O blog começou em 2009 com o registro de uma vida de Au Pair e se tornou referência para outras pessoas viverem a mesma experiência. O blog me trouxe novos amigos e uma série de acontecimentos que dão orgulho demais. Hoje temos aqui um resumo de textos aleatórios sobre qualquer assunto. Boa leitura!

domingo, 22 de maio de 2011

Perspectiva Social - Mendigos e pedintes



Mendigos e pedintes americanos. O assunto agora é mais curioso do que um alerta. Andando por Nova Iorque quase todo fim de semana, sempre tem uma surpresa diferente vinda da arte de rua. Eles não dançam, mas eles tocam. E eles não tocam qualquer coisa. Os pedintes, pessoas com situações precárias tocam saxofone, baixo, guitarra, até montam bandas no metrô ou nos parques. Eles surpreendem. A galera pára pra curtir e deixar a sua gorjeta. 

Um dia no metrô um cara entrou segurando um boné e eu disse "esse cara vai dizer: eu podia estar matando, podia estar roubando, mas estou aqui humildemente pedindo a ajuda de vocês...". Dito e feito. O texto que eu achava decorado pelas pessoas que pedem dinheiro nos ônibus em São Paulo, é padrão. Não sei se a fala é coerente com a situação ou se o cara era brasileiro, mas ele soltou as mesmas palavras que eu costumava ouvir no Brasil. 

Os mendigos e os pedintes se tornam ocultos pra quem circula pelas ruas de qualquer lugar do mundo. Eles estão lá. Todos os dias, nos mesmos lugares eles dormem e acordam e você não vê. 

No fim de semana do meu aniversário em NYC, estava sem sono após a balada e acabei comprando cerveja e curtindo o amanhecer com dois mendigos cantando os maiores sucessos americanos. Perigoso? Talvez. Feio? Não acho. Feio é ignorar. Deus nos proporciona tantas coisas nessa vida e você vai ter vergonha de dar alegria pra alguém que só queria ser notado? Não, eu não tenho vergonha de fazer alguém feliz e eles precisam disso. Precisam de alegria, de esperança. Claro que eles tem papos cabulosos e que às vezes assustam, mas eles são gente como a gente e só precisam de amor. Não páro pra falar com qualquer um e nem sou uma santa que protege os oprimidos, mas por que não conversar com eles pelo menos pra praticar o inglês não é mesmo? 

Num texto meu, "descolamento de retina social" falei sobre o fato de não notar os pobres e derivados, e é bem por aí. Nós vemos o que nós queremos ver. O que faz bem para os olhos. 

Por não receberem a atenção que procuram ou por simplesmente precisarem de novos meios pra sobreviverem eles inovam. Um show em plena estação de trem que com certeza poderia ser num bar, num restaurante. São talentos perdidos e sem oportunidade, mas que persistem e não se rendem à criminalidade. Não se envergonham de ter um instrumento velho e enferrujado. Eles encantam. Mal arrumados, fedidos e feios eles encantam. 

Uma das mulheres que conversei em NYC e moradora de rua me disse que ela costumava ser linda, que ela queria fazer sucesso. Não, ela não é linda, mas com compaixão dei uma aula de auto-estima que com certeza mudou o dia dela. Quem não gosta de ser elogiado? Quem? Todo mundo gosta. Ela precisava de energia positiva e de atenção. Nada mais. 

Sei que em São Paulo pelo menos existem vários projetos de solidariedade como a sopa da madrugada e a campanha do agasalho e acho isso um ponto e tanto pra uma cidade mais justa e colaborativa. Se não puder ajudar com um minuto de atenção, ajude com doações. Prestes a completar dois anos de Estados Unidos me livrei de quatro sacos de roupas que ao serem doados por um americano permite a diminuição dos impostos. É um incentivo. Se você reduz impostos e pode colaborar com o próximo, você e quem recebe sua ajuda saem ganhando nessa história. Vale à pena. 

Como diria o velho ditado "mendigo americano é tão chique que até fala inglês e mendigo canadense é tão chique que fala francês...". E continua de acordo com a cultura só pra descontrair. 

