhar ao redor e ver que nem é tudo aquilo que dizem. A calçada da fama é uma calçada longa com as estrelas de ponta a ponta. Normal. A única diferença é que é uma calçada que gera lucros para a cidade, afinal, os artistas pagam para colocar o nome lá. Sim, eles pagam taxas pelo nome divulgado. Sabendo disso, entendi o porquê de não encontrar o nome de Julia Roberts e de outros famosos por lá. Pessoas tão famosas que não investiram na calçada da fama. Eu compraria um apartamento do que aplicar meu nome naquela calçada suja. Certo eles. 



O teatro do Oscar, Kodak Theater, estava fechado para a Premiere do filme "Red Riding Hood", com a atriz que fez o Dear John. Por causa da Premiere, fomos visitar o teatro no dia seguinte. É lindo e é inenarrável a sensação de conhecer tudo de perto. Nunca imaginei pisar em Los Angeles, mas quando você menos espera você se surpreende com os resultados dos seus esforços. Nunca, mas nunca mesmo, duvide do que você tem vontade de conhecer, de ver ou de investir. Você consegue. O tempo e a sua força de vontade são seus guias.



No dia seguinte em Los Angeles, fizemos o tour das mansões em Beverly Hills e Bel Air, o bairro das celebridades. Ver a casa de Tom Cruise, Trump, Julia Roberts, Silvester Stallone, entre outros foi normal, mas passar pela casa de Michael Jackson foi demais. O rei do Pop, ícone da música mundial. A calçada é marcada com a imagem do rosto dele. Adorei.





Depois do tour fomos para as praias. Primeiro Santa Monica, onde tem o famoso Pier de Santa Monica que é utilizado em muitos dos filmes americanos. Titanic, Hancock e Homem de Ferro são exemplos do que foi gravado lá. Bacana. O Pier é uma graça e tem vistas da praia imperdíveis. A roda-gigante dá um charme à parte pro lugar.


Do Pier de Santa Monica andamos pela praia até Venice Beach. Quando alguém me falar sobre Venice, só me lembrarei de maconha e gente estranha. A maconha é liberada na Califórnia para tratamento medicinal e em Venice tinha um cara gritando pro povo ir experimentar. Me diz, o cara vendendo maconha ao ar livre e vem me dizer que é medicinal? Aham, sei. Chegou a ser engraçado, porque tinha placas por todo lado e o cara chamando como se tivesse vendendo peixe. Enfim, a praia tem gente de todo tipo e muitas lojinhas. A recomendação de um cara no Pier foi de não ir pra Venice à noite. A coisa é pesada. O lugar tem muitos tatuadores também se te interessar. A praia é linda também. Gente, praia é praia. Tem areia, mar e um céu lindo, é linda. Se tiver suja falamos mal, essa é a diferença. As praias que visitamos não são sujas.



Depois de Venice fomos pra Malibu. Consigo ver a sua cara de tesão ao ler o nome MALIBU. Ficou com inveja? Engole agora, porque Malibu foi a MAIOR decepção da viagem. Pra ter ideia achei que tinha descido no ponto errado hahahah. Uma cidadezinha privada, lojas renomeadas, um Pier famoso, pouca areia e um mar vazio. Pelo menos eu posso brigar com unhas e dentes, porque pisei lá e a TV não me engana mais. Claro que tem famoso lá. A praia é afastada da cidade o que tranquiliza os famosos e só tem mansões no morro. Uma casa mais linda que a outra, mas a praia... o que uma câmera de qualidade não faz hein? Tem uma parte fechada para as filmagens. Vamos pensar por outro lado. Se a Sandra Bullock, Jolie ou até mesmo o Tom Cruise estivesse tomando sol lá a praia ficaria LINDA e talvez eu nem contaria que mal tem areia na costa. Mas como não aconteceu, digo que você precisa sim visitar Malibu, mas não crie expectativas. No way! E vai no verão. Sua vida será muito melhor rs.



Depois de Malibu, conhecemos o trânsito de LA. Delícia de carros parados por 2 horas. Belezinha né? Lembrei tanto de SP e não foi de saudade, sério. Voltamos a bater perna pela calçada da fama, fomos ao teatro de novo, e na manhã seguinte fomos finalmente fazer o tour do símbolo de Hollywood, aquele que fica nas montanhas, e visitamos também outros pontos da cidade. Passamos pelos estúdios da Paramount. Quase cai dura quando vi onde gravaram uma cena de The L Word, um seriado que foi gravado todo lá, que acompanhei todas as temporadas e amo demais. Paramount era meu maior objetivo em LA, pois é onde acontece boa parte dos filmes e seriados americanos. Realizada? Certeza.




Do Paramount passamos também pelo apartamento onde gravaram "Uma linda mulher". Do tour, pegar as malas e esperar o ônibus para San Francisco. Enquanto esperávamos o ônibus, visitei o Centro LGBT de Los Angeles. Eles prestam assistência para os homossexuais tanto para exames médicos quanto para legislação, adoção, etc. A Califórnia é o estado com a maior concentração de homossexuais dos Estados Unidos e está na luta para o matrimônio ser liberado perante a lei. O estado já foi alvo de filmes e seriados sobre o comportamento homossexual e tem como característica ser um estado liberal e de igualdade. Poucos se importam se você é gay ou hétero, ou se você usa calça laranja com blusa verde. A vida é sua e ninguém tem nada com isso. Falarei mais sobre isso no próximo post sobre a cidade de San Francisco. A cidade que me fez me apaixonar, que tem clima de cidade grande, com gente de todas as raças, idiomas e opção sexual. 


Várias situações não era o que esperava da Califórnia, mas a questão de ser livre e ter liberdade de expressão independente do lugar me deixou feliz. Se quiser ser o centro das atenções arrume uma briga na rua ou xinge as autoridades. Seu "baseado" atrás da orelha, sua calça rosa com sapato amarelo ou o seu sotaque tosco não chamam atenção. Eles fazem parte do cenário. 


Los Angeles: terra de gente rica cheia de gente sem casa e de sujeira. Lembre disso quando ver os "ternos e gravatas" na sua telinha. Nem tudo que reluz é ouro. A mais pura verdade. Até mais com o texto sobre San Francisco.

sábado, 12 de março de 2011

San Diego - Califórnia



O sistema de transporte em San Diego, MTS, fornece trolley e ônibus com o mesmo ticket. Nós utilizamos o Day Pass, o ticket que é válido para o dia todo e que custa $5 dólares. Essa foi a nossa forma de locomoção por toda a cidade. Por ser fácil de usar e pontual, conseguimos visitar tudo o que estava previsto para a viagem.

Era hora de aproveitar os 10 dias de férias na tão sonhada Califórnia. Todo mundo fala bem, outros elogiam até demais, mas nem tudo são flores e nessa viagem pude confirmar que a Califórnia pode ser vista de outras formas sim.

Chegamos no dia 04 de março à tarde, por volta das 15h com conexão em Chicago. Do aeroporto, passamos no centro de Informações para visitantes pra pegar o “San Diego Pass”, um cartão que inclui entrada e benefícios para mais de 55 atrações em San Diego. Cartão válido para 2 dias apenas. Você pode escolher para 1 dia, mas fica corrido pra fazer valer o cartão.

Em San Diego ficamos hospedadas, eu e a Patricia, em hostel. Muitas pessoas optam por hostel pela facilidade em fazer amigos, mas principalmente pela economia. Você economiza no aluguel, na comida e também acaba ficando próximo do centro da cidade ou de pontos turísticos. Tudo vale à pena se você pesquisar. Ficamos no centro de San Diego, então tudo ficou muito mais fácil. Para ir para Old Town, o centro comercial que tem muita coisa do México, bastava pegar o Trolley que nos deixava exatamente nessa estação. Se fossemos sentido contrário, voltando pro hostel e passassemos o ponto, poderíamos parar no México. Esse pedaço entre Downtown e México é feio. Muita gente dormindo na rua, pobreza, e nem todo mundo fala inglês. Tem muita, mas muita gente que fala espanhol. Praticamente um pedaço do México no centro de San Diego. Passamos por algumas situações de ter que nos comunicar em espanhol.

A primeira visita foi em Old Town. Um centro de compras lindinho que tem estilo mexicano. Gente tocando pelas ruas, comida mexicana, lojas e doces. Um pedacinho da cultura mexicana dentro de San Diego.

No mesmo dia que chegamos fomos verificar a vida noturna em San Diego. As coisas acontecem entre a 5th avenida e 11st. Nosso hostel ficava entre essas ruas. Os bares são agitados, muita gente bonita e jovem nos bares, o que não é visto durante o dia na cidade. Curtimos a noite num bar country e foi bem agradável. Música e animação a noite toda. Além disso, dentro do bar tinha um touro mecânico, que me lembrou o Johnny Utah's em Nova Iorque, lugar onde passei o Ano Novo. O bar em San Diego é Double Deuce e tem entrada franca. Para se informar sobre os bares, basta procurar os promoters espalhados pelas ruas. Alguns oferecem carimbo e você não paga pra entrar. Foi o caso desse bar que fomos. A maioria cobra de $5 a $15 dólares só a entrada.

No dia seguinte foi a vez de ver o San Diego Zoo. O zoológico famoso da Califórnia e que é gigante. Andamos, andamos e andamos. Metade do dia foi suficiente pra ver as coisas principais do zoo. Logo em seguida fomos para a parte história de San Diego, ainda dentro do Balboa Park. Um lugar lindo que une muito verde e estruturas fantásticas. Visitamos o Museum of Man, o Japanese Garden e outros lugares que só vendo pra acreditar no quão lindo podem ser. Dentro do Balboa Park tem também o Museu de História Natural e o Museu Espacial. O parque é lindo. Minha parte predileta foi o Japanese Garden. Nós não pagamos pra entrar, mas é pago. Custa $4 dólares e você dá uma volta por um jardim. Não é grande, então não crie expectativas. Visite apenas para ver as carpas que são LINDAS. Me apaixonei pelos peixes. Um mais lindo que o outro. Só isso que conta no Japanese Garden. De resto, só paisagem mesmo.

Após Zoo, Spanish Village, Balboa Park, e tudo o que podíamos conferir do mesmo lado da cidade de San Diego, fomos visitar as praias. Oceanside, Mission Bay e Pacific Ocean. Ali mudamos nossa opinião sobre San Diego. Lugares lindos, gente mais linda ainda e uma paisagem mais perfeita que a outra. Confesso que o clima ajudou muito. Calor! Graças a Deus. Pôr-do-sol maravilhoso e encerramos o dia num dos bares na beira da praia. Detalhe: cerveja por $3 dólares. Isso é um milagre comparado com Nova Iorque. A parte de cima do mapa é bem cara mesmo.

No dia seguinte fomos visitar o outro lado de San Diego e como era preciso atravessar a ponte, usamos o Ferry que era incluso no San Diego Pass. Fomos ver o Coronado, uma parte rica e linda de San Diego. Praticamente uma cidade à parte, o Coronado tem apartamentos luxuosos e um hotel que recebe a visita de turistas frequentemente, o Hotel Del Coronado. Com vista para o mar, o Hotel já hospedou presidentes e celebridades, tornando-se assim referência em San Diego. É lindo e vale conferir.

Depois do Coronado, fomos para a praia La Jolla, próxima das outras praias que conhecemos. Fizemos a costa de bike e a vista é imperdível.

San Diego é uma cidade aconchegante e limpa. Não indico como um lugar imperdível de se visitar, mas pra quem tiver a oportunidade, precisa conhecer sim. A parte do Balboa Park é linda e sobre as praias, tomar uma cerveja de frente pro mar rodeada de gente bonita não é pra qualquer um. Se você gostar dessa vida “triste”, vai em frente. É o que te espera.

A viagem continua com o próximo post sobre Los Angeles. 

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Skiing in Monticello - NY





Se você ainda não foi esquiar, você precisa ir. Se estava na dúvida, agora te dou a certeza. Uma experiência perfeita. Exercício garantido, diversão e muitos tombos. Até que não capotei tanto não. Foram dois belos tombos e muita aventura. Maristela e Claudia foram as minhas parceiras dessa vez. Em Monticello, New York, descemos e subimos as montanhas. O lugar é bem adequado pra quem é iniciante e também pra quem é profissional. A variedade de pistas te deixa à vontade pra fazer o que você achar que está de acordo com o seu nível. O nome do lugar é Holiday Mountain e funciona das 9h da manhã até às 5h da tarde. Custa em torno de $60 a $75 dólares, de acordo com o que você procura. Se você já tem equipamento fica bem mais em conta. Se precisar de muitas aulas, acaba saindo mais caro também. Não fizemos aula, pois a Maris já esquiou antes e acabou ensinando os truques. Outros truques pegamos com os próprios instrutores na pista de iniciante, daí depois foi só curtir. Pista de iniciante, intermediário e profissional. Além disso, tem outra parte bem longa pra os diferentes níveis também. Demais. Mais uma experiência perfeita e que me diverti demais. Tive um fim de semana agradabilíssimo e deixo a dica pra quem pretende esquiar. Eles oferecem snowtubing também, que é descer na neve nas bóias. Lembrando que o parque só funciona em termporada, portanto é válido se informar antes pra não dar com a cara na porta. 



sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Publicação no Diário de SP - 13

Décima terceira publicação no Diário de SP - Vivendo numa rede social




Link do texto, porém o jornal aceitou o arquivo errado e publicou com alguns erros:
http://www.diariosp.com.br/_conteudo/2011/02/35193-vivendo+numa+rede+social.html


Segue texto original e corrigido:


Vivendo numa rede social

Milhares de pessoas se rendem às redes sociais. Twitter, facebook, orkut, entre outros. Outros milhares aprendem a usar os aplicativos que essas redes sociais oferecem e se tornam escravos dos joguinhos viciantes. Outros milhares se entregam aos blogs e aos textos compulsivos e detalhistas da internet. Alguns se preocupam com o status da sua vida online, quantos amigos possuem ou quantas mentions foram recebidas no twitter.

Digamos que a cada dia estamos em contato com mais quinze pessoas diferentes. Mas será que realmente estamos em contato? Pare pra pensar e diga com quantas pessoas da sua lista do facebook você conversou na última semana. Não digo conversar por conversar, como “oi, e aí” ou “tudo bem e você”, digo trocar ideias, falar do dia a dia, contar uma novidade. Garanto que dá pra contar nos dedos certo? Pois é. A internet afasta ou aproxima as pessoas. Ela é uma faca de dois gumes. Por opinião própria diria que a internet aproxima épocas. Você tem amigos do colégio, da ex-empresa, da última faculdade, seus parentes distantes, mas ela também afasta. Garanto que parte da sua lista funciona como um gatuno que vem te roubar energia dia após dia. Não, ele não te deixa um recado querendo saber de novidades, porque te quer o bem, ele está especulando mesmo, fuçando na sua privacidade, invadindo o teu espaço e cabe a você administrar a resposta, pois de acordo com a sua resposta, mais uns vinte da sua lista te enviarão energia negativa. O ser humano é um bicho competitivo e pra desejar o bem ao próximo, ele tem que sim, ser muito, muito próximo.

Hoje vivemos numa era alucinógena virtual. Se você não tem um perfil em rede social, você é desatualizado, é um retrógrado ferido. Isso é banal. Ter uma conta na internet com um bando de gente que vasculha a tua vida não é sucesso pra ninguém. Na verdade, se pudéssemos adicionar somente os verdadeiros amigos nas nossas contas virtuais, teríamos uma lista de uns dez e-mails e através dos e-mails poderia usar tanto o Skype quanto o MSN e tudo se tornaria ainda mais real. Dos verdadeiros amigos, surgiria verdadeiras risadas em momento real. Você prefere um bate-papo real com situações que te trazem coisas boas, ou prefere alimentar um bando de informação cretina numa página de rede social?

As redes sociais atrapalham a vida de muita gente. Causam discórdia, conflitos, geram polêmica entre amigos, expõe muito do pouco que temos pra mostrar. Não contente em ter um monte de amigos fantasmas circulando pela internet, as redes sociais oferecem mais. Elas te indicam mais, indicam até inimigos e isso se torna cômico. Cômico é ter tanta gente e viver tão pouco. Tem hora que é preciso desconectar. A internet é uma cerveja sem álcool. Você bebe, bebe, bebe e bebe, mas ela não te derruba nunca. Basta um conflito na sua vida pessoal e lá vem a ressaca. Você pega birra, deleta perfil, termina o namoro, muda o status. Agora estou solteira... status: SINGLE. E daí? Divulgar a sua vida para um bando de gente que nem sequer sabe seu aniversário? Verdade! Eles não sabem. A rede social conta até quem assopra as velinhas. Dominados? Não, impressão sua. Isso é conexão fora do normal. Se o computador não funciona, use o celular, se o celular está sem bateria use o do amigo, e se nada funciona, as lan houses estão aí. Mas você tem um recado e não pode deixar de ver. Lamento, sua vida termina aqui.

Neuróticos, alucinados, dominados pelas máquinas e pelos homens que administram as máquinas. Uma rede social pode acabar com o seu casamento, com a sua paz, com o conforto do seu travesseiro e se você duvida disso dê tempo ao tempo, pois pelo menos uma situação que te incomode irá surgir e eu vou rir da sua cara, porque é isso que os números que você tem na sua rede fazem. Sim, porque nós não temos amigos nas redes sociais, nós temos números.

Enquanto as pessoas não se tocarem que o melhor da vida acontece offline, logo mais teremos casais discutindo a relação lado a lado numa cafeteria através do Messenger. Se hoje em dia é possível enviar flores em 24 horas, qual o problema de permanecer no vício facebucando a vida dos outros? Chegar tarde em casa não é mais um problema e querer saber do dia do seu amigo é um mero detalhe. Mande um e-mail, deixa um post pra ele.

Isso tudo não é pra dizer que você tem que deletar seu perfil numa rede social. É só pra dizer que a sua dedicação pra um perfil online é simplesmente mensurável e vai de acordo com a sua capacidade de diferenciar o real do imaginário. Nas redes sociais nós temos três tipos de amigos: gasparzinhos, que você nunca vê; fênix, que ressurge das cinzas e os inimigos. Amigo tem que rir junto, e não é rir com “Lol, kkkkkkkkk, hehehe, hahahaha, hauahuahuhaahua” ou qualquer coisa do tipo. Amigo tem que gargalhar alto e te estourar os tímpanos, ou falar baixinho e te acalmar num minuto.

Desliguem os botões “send” e tenham uma vida mais saudável. Afinal de contas, se você não viver você vai facebucar e contar o que? O melhor da vida acontece offline e o facebook não é o único meio de comunicação no mundo. É hora de abrir outro tipo de janela e respirar ar limpo. Uma hora todo mundo precisa disso.

Abraços!

Formada em Publicidade e Propaganda, moro nos Estados Unidos como Au Pair há um ano e oito meses. Se quiser acompanhar a minha experiência nos Estados Unidos, basta acessar meu blog: http://umchocolateaupair.blogspot.com ou me seguir no Twitter em www.twitter.com/umchocolate

Marcela Rios

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Green Day's American Idiot Broadway Show

E hoje foi dia de curtir o show da Broadway com Billie Joe Armstrong, o cara do Green Day. Um show cheio de energia, de animação, de música boa e de emoção. Todo mundo fez tudo muito bem feito. Perfeito. Fica a dica de show pra quem ainda precisa escolher um show da Broadway. =)

Um pedacinho do show: 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Domingo em família!

Não é segredo nenhum que logo mais estou no Brasil, 
mas pra matar a saudade o msn sempre facilita a minha vida. 

Pro meu domingo ficar perfeito só faltou passar o churrasco pela tela, dividir uma Skol com o meu cunhado, e também ter a minha mãe e minha loira pra completar. 

Tô apaixonada pelo Isaac, pela Mariana e pela Julia. Como faz?
Pelo visto a vida de Au Pair ainda vai durar um tempo quando chegar no Brasil, 
porque a vontade de desgrudar deles não vai chegar tão cedo.

Beijo meus amores e obrigada pela companhia 
nesse domingo mega produtivo. =)




terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Linkin Park na Philadelphia

Pela segunda vez voltei pra Philadelphia, a terra do Rocky Balboa. Dessa vez não foi por turismo, foi por companheirismo mesmo. Em dois dias uma das minhas melhores amigas embarca pro Brasil e nada mais justo do que encerrar com chave de ouro o período nos EUA. Viemos assistir Linkin Park no Wells Fargo Center, na Philadelphia. Segunda-feira, previsão de neve, mas quem se importa? A vida é agora e esperar é bobagem. Amanhã pode ser tarde demais. Saimos de NY, passamos por NJ e paramos em PA pra ver os caras arrebentarem num show de 1 hora e meia. Três estados e uma aventura. Chegamos no domingo, passamos a noite na casa de uma amiga, curtimos a segunda-feira e depois foi só curtir a correria pra chegar no show e pra voltar pra NY.
São 23h55 da noite, estamos no bus dos ling-lings e nem sabemos se vai ter trem pra voltarmos pra casa quando chegarmos em NYC, mas se não dermos a cara pra bater, as coisas não acontecem. Tem que ser assim. Você pode achar surreal assistir um show de rock em outro estado de uma banda que mal sei cantar as músicas, mas as recordações são as melhores. Muitas vezes nos decepcionamos com os lugares, com os shows, com uma viagem, mas basta você escolher bem quem te acompanha e tudo dá certo no final. E se ninguém quiser te acompanhar, agarre sua mochila, faça um planejamento bem feito e vai fundo. A cada segundo uma pessoa nasce, outra morre. Nunca sabemos sobre o dia de amanhã. Sério. Parece exagero, mas minha vida está em fase de transição de novo. Se você acha que já arrisquei muito até agora, você não sabe o que está por vir. Se tem uma coisa que aprendi e que a vida me forçou a praticar é ser livre. Se quiser me dar as mãos, vem comigo, mas dos meus passos cuido eu.

Le, que você guarde esse dia com carinho. Foi meu presente pra você pela amizade verdadeira e construtiva que criamos. E não esquece, nada é por acaso. Estados Unidos foi aprendizagem e o Brasilzão precisa da gente pra ver se toma um rumo. Agora já cheguei em casa, são 3h da manhã e já tem neve até a canela, mas a aventura foi sincronizada. Valeu!

Califórnia em alguns dias e um planejamento de assustar vindo por aí. Vamos que vamos, porque quem fica parado é poste.

"I've tried so hard and get so far but in the end it doesn't even matter..." (Linkin Park)

Se depender de mim, não tem fim. Pois é! A minha liberdade não tem.


- Posted by my iTouch.