O blog começou em 2009 com o registro de uma vida de Au Pair e se tornou referência para outras pessoas viverem a mesma experiência. O blog me trouxe novos amigos e uma série de acontecimentos que dão orgulho demais. Hoje temos aqui um resumo de textos aleatórios sobre qualquer assunto. Boa leitura!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

The New York Botanical Garden

Localizado no Brooklyn, o Jardim Botânico é uma das principais atrações de New York na primavera. Além de ter eventos separados, o lugar dispõe de uma grande área arborizada e de livre acesso. Fomos para ver as famosas "Cherry Blossom". As flores começam a surgir e ficam a coisa mais linda. 







Para quem tem interesse em visitar, fica a dica: http://www.nybg.org/

quarta-feira, 27 de abril de 2011

The Bridge - O documentário sobre a Golden Gate (Suicídio)

Este post é destinado para as pessoas que se sentem de mal com a vida. Sempre existe uma solução. Sempre! Acabar com a sua vida não te traz sorriso e nem paz, muito menos aos seus familiares. Se onde você está as coisas não estão como deveriam ser, procure outra saída pra ser feliz. Você vai encontrar. A intenção aqui é publicar auto-estima e divulgar as informações sobre um dos pontos turísticos mais famoso do mundo: Golden Gate Bridge, em San Francisco, California, o qual eu tive o prazer de conhecer.



Relembrando de quando fui para San Francisco, California, o tópico agora é polêmico, triste e assustador. A Ponte de San Francisco, a Golden Gate tem o maior número de suicídios no mundo.

Durante um ano, o cineasta Eric Steel prontificou sua equipe para acompanhar o comportamento das pessoas na Golden Gate, e o resultado das filmagens foi assustador. Muitas mortes registradas, e algumas você pode acompanhar no vídeo, no final do post. Quando registravam suspeita de suicídio, a equipe chamava a polícia e mesmo assim, não era tempo suficiente para evitar tal tragédia.

Durante o filme, uma pessoa pulou a cada 15 dias da ponte, e o filme foi banido por algum tempo para não forçar outras pessoas a cometerem o mesmo erro. Steel disse que a intenção dele era captar o poder, a estrutura espetacular da ponte e a natureza todos os dias, mas ninguém realmente sabe qual era a intenção dele com esse documentário.

No documentário existe depoimentos dos familiares de quem pulou. Nem todos os familiares aceitaram participar, mas existe a teoria de que todos ao menos já assistiram o vídeo.

O roqueiro Gene Sprague passou 90 minutos andando pela ponte antes de pular. Depois que sua mãe morreu de câncer, ele idealizou o fato de se suicidar. Se mudou de San Francisco pra St. Louis tentando recomeçar a vida, mas não excluia a ideia de pular da ponte ou de se deitar nos trilhos do trem. Como o caminho feito pelo roqueiro foi ida e volta, como qualquer turista faz na ponte, não assumiram a possibilidade dele pular.

Os depoimentos dos familiares são objetivos e em alguns casos um tanto confusos. Alguns disseram que o "jumper" (nome dado a quem pulou da ponte) tinha depressão ou esquizofrenia. Na minha opinião, isso é relativo. Algumas famílias usam a doença como justificativa para amenizar a dor.

Até que ponto alguém se sente tão miserável para acabar com a própria vida? E por que não dar a volta por cima? Por que não lutar contra a própria tristeza e vencer?

Hoje no UOL publicaram uma matéria sobre suicídio, onde uma pesquisa feita pelos americanos e britânicos informa que países mais felizes induzem a um número maior de suicídio. Vamos lá:

"A nova pesquisa concluiu que várias nações - entre elas, Canadá, Estados Unidos, Islândia, Irlanda e Suíça - apresentam índices de felicidade relativamente altos e, também, altos índices de suicídio.

Variações culturais e na forma como as sociedades registram casos de suicídio dificultam a comparação de dados entre países diferentes.

Levando isso em conta, os cientistas optaram por comparar dados dentro de uma região geográfica: os Estados Unidos.

Do ponto de vista científico, segundo os pesquisadores, a vantagem de se comparar felicidade e índices de suicídio entre os diferentes Estados americanos é que fatores como formação cultural, instituições nacionais, linguagem e religião são relativamente constantes dentro de um único país.
A equipe disse que, embora haja diferenças entre os Estados, a população americana é mais homogênea do que amostras de nações diferentes."