Está compartilhada a minha experiência. Já ajudou alguém hoje? Corre distribuir sorrisos. O que você planta, você colhe. Beijos. :)

domingo, 15 de maio de 2011

Aniversário 2011 - NYC

E como vocês devem saber, dia 12 foi meu aniversário e o fim de semana foi de comemorações. Sexta-feira encontro em White Plains, NY, no famoso Brazen Fox. No sábado à tarde almoço no restaurante brasileiro com direito à feijoada, Cachaçaria Boteco com o ator Henri Castelli pra sorte de toda a nação feminina e no sábado à noite comemoração oficial em New York City. Agradeço a todos que compareceram, amigos como sempre, companheiros e todos muito, muito, muito carinhosos comigo. Uma energia positiva sem tamanho, companhia agradabilíssima e muitas risadas. Não tenho do que reclamar, não mesmo. Mais uma festa em alto estilo, com direito ao gato do Henri Castelli e limosine em NYC. Ir para a balada de limosine é normal nas comemorações em NYC, mas no meu caso foi SORTE mesmo. Minha vida é movida de sorte e de gente do bem e a minha felicidade com essas comemorações, com essas pessoas maravilhosas do meu lado não tenho do que reclamar mesmo. Um fim de semana com uma mistura de culturas, de estilos, de tudo quanto é coisa que se possa imaginar para um único objetivo. Foi PERFEITO! Obrigada de coração gente! 

Seguem as fotos: 























sexta-feira, 6 de maio de 2011

União Homoafetiva no Brasil

(Castro, San Francisco - California)


O Brasil ainda não é um país de primeiro mundo, mas deu um passo de gente grande nessa sexta-feira dia 5 de maio e deixou, com certeza, outros países de queixo caído, inclusive os Estados Unidos.  

A aprovação da união estável homoafetiva é um avanço para o fim do preconceito e da intolerância. Nem nos Estados Unidos que tem uma das maiores comunidades homossexuais do mundo e considerável respeito, tem tal lei aprovada em todos os estados.

Em Distrito de Columbia já é permitido o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nos Estados Unidos os estados são autônomos, portanto cada qual tem seus projetos para mudar as leis. Em Massachussetts, New Hampshire, Iwoa, Connecticut, Vermont e Califórnia existe a tentantiva de pluralidade e mudança das leis, mas ainda não tem resultados tão surpreendentes como o que tivemos no Brasil. Todos buscam a união estável entre pessoas do mesmo sexo.


"União estável é um princípio constitucional que diz respeito à aposentadoria, à repartição de bens, à segurança previdenciária. Em várias países, como no México e na Argentina, há toda uma mudança da legislação no terreno dos direitos civis para o reconhecimento de direitos civis entre pessoas do mesmo sexo."

Segue texto de Gilberto Dimenstein na Folha de São Paulo:

"A Parada Gay venceu o deboche

O Brasil está dando uma aula de respeito à diversidade com a decisão do Supremo Tribunal Federal de reconhecer a união estável entre casais homossexuais. É daquelas decisões que chamam a atenção mundial para os avanços de um país.
Um dos fatores, entre vários, para entender por que um país católico, onde os políticos temem as igrejas, chegou tão longe tem a ver com a Parada Gay, lançada na avenida Paulista. A parada trouxe milhões de pessoas para uma única manifestação --mais do que o Dia do Trabalho, por exemplo. Em nenhum lugar se junta tanta gente para afirmar um direito. Nada parecido existe em cidades gays como Nova York ou São Francisco.
De São Paulo, esse tipo de manifestação, embora com menor força, se expandiu para outras cidades. Formou-se, então, uma visão palpável de uma comunidade forte e que deveria ser levada em conta.

A parada gay, que começou cercada de deboche, mostrou que, com alegria e descontração, se produzem resultados sérios.

É mais um fato para mostrar que, por causa da diversidade e da criatividade, São Paulo está reafirmando sua imagem internacional como uma cidade interessante."



Palavras dos Ministros do STF por ocasião da votação da união civil gay:
"Para ser digno, há que ser livre. E a dignidade perpassa a vida da pessoa em todos os aspectos. O que é indigno leva ao sofrimento socialmente imposto." - Min. Cármem Lúcia 
"O homossexualismo é um traço da personalidade, não é uma ideologia nem uma opção de vida." - Min. Luiz Fux
“Oito [votos] a dois, sete a três... Esperávamos de tudo. Mas 10 a zero lavou a nossa alma” - Tony Reis, Presidente da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais



Parabéns Brasil por esse belo passo de cidadania. 

Vídeo sobre a aprovação: 





Não, eu não estudo Direito e nem entendo metade dessas palavras citadas, mas uma coisa posso te dizer com certeza... eles sabem do que estão falando e o resultado é o que me importa. Parabéns Ministros pela demonstração de caráter e de respeito. 

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 3 de maio de 2011

Obama, o Osama morreu! E agora?


Anunciaram no domingo, dia primeiro de maio a morte do maior inimigo dos Estados Unidos, Osama Bin Laden. O espírito de vitória tomou conta das ruas dos EUA. O Ground Zero, onde ficava o World Trade Center e a Times Square, ambos em New York, foram dominados pelo clima de final de Copa do Mundo incluindo até mesmo queima de fogos. O maior inimigo dos Estados Unidos estava morto e confirmado em DNA. Um cara morre e o povo vai pra rua soltar fogos. Não é por nada não, mas a história está muito mal contada e ainda muita coisa vai acontecer. Pensa comigo... mataram um LÍDER, um terrorista, o cara que comandava e trazia poder ao país. Você realmente acha que ele não deixou alguém capacitado pra fazer o que ele gostava de fazer? Se o Osama realmente está morto, vai ter vingança e vai ser daquelas bem lentas e dolorosas. Só pra lembrar, o Ground Zero, prédio que substitui o World Trade Center, será maior e mais caro. Um tanto interessante para um ataque terrorista, não? Um alvo fácil, que já foi atingido uma vez. Os americanos podem comemorar, mas comemorar a morte de alguém não é motivo pra rir não. Isso é uma guerra, e não é fria. Essa guerra ferve e envolve muitos inocentes.

Há tempos que quando matavam alguém que merecia, que estavam na busca há muito tempo, o corpo era exposto. Até mesmo quem não morria, que só era torturado, faziam em praça pública. E o maior inimigo dos Estados Unidos vira pó do dia pra noite e não exibem NENHUMA imagem do cara morto? Estranho isso não? O mais estranho é que a procura acontece há 6 anos e agora que encontraram ele, percebem que o cara estava no ninho americano, colado na cara do gol, tomando um suco na guarita americana praticamente. Incrível.

Mais um comentário, um agente da CIA vai na frente liderando a equipe, um helicóptero vem com outra equipe por cima da mansão, e de todos os ângulos que os soldados entraram atirando, de nenhum poderia ter disparado um tiro a queima-roupa como foi feito. Se o tiro não podia ser disparado e atingido a queima-roupa, quem matou o cara não foram os americanos, foram os próprios guardas do Osama. 

Tanta informação, tanta coisa circulando nas mídias que está tudo muito confuso. Alguns dizem que o Osama pode estar morto faz tempo, outros que ele ainda pode estar sob tortura, mas não pode ser divulgado, outros dizem que tudo isso é politicagem para que o Obama seja reeleito. Ano que vem tem eleição nos EUA, e o primeiro Presidente negro dos Estados Unidos, além de já ser história por isso, ajudou no planejamento para capturar o principal inimigo do país que governa.

Não entendi muito bem a morte do Osama, e nem o porquê dos Estados Unidos não divulgar corpo, nem vídeos, nem nada mostrando o cara. Infelizmente, Osama Bin Laden era vinculado com uma nação e essa nação não é pequena. Cada cérebro daquele mundo (terrorista) tem a intenção de acabar com os Estados Unidos. Os ataques podem ter sido comandados pelo Osama, mas quem você acha que entrou no avião e decidiu se suicidar pelo próprio país, pela vitória? Os próprios capachos do Osama e ainda tem muitos por aí. Já esqueceram do ataque ao Pentágono? Eles não desistem.

Tenho mais dois meses aqui nos Estados Unidos e espero de verdade que a paz apareça e que a guerra chegue ao fim. Não quero virar história com uma bomba ou um avião caindo na minha cabeça. Sinceramente, se a vingança existir, eles vão atrás do presidente. Mataram um líder? Agora eles vão querer matar o outro, aquele do nome quase igual. 


Beijos, 


Marcela Rios. 

quinta-feira, 28 de abril de 2011

The New York Botanical Garden

Localizado no Brooklyn, o Jardim Botânico é uma das principais atrações de New York na primavera. Além de ter eventos separados, o lugar dispõe de uma grande área arborizada e de livre acesso. Fomos para ver as famosas "Cherry Blossom". As flores começam a surgir e ficam a coisa mais linda. 







Para quem tem interesse em visitar, fica a dica: http://www.nybg.org/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

The Bridge - O documentário sobre a Golden Gate (Suicídio)

Este post é destinado para as pessoas que se sentem de mal com a vida. Sempre existe uma solução. Sempre! Acabar com a sua vida não te traz sorriso e nem paz, muito menos aos seus familiares. Se onde você está as coisas não estão como deveriam ser, procure outra saída pra ser feliz. Você vai encontrar. A intenção aqui é publicar auto-estima e divulgar as informações sobre um dos pontos turísticos mais famoso do mundo: Golden Gate Bridge, em San Francisco, California, o qual eu tive o prazer de conhecer.



Relembrando de quando fui para San Francisco, California, o tópico agora é polêmico, triste e assustador. A Ponte de San Francisco, a Golden Gate tem o maior número de suicídios no mundo.

Durante um ano, o cineasta Eric Steel prontificou sua equipe para acompanhar o comportamento das pessoas na Golden Gate, e o resultado das filmagens foi assustador. Muitas mortes registradas, e algumas você pode acompanhar no vídeo, no final do post. Quando registravam suspeita de suicídio, a equipe chamava a polícia e mesmo assim, não era tempo suficiente para evitar tal tragédia.

Durante o filme, uma pessoa pulou a cada 15 dias da ponte, e o filme foi banido por algum tempo para não forçar outras pessoas a cometerem o mesmo erro. Steel disse que a intenção dele era captar o poder, a estrutura espetacular da ponte e a natureza todos os dias, mas ninguém realmente sabe qual era a intenção dele com esse documentário.

No documentário existe depoimentos dos familiares de quem pulou. Nem todos os familiares aceitaram participar, mas existe a teoria de que todos ao menos já assistiram o vídeo.

O roqueiro Gene Sprague passou 90 minutos andando pela ponte antes de pular. Depois que sua mãe morreu de câncer, ele idealizou o fato de se suicidar. Se mudou de San Francisco pra St. Louis tentando recomeçar a vida, mas não excluia a ideia de pular da ponte ou de se deitar nos trilhos do trem. Como o caminho feito pelo roqueiro foi ida e volta, como qualquer turista faz na ponte, não assumiram a possibilidade dele pular.

Os depoimentos dos familiares são objetivos e em alguns casos um tanto confusos. Alguns disseram que o "jumper" (nome dado a quem pulou da ponte) tinha depressão ou esquizofrenia. Na minha opinião, isso é relativo. Algumas famílias usam a doença como justificativa para amenizar a dor.

Até que ponto alguém se sente tão miserável para acabar com a própria vida? E por que não dar a volta por cima? Por que não lutar contra a própria tristeza e vencer?

Hoje no UOL publicaram uma matéria sobre suicídio, onde uma pesquisa feita pelos americanos e britânicos informa que países mais felizes induzem a um número maior de suicídio. Vamos lá:

"A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes.

Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos.

Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país.
A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes."

Informações do Uol:

Utah: Os dados mostraram que Utah é o primeiro colocado no ranking dos Estados americanos em que as pessoas estão mais satisfeitos com a vida. Porém, ocupa o nono lugar na lista de Estados com maior índice de suicídios.

Nova York: Nova York ficou em 45º no ranking da satisfação, mas tem o menor índice de suicídios no país.

Havaí: Segundo lugar no ranking ajustado de satisfação com a vida, mas possui o quinto maior índice de suicídios no país.

Nova Jersey: Ocupa a posição 47 no ranking de satisfação com a vida e tem um dos índices mais baixos de suicídio - coincidentemente, ocupa a posição 47 na lista.

"Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes".

Então se a sua vida não está tão boa quanto a do próximo, você deve deixar tudo a perder e se matar? Claro que não. Nós somos humanos e estamos no terra pra uma missão, nos conhecer e conhecer ao próximo. Precisamos aprender a conviver com os defeitos e com a amargura. Todo mundo erra, mas acabar com a própria vida é um erro irreparável e você nunca terá como se perdoar. Ninguém é dono de ninguém e muitas pessoas se tornam tão egoístas a ponto de ignorar um abraço e um sorriso. O mundo se tornou uma máquina de fazer dinheiro onde a compreensão e a solidariedade estão em extinção.

Confesso que enquanto morava no Brasil achava a coisa mais absurda tomar calmante pra dormir. Quem realmente tomava, porque não conseguia dormir mesmo até entendia, mas quem tomava a ponto de se drogar e "apagar" não me agradava não. Ao morar nos Estados Unidos, presa entre quatro paredes, longe de todo mundo que amava, entregue a uma vida que fui eu mesma que escolhi, ao me decepcionar com essa solidão e com pessoas que amava, me entreguei aos calmantes. Durante 2 meses só dormia na base de calmante. Me senti inútil, triste e sozinha. Mesmo assim buscava forças pra alegrar quem estava por perto e não me deixei cair. O que eu sentia era problema meu e o tempo poderia me dar a resposta se era certo ou não cuidar de mim mesma. Hoje, meses depois, tenho o resultado. Dois anos morando fora, me conhecendo por inteira consegui quebrar uma das maiores barreiras da minha vida: a minha independência.

Ninguém gosta de viver sozinho, mas nós temos que nos conhecer, nós temos que nos permitir a viver o que nós somos e aos poucos, ao nos descobrirmos, nós criamos conceitos, estratégias e caminhos para uma vida melhor. Somente com o tempo nós podemos diferenciar o bom e o ruim, o doce e o amargo. Se a sua vida está uma droga agora, respire fundo. Você tem como melhorar isso.

Nossa auto-estima é como um pilar, e quando estamos muito depressivos queremos colocar um fim nisso e derrubar esse pilar. Fim de namoro, briga com a mãe e com o pai, discussão no trabalho, tudo isso é lição para amadurecer. Com o tempo você descobre que seu problema nem era um problemão e que você é capaz de muito mais do que você podia imaginar. A sua vida não se resume ao que os outros te oferecem, mas sim ao que você cria dentro de você. Não dependa do que outras pessoas te proporcionam. Use apenas carinho, amor, harmonia como mérito de uma vida de paz, não como dever e obrigação.

É claro que entendo que nem todo mundo tem psicológico pra aguentar certas coisas, mesmo porquê tem gente que sofre mesmo de depressão e esquizofrenia como foi dito no filme. E isso não tem como evitar. Talvez até tenha, mas é mais difícil.

Os Estados Unidos tem um número muito alto de suicídio, e não sei explicar o porquê disso. Talvez o individualismo, a independência sob pressão e outros fatores forçam e prejudicam o comportamento do ser humano.

Num momento de dor e de sofrimento ore, peça muito a Deus e para o seu interior mesmo que tudo dê certo no final e que você possa ganhar forças para incentivar outras pessoas a sorrir e comemorar vitórias.

Que essas pessoas que não conseguiram encontrar forças pra se reerguerem estejam em paz e que você, que pensa em fazer um merda dessa, ligue o som e cante uma música bem alta pra espantar todos os males. O mundo é lindo demais e você ainda tem muito o que viver. Bola pra frente!

Cante, dance, curta, viva... mesmo que seja sozinho. A felicidade é sua, e compartilhar é uma questão de escolha de todo ser humano.

Um beijo!

Marcela Rios (M's)


Vídeo sobre o documentário da ponte:




terça-feira, 19 de abril de 2011

Yankees Game



O fim de semana passado foi agitado, começando com o jogo dos Yankees no sábado, um dos principais times de beisebol dos Estados Unidos.

Os Yankees movimentam um número absurdo de dinheiro em marketing. Em todo canto é possível ver produtos com o logo do time e não é tão barato quanto parece. Bonés, camisetas, adesivos, moletom, chaveiros, tudo quanto é coisa possível e inimaginável eles vendem dos caras.

No próprio estádio dos Yankees, assistimos a partida Yankees x Texas. É como ver Palmeiras no Palestra, São Paulo no Morumbi, Corinthians no... então, o Corinthians não sei rs. Confesso que não entendia de beisebol e fui ver o jogo pra conhecer o estádio e entender melhor sobre esse jogo demorado. Me apaixonei. Ver ao vivo cansa, pois o jogo é demorado demais, mas quando eles conseguem o “home run”, que vale 2 pontos, o cara arremessa a bola pra bem longe e você vê a correria pra conseguir os pontos, é demais. É como um ataque bem feito no futebol e o desespero pelo gol. Comparo com futebol, porque é o esporte que domino melhor. Nada mais justo.

Pra quem não sabe sobre os Yankees, tentei pegar algumas informações no Wikipedia.
Os Yankees não começaram direto com esse nome. Logo no início o time teve que se mudar para Baltimore, pois teve conflito com os Giants em New York. Devido a isso, eles foram nomeados Orioles.
Na briga para conseguir voltar para New York e conseguir fazer parte da Liga Americana, os jogadores foram sendo comprados aos poucos pelos Giants, daí então eles conseguiram voltar pra New York e se estabilizarem. O nome mudou para Highlanders e jogava em Manhattan. Com o tempo os Highlanders foram conhecidos como New York Americans. Um editor chamado Jim Price, do New York Press apelidou o time como “Yankees” ou “Yanks” e desde então esse nome foi assumido pelo time de beisebol de New York.

A ida de um jogador do Boston Red Sox para os Yankees foi o que fez com que o time se tornasse uma máquina de fazer títulos e a popularidade dos Yankees começou a aumentar sem parar. Em 1923, inauguraram o Yankee Stadium. Nesse novo estádio, o jogador Babe Ruth começou a fazer tantos pontos pelo time que o público cresceu a ponto de ter dinheiro para um novo estádio. O estádio dos Yankees é conhecido como “A casa que Ruth construiu” devido a esse triunfo do jogador Babe Ruth.

Minha parte predileta da história dos Yankees, mesmo porque é meu apelido, são os “M&M Boys”. Mantle e Maris foram os responsáveis por um bom tempo pelos home runs do time superando até mesmo o antigo Babe Ruth.

A rede TV americana CBS comprou 80% dos Yankees em 1964, porém nessa época o time estava em declínio, não ganhavam mais como antes. Mesmo assim, o time gerava lucros.

O estádio passou por reforma e por diferentes donos pra ser o que é hoje.
O importante é que os Yankees, ganhando ou não, se tornaram lucros e elogios. Mesmo quem não entende de beisebol, como eu por exemplo, tem orgulho em falar que assistiram os caras, porque eles jogam bem sim, muito bem. O estádio é lindo, e a organização é fantástica. Gente do mundo inteiro viaja para assistir os Yankees, e eu não podia perder.

Marley e eu, que não é o filme, é minha amiga, fomos assistir e adoramos. Fica com indicação de turismo para quem quiser ver. Os ingressos variam de US$1 a US$1.000 dólares. Informe-se.

Fotos do jogo:

Pronto pra rebater. Yankees x Texas

Modelo de vestuário dos jogadores. Personalizado é chique né? rs

Maquete do Estádio. 

As bolas de beisebol já assinadas pelos jogadores. 

Os Troféus.

O museu dentro do estádio.




Juro que eu não sei pra que que é esse dedo hahaha.

O estádio é lindo e como todo campo de beisebol, o formato do campo é um diamante.

Uma das entradas. 

Marley e eu esperando a chuva, ops... o jogo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mensagem de Amor e Carinho

Minha irmã me enviou. Resolvi compartilhar. Todo mundo precisa de curativos bons. =)

Faltam 3 meses!



No primeiro ano de Au Pair escrevia sobre a experiência de mês em mês, fazia comparações malucas, me divertia. Agora não é tão divertido falar sobre o tempo não. Faltam 3 meses, exatamente 90 dias para que eu volte pro Brasil e volte a tirar visto de turista pra voltar pros Estados Unidos. Não sei explicar essa mistura de sentimento, de pensamentos e de objetivos na minha cabeça. Primeiro tinha que pensar que em tanto tempo estaria nos Estados Unidos, agora acontece o inverso. Tenho que pensar no que fazer quando chegar no Brasil.

Sabe quando você se sente um remédio com prazo de validade? Pois é. Vim pra cá, droguei todo mundo com a minha alegria e agora eu tenho que ir embora. O remédio tem o prazo de mais 90 dias e olha que souberam usar muito bem. Agora somos dependentes uns dos outros e a tristeza já está tomando conta de todo mundo. Sabe roupa com defeito? Você comprou a roupa que mais queria da vitrine e agora teve que trocar, porque desfiou? Então. A sensação de troca não é legal não, nem pra mim, nem pra eles. Mas a amizade que construí com essa família não tem ninguém que possa falar mal. Judeus, comida Kosher e uma criança com autismo. Se você acha que isso são problemas, você não sabe o que é conhecer cultura e superar desafios. A família que me acolheu como filha mesmo, que cuidou, que ajudou, que deu váaaaaaaaaaarias aulas de inglês, que suportou na tristeza, na alegria, como um casamento mesmo. Toda Au Pair sempre fala pelo lado dela, já parou pra pensar que a família coloca um estranho dentro de casa? Tanto um quanto o outro lado da moeda, estão em jogo. Pra que ambos entrem num acordo leva tempo e quando bem sucedido, todo mundo sai ganhando. Foi o que aconteceu comigo. A família Zinn me acolheu tão bem que nem tenho como agradecer. Eles foram muito mais que uma família americana que bancava meu intercâmbio. Eles foram professores, pais, amigos e eu devo muito mesmo a eles. E as crianças? Conheci a mais bela princezinha da América que me deu dicas de inglês e me ensinou muito mais do que um adulto poderia ensinar. Ela é surpreendente. E o meu futuro namorado? Você que tem cérebro de azeitona e acha que autismo é um problema, o problema está na sua ignorância. Vou defender até a morte, pois vivi 1 ano e tantos meses com a criança mais amorosa da face da terra. Beijos, abraços, uma forma de comunicação diferenciada e que me arrebenta o coração só de pensar na saudade que vou sentir. Ele fala português, ela ama Turma da Mônica. Sim, um pouco do Brasil e de mim mesma ficam com eles.

Essa contagem regressiva não é sofrimento por antecipação ou nada disso, é que não tem como não pensar em despedida, quando sua preocupação começa a ser a compra das malas pra voltar pra casa. O tempo voou, aprendi muito, amoleci o coração dos americanos, criei vínculo pra vida toda.

Antes pensava na saudade que ia sentir do Brasil, da saudade das pessoas que eu amo, e agora que conquistei pessoas em dois países? Puta merda! Mas eu tinha que expandir essa vontade de unir continentes né? Agora como lidar Marcela? Não tem nada, nem post nenhum nesse mundo que resuma a experiência de Au Pair com precisão. Eu só tenho a agradecer. Agradecer a Deus, aos meus familiares, aos meus amigos que me deram força pra chegar onde cheguei e quero agradecer aos que me fizeram chorar muito também, pois viver “sozinha” não é uma tarefa fácil. Mais um ponto pra mim. A saudade e a comida. Dois itens que me fez sentir MUITA falta do Brasil. Comida da minha mãe, das minhas irmãs. Saudade de todo mundo. Saudade de falar alto na rua, de tomar Nortenha no Penha Lapa, de pegar o ônibus lotado e atravessar a cidade pra dar uma abraço em alguém. Saudade de fazer meus amigos felizes, saudade de tudo.

Faltam 3 meses e já escolheram a nova Au Pair. Brasileira e simples. É disso que falo. Au Pair fresca não dura nesse país. Você quer brincar de Barbie? Compra uma boneca. Não vem querer bancar a patricinha de Beverly Hills que não cola. Au Pair é pra ser peão, é pra ralar. Se fosse pra ser fácil o programa teria incluso visita ao país de origem pra facilitar o processo. Mas não tem e aqui é você contra você mesma. Permita-se, arrisque. Tenho orgulho de dizer que fiquei 2 anos cuidando de criança, porque graças a esse programa consegui estudar, viajar pra várias lugares e conhecer pessoas maravilhosas. Pra você que tem medo de Rematch, esqueça. Rematch foi a solução para os meus problemas, foi o acordo de paz com os Estados Unidos e uma transformação na concepção de “família americana”. Agora sim eu moro com uma família de verdade e não com gente que é enfeite de mesa de escritório.

Logo mais embarco para o Brasil, e o meu coração já está explodindo. O deles também.
Em 90 dias vou descobrir quem sentia saudade de verdade. Será hora de esmagar meio mundo de gente.

Parabéns pra quem chegou até aqui. Vocês merecem um beijo gigantesco na bochecha. Afinal, além de tudo isso, hoje é dia do beijo.

Marcela M's.

Contato com o Brasil - Fone Línea e Boss Card

Muitas meninas me mandam e-mail com dúvidas sobre a vida de Au Pair. Tento responder o máximo que posso, mas tem coisas que já estão aqui no blog e é só ler. Às vezes é até melhor que leiam aqui, pois tem detalhes. Procuro sempre registrar os detalhes pra poder relembrar depois. Claro que não tem problema nenhum me escrever, é que tem posts que são mais completos do que as respostas dos meus e-mails. Em alguns casos, a junção dos dois fica bem mais precisa. 


A informação dessa vez é sobre como se comunicar com o Brasil por baixo custo. Skype, MSN, cartão telefônico BOSS ou então o plano de ligação local Fone Línea. Quando cheguei aqui não sabia deste plano, e fiquei perdida em como me comunicar com a minha família com rapidez.  Ao passar as férias no Arizona com meu tio, ele me explicou sobre esse plano. A Fone Línea é uma empresa vinculada com a Oi no Brasil e fornece planos de preço de ligação local. Por exemplo, se a sua família é de São Paulo, como a minha, você paga $14 dólares/mês e em troca você recebe um número local com DDD 011. Através desse número as pessoas podem te ligar à vontade com preço de ligação pra São Paulo. Se ligarem de outro estado, eles pagam interurbano. Se você quiser ligar de volta, você precisa pagar um outro plano para ter créditos. O plano é TWIPPE e no site da Fone Línea você pode ter todas as informações.



Fica a dica pra quem precisa se comunicar sempre com a família ou amigos. Pague $14 dólares e esperem te ligarem. Não crie esperanças, porque no final das contas, sua família e meia dúzia de amigos te ligarão. É uma forma de medir a saudade e interesse do povo também. Ninguém te liga durante 1 ano e meio, mas te liga no último mês pra dizer "Ah, tô com saudade, que bom que você volta... compra um perfume pra mim?". É bem por aí. 

Ah, e se quiser ter a linha local, não esqueça que seus minutos de celular aqui nos EUA precisam ser ILIMITADOS, ou sua mãe vai ligar pra contar aquela novidade e você vai chorar, porque a ligação caiu rs. Pra quem tem pacote de minutos, não compensa. 

A intenção aqui é facilitar a comunicação e amenizar a saudade. Informe-se!

Fone Línea: http://www.fonelinea.com (linha telefônica por preço local)
Boss Card: http://www.mybosscard.com/ (cartão telefônico)