Informações do Uol:

Utah: Os dados mostraram que Utah é o primeiro colocado no ranking dos Estados americanos em que as pessoas estão mais satisfeitos com a vida. Porém, ocupa o nono lugar na lista de Estados com maior índice de suicídios.

Nova York: Nova York ficou em 45º no ranking da satisfação, mas tem o menor índice de suicídios no país.

Havaí: Segundo lugar no ranking ajustado de satisfação com a vida, mas possui o quinto maior índice de suicídios no país.

Nova Jersey: Ocupa a posição 47 no ranking de satisfação com a vida e tem um dos índices mais baixos de suicídio - coincidentemente, ocupa a posição 47 na lista.

"Esses contrastes sombrios podem aumentar o risco de suicídio. Se seres humanos sofrem mudanças de humor, os períodos de depressão podem ser mais toleráveis em um ambiente no qual outros humanos estão infelizes".

Então se a sua vida não está tão boa quanto a do próximo, você deve deixar tudo a perder e se matar? Claro que não. Nós somos humanos e estamos no terra pra uma missão, nos conhecer e conhecer ao próximo. Precisamos aprender a conviver com os defeitos e com a amargura. Todo mundo erra, mas acabar com a própria vida é um erro irreparável e você nunca terá como se perdoar. Ninguém é dono de ninguém e muitas pessoas se tornam tão egoístas a ponto de ignorar um abraço e um sorriso. O mundo se tornou uma máquina de fazer dinheiro onde a compreensão e a solidariedade estão em extinção.

Confesso que enquanto morava no Brasil achava a coisa mais absurda tomar calmante pra dormir. Quem realmente tomava, porque não conseguia dormir mesmo até entendia, mas quem tomava a ponto de se drogar e "apagar" não me agradava não. Ao morar nos Estados Unidos, presa entre quatro paredes, longe de todo mundo que amava, entregue a uma vida que fui eu mesma que escolhi, ao me decepcionar com essa solidão e com pessoas que amava, me entreguei aos calmantes. Durante 2 meses só dormia na base de calmante. Me senti inútil, triste e sozinha. Mesmo assim buscava forças pra alegrar quem estava por perto e não me deixei cair. O que eu sentia era problema meu e o tempo poderia me dar a resposta se era certo ou não cuidar de mim mesma. Hoje, meses depois, tenho o resultado. Dois anos morando fora, me conhecendo por inteira consegui quebrar uma das maiores barreiras da minha vida: a minha independência.

Ninguém gosta de viver sozinho, mas nós temos que nos conhecer, nós temos que nos permitir a viver o que nós somos e aos poucos, ao nos descobrirmos, nós criamos conceitos, estratégias e caminhos para uma vida melhor. Somente com o tempo nós podemos diferenciar o bom e o ruim, o doce e o amargo. Se a sua vida está uma droga agora, respire fundo. Você tem como melhorar isso.

Nossa auto-estima é como um pilar, e quando estamos muito depressivos queremos colocar um fim nisso e derrubar esse pilar. Fim de namoro, briga com a mãe e com o pai, discussão no trabalho, tudo isso é lição para amadurecer. Com o tempo você descobre que seu problema nem era um problemão e que você é capaz de muito mais do que você podia imaginar. A sua vida não se resume ao que os outros te oferecem, mas sim ao que você cria dentro de você. Não dependa do que outras pessoas te proporcionam. Use apenas carinho, amor, harmonia como mérito de uma vida de paz, não como dever e obrigação.

É claro que entendo que nem todo mundo tem psicológico pra aguentar certas coisas, mesmo porquê tem gente que sofre mesmo de depressão e esquizofrenia como foi dito no filme. E isso não tem como evitar. Talvez até tenha, mas é mais difícil.

Os Estados Unidos tem um número muito alto de suicídio, e não sei explicar o porquê disso. Talvez o individualismo, a independência sob pressão e outros fatores forçam e prejudicam o comportamento do ser humano.

Num momento de dor e de sofrimento ore, peça muito a Deus e para o seu interior mesmo que tudo dê certo no final e que você possa ganhar forças para incentivar outras pessoas a sorrir e comemorar vitórias.

Que essas pessoas que não conseguiram encontrar forças pra se reerguerem estejam em paz e que você, que pensa em fazer um merda dessa, ligue o som e cante uma música bem alta pra espantar todos os males. O mundo é lindo demais e você ainda tem muito o que viver. Bola pra frente!

Cante, dance, curta, viva... mesmo que seja sozinho. A felicidade é sua, e compartilhar é uma questão de escolha de todo ser humano.

Um beijo!

Marcela Rios (M's)


Vídeo sobre o documentário da ponte:




terça-feira, 19 de abril de 2011

Yankees Game



O fim de semana passado foi agitado, começando com o jogo dos Yankees no sábado, um dos principais times de beisebol dos Estados Unidos.

Os Yankees movimentam um número absurdo de dinheiro em marketing. Em todo canto é possível ver produtos com o logo do time e não é tão barato quanto parece. Bonés, camisetas, adesivos, moletom, chaveiros, tudo quanto é coisa possível e inimaginável eles vendem dos caras.

No próprio estádio dos Yankees, assistimos a partida Yankees x Texas. É como ver Palmeiras no Palestra, São Paulo no Morumbi, Corinthians no... então, o Corinthians não sei rs. Confesso que não entendia de beisebol e fui ver o jogo pra conhecer o estádio e entender melhor sobre esse jogo demorado. Me apaixonei. Ver ao vivo cansa, pois o jogo é demorado demais, mas quando eles conseguem o “home run”, que vale 2 pontos, o cara arremessa a bola pra bem longe e você vê a correria pra conseguir os pontos, é demais. É como um ataque bem feito no futebol e o desespero pelo gol. Comparo com futebol, porque é o esporte que domino melhor. Nada mais justo.

Pra quem não sabe sobre os Yankees, tentei pegar algumas informações no Wikipedia.
Os Yankees não começaram direto com esse nome. Logo no início o time teve que se mudar para Baltimore, pois teve conflito com os Giants em New York. Devido a isso, eles foram nomeados Orioles.
Na briga para conseguir voltar para New York e conseguir fazer parte da Liga Americana, os jogadores foram sendo comprados aos poucos pelos Giants, daí então eles conseguiram voltar pra New York e se estabilizarem. O nome mudou para Highlanders e jogava em Manhattan. Com o tempo os Highlanders foram conhecidos como New York Americans. Um editor chamado Jim Price, do New York Press apelidou o time como “Yankees” ou “Yanks” e desde então esse nome foi assumido pelo time de beisebol de New York.

A ida de um jogador do Boston Red Sox para os Yankees foi o que fez com que o time se tornasse uma máquina de fazer títulos e a popularidade dos Yankees começou a aumentar sem parar. Em 1923, inauguraram o Yankee Stadium. Nesse novo estádio, o jogador Babe Ruth começou a fazer tantos pontos pelo time que o público cresceu a ponto de ter dinheiro para um novo estádio. O estádio dos Yankees é conhecido como “A casa que Ruth construiu” devido a esse triunfo do jogador Babe Ruth.

Minha parte predileta da história dos Yankees, mesmo porque é meu apelido, são os “M&M Boys”. Mantle e Maris foram os responsáveis por um bom tempo pelos home runs do time superando até mesmo o antigo Babe Ruth.

A rede TV americana CBS comprou 80% dos Yankees em 1964, porém nessa época o time estava em declínio, não ganhavam mais como antes. Mesmo assim, o time gerava lucros.

O estádio passou por reforma e por diferentes donos pra ser o que é hoje.
O importante é que os Yankees, ganhando ou não, se tornaram lucros e elogios. Mesmo quem não entende de beisebol, como eu por exemplo, tem orgulho em falar que assistiram os caras, porque eles jogam bem sim, muito bem. O estádio é lindo, e a organização é fantástica. Gente do mundo inteiro viaja para assistir os Yankees, e eu não podia perder.

Marley e eu, que não é o filme, é minha amiga, fomos assistir e adoramos. Fica com indicação de turismo para quem quiser ver. Os ingressos variam de US$1 a US$1.000 dólares. Informe-se.

Fotos do jogo:

Pronto pra rebater. Yankees x Texas

Modelo de vestuário dos jogadores. Personalizado é chique né? rs

Maquete do Estádio. 

As bolas de beisebol já assinadas pelos jogadores. 

Os Troféus.

O museu dentro do estádio.




Juro que eu não sei pra que que é esse dedo hahaha.

O estádio é lindo e como todo campo de beisebol, o formato do campo é um diamante.

Uma das entradas. 

Marley e eu esperando a chuva, ops... o jogo.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mensagem de Amor e Carinho

Minha irmã me enviou. Resolvi compartilhar. Todo mundo precisa de curativos bons. =)

Faltam 3 meses!



No primeiro ano de Au Pair escrevia sobre a experiência de mês em mês, fazia comparações malucas, me divertia. Agora não é tão divertido falar sobre o tempo não. Faltam 3 meses, exatamente 90 dias para que eu volte pro Brasil e volte a tirar visto de turista pra voltar pros Estados Unidos. Não sei explicar essa mistura de sentimento, de pensamentos e de objetivos na minha cabeça. Primeiro tinha que pensar que em tanto tempo estaria nos Estados Unidos, agora acontece o inverso. Tenho que pensar no que fazer quando chegar no Brasil.

Sabe quando você se sente um remédio com prazo de validade? Pois é. Vim pra cá, droguei todo mundo com a minha alegria e agora eu tenho que ir embora. O remédio tem o prazo de mais 90 dias e olha que souberam usar muito bem. Agora somos dependentes uns dos outros e a tristeza já está tomando conta de todo mundo. Sabe roupa com defeito? Você comprou a roupa que mais queria da vitrine e agora teve que trocar, porque desfiou? Então. A sensação de troca não é legal não, nem pra mim, nem pra eles. Mas a amizade que construí com essa família não tem ninguém que possa falar mal. Judeus, comida Kosher e uma criança com autismo. Se você acha que isso são problemas, você não sabe o que é conhecer cultura e superar desafios. A família que me acolheu como filha mesmo, que cuidou, que ajudou, que deu váaaaaaaaaaarias aulas de inglês, que suportou na tristeza, na alegria, como um casamento mesmo. Toda Au Pair sempre fala pelo lado dela, já parou pra pensar que a família coloca um estranho dentro de casa? Tanto um quanto o outro lado da moeda, estão em jogo. Pra que ambos entrem num acordo leva tempo e quando bem sucedido, todo mundo sai ganhando. Foi o que aconteceu comigo. A família Zinn me acolheu tão bem que nem tenho como agradecer. Eles foram muito mais que uma família americana que bancava meu intercâmbio. Eles foram professores, pais, amigos e eu devo muito mesmo a eles. E as crianças? Conheci a mais bela princezinha da América que me deu dicas de inglês e me ensinou muito mais do que um adulto poderia ensinar. Ela é surpreendente. E o meu futuro namorado? Você que tem cérebro de azeitona e acha que autismo é um problema, o problema está na sua ignorância. Vou defender até a morte, pois vivi 1 ano e tantos meses com a criança mais amorosa da face da terra. Beijos, abraços, uma forma de comunicação diferenciada e que me arrebenta o coração só de pensar na saudade que vou sentir. Ele fala português, ela ama Turma da Mônica. Sim, um pouco do Brasil e de mim mesma ficam com eles.

Essa contagem regressiva não é sofrimento por antecipação ou nada disso, é que não tem como não pensar em despedida, quando sua preocupação começa a ser a compra das malas pra voltar pra casa. O tempo voou, aprendi muito, amoleci o coração dos americanos, criei vínculo pra vida toda.

Antes pensava na saudade que ia sentir do Brasil, da saudade das pessoas que eu amo, e agora que conquistei pessoas em dois países? Puta merda! Mas eu tinha que expandir essa vontade de unir continentes né? Agora como lidar Marcela? Não tem nada, nem post nenhum nesse mundo que resuma a experiência de Au Pair com precisão. Eu só tenho a agradecer. Agradecer a Deus, aos meus familiares, aos meus amigos que me deram força pra chegar onde cheguei e quero agradecer aos que me fizeram chorar muito também, pois viver “sozinha” não é uma tarefa fácil. Mais um ponto pra mim. A saudade e a comida. Dois itens que me fez sentir MUITA falta do Brasil. Comida da minha mãe, das minhas irmãs. Saudade de todo mundo. Saudade de falar alto na rua, de tomar Nortenha no Penha Lapa, de pegar o ônibus lotado e atravessar a cidade pra dar uma abraço em alguém. Saudade de fazer meus amigos felizes, saudade de tudo.

Faltam 3 meses e já escolheram a nova Au Pair. Brasileira e simples. É disso que falo. Au Pair fresca não dura nesse país. Você quer brincar de Barbie? Compra uma boneca. Não vem querer bancar a patricinha de Beverly Hills que não cola. Au Pair é pra ser peão, é pra ralar. Se fosse pra ser fácil o programa teria incluso visita ao país de origem pra facilitar o processo. Mas não tem e aqui é você contra você mesma. Permita-se, arrisque. Tenho orgulho de dizer que fiquei 2 anos cuidando de criança, porque graças a esse programa consegui estudar, viajar pra várias lugares e conhecer pessoas maravilhosas. Pra você que tem medo de Rematch, esqueça. Rematch foi a solução para os meus problemas, foi o acordo de paz com os Estados Unidos e uma transformação na concepção de “família americana”. Agora sim eu moro com uma família de verdade e não com gente que é enfeite de mesa de escritório.

Logo mais embarco para o Brasil, e o meu coração já está explodindo. O deles também.
Em 90 dias vou descobrir quem sentia saudade de verdade. Será hora de esmagar meio mundo de gente.

Parabéns pra quem chegou até aqui. Vocês merecem um beijo gigantesco na bochecha. Afinal, além de tudo isso, hoje é dia do beijo.

Marcela M's.

Contato com o Brasil - Fone Línea e Boss Card

Muitas meninas me mandam e-mail com dúvidas sobre a vida de Au Pair. Tento responder o máximo que posso, mas tem coisas que já estão aqui no blog e é só ler. Às vezes é até melhor que leiam aqui, pois tem detalhes. Procuro sempre registrar os detalhes pra poder relembrar depois. Claro que não tem problema nenhum me escrever, é que tem posts que são mais completos do que as respostas dos meus e-mails. Em alguns casos, a junção dos dois fica bem mais precisa. 


A informação dessa vez é sobre como se comunicar com o Brasil por baixo custo. Skype, MSN, cartão telefônico BOSS ou então o plano de ligação local Fone Línea. Quando cheguei aqui não sabia deste plano, e fiquei perdida em como me comunicar com a minha família com rapidez.  Ao passar as férias no Arizona com meu tio, ele me explicou sobre esse plano. A Fone Línea é uma empresa vinculada com a Oi no Brasil e fornece planos de preço de ligação local. Por exemplo, se a sua família é de São Paulo, como a minha, você paga $14 dólares/mês e em troca você recebe um número local com DDD 011. Através desse número as pessoas podem te ligar à vontade com preço de ligação pra São Paulo. Se ligarem de outro estado, eles pagam interurbano. Se você quiser ligar de volta, você precisa pagar um outro plano para ter créditos. O plano é TWIPPE e no site da Fone Línea você pode ter todas as informações.



Fica a dica pra quem precisa se comunicar sempre com a família ou amigos. Pague $14 dólares e esperem te ligarem. Não crie esperanças, porque no final das contas, sua família e meia dúzia de amigos te ligarão. É uma forma de medir a saudade e interesse do povo também. Ninguém te liga durante 1 ano e meio, mas te liga no último mês pra dizer "Ah, tô com saudade, que bom que você volta... compra um perfume pra mim?". É bem por aí. 

Ah, e se quiser ter a linha local, não esqueça que seus minutos de celular aqui nos EUA precisam ser ILIMITADOS, ou sua mãe vai ligar pra contar aquela novidade e você vai chorar, porque a ligação caiu rs. Pra quem tem pacote de minutos, não compensa. 

A intenção aqui é facilitar a comunicação e amenizar a saudade. Informe-se!

Fone Línea: http://www.fonelinea.com (linha telefônica por preço local)
Boss Card: http://www.mybosscard.com/ (cartão telefônico)

domingo, 10 de abril de 2011

Skype Booth (Cabine para o Skype)

 

Vendo o vídeo me lembrei de quando ainda usávamos ficha pra fazer ligações. No Brasil existiram épocas em que roubavam ou quebravam os orelhões, era absurdo. Começamos a usar os cartões telefônicos e aos poucos os telefones foram modernizando. DDI com desconto era sonho de todo mundo. 

Aqui nos EUA usamos moeda mesmo. Um "quarter", $0,25 cents é equivalente para uma ligação local.

A cabine que chegou na Estônia para ligações gratuitas pelo Skype é uma ideia bacana. Claro que já penso que isso não funcionaria no Brasil, pois a população ainda não é educada o suficiente pra administrar esse serviço. Infelizmente é a realidade. Se destroem orelhão, que é uma coisa pública e de uso importante, imaginem algo nesse nível tecnológico? Não, ainda não é a hora. Estamos evoluindo, mas ainda falta tempo pra isso. 

Quando cheguei nos Estados Unidos, me lembrei que nem sabia usar o telefone no aeroporto. Comprei um cartão de $10 dólares, e falei 15 minutos. O maior arrependimento quando descobri que existia cartão por $5 dólares (BOSS CARD) que eu poderia falar por 7 horas ligando pra São Paulo. Falta de informação, claro. No aeroporto o preço é alto pra ligar pro exterior. Antes de viajar, é melhor se programar em como você vai se comunicar ao chegar no país de destino. 

Publiquei o "Skype Booth", pra falar que a comunicação não é mais uma barreira. Antes as pessoas se comunicavam por cartas, esperava dias pra saber uma notícia. Hoje, morando longe da minha mãe, ainda consigo jantar com ela e com a minha irmã comendo macarrão na frente da tela e rindo das notícias da semana. Expressões e gestos que carta nenhuma substitui. Fora o plano de ligação que eu tenho que recebo ligações do Brasil por preço local. Coisas que nem sei como explicar. A tecnologia aumenta, a saudade diminiu. Isso é fato. Morar fora é um problema se você não está "atualizado". O Skype, MSN, são formas de comunicação em tempo real e que faz com que a saudade fique ali guardadinha e quando você menos percebe, você está com vôo marcado, e de volta pra casa. 

O Skype, ou o que quer que seja, continua unindo pontes e quebrando barreiras. 

Marcela. 

sexta-feira, 8 de abril de 2011

International Pillow Fight NYC (Briga de travesseiros)


Todo ano NYC é palco de mais um evento mundial, o famoso PILLOW FIGHT, que se resume em um bando de loucos se batendo com travesseiros. Assim como no Santacon pra quem lembra quando fui, muitas pessoas capricham no figurino e tornam o evento ainda mais interessante. 

O evento em NYC acontece na Union Square e inicia 3pm, encerrando às 6pm. São três horas se acabando de brigar com travesseiro. Falando ou vendo, parece uma coisa tão idiota não parece? Pois é, ao chegar lá pensei "Não é possível que esse evento seja só isso", me referindo ao ver de longe. O evento tem pontos de doação de travesseiro. Ao usar, você deixa seu travesseiro e eles revendem lá mesmo por qualquer valor que você tenha e então você pode entrar no meio da bagunça. Claro que a vontade é de chamar aquela pessoa que você odeio, colocar bastante pedra no travesseiro e arrebentar a pessoa de tanto bater, mas o evento não se resume a isso. Os seguranças revistam os travesseiros e você pode entrar em paz. Tinha gente vestido com roupa de guerra, gente de pijama (eu por exemplo) e outras coisas bem engraçadas. A largada é dada e todo mundo começa a se bater. Pensa quando você brinca com seu irmão ou irmã de briga de travesseiros. É divertido né? Agora imagine mais de 1.000 PESSOAS te dando travesseiradas de todos os lados, de todas as direções. É a coisa mais bizarra que já participei na minha vida. O melhor é que quando você bate, você perde a força, daí você começa a rir sem parar ao ver o povo descabelado. Eles te batem e você não tem como reagir. Isso é o divertido, quando você acha que vai arrebentar a pessoa da frente, o de trás já te pegou. A tonta aqui inventa de ir com a camiseta do Brasil, super chamativa, então o que aconteceu? Um cara gritou "GET THE BRAZILIAAAAN!" (Pega a brasileiraaaa!) e me pegaram. Levei tanta, mas tanta travesseirada que eu não conseguia parar de rir. Achei que ia me dar um tréco no meio do evento. Ficamos por volta de 20 ou 30 minutos nessa brincadeira e foi suficiente pra ganhar o dia. Parabéns aos criadores do evento e pela galera que celebra tudo por qualquer motivo com intuito de paz e união. É demais a vibração da galera. Tinha até banda ao vivo pra agitar o povo. NYC, vou sentir tanto sua falta, mas tanto. 

Pra quem não sabe, o Pillow Fight aconteceu também no Brasil no Parque do Ibirapuera e em Belo Horizonte. Não me lembro de outros pontos agora, mas ano que vem já fiquem atentos com as datas e participem. Se existe paz e diversão, o evento vale ouro e é uma terapia sem tamanho. Os travesseiros que sobram intactos são doados, não sei exatamente pra onde. 

O site oficial da briga de travesseiros é: http://www.pillowfightday.com/

Fica o vídeo que fiz pra vocês curtirem um pouco do que rolou. A brasileira do vídeo, já sabem quem é né? Pelo menos o alemão que gritou "pega a brasileira" sabe rs. Um beijo! 

terça-feira, 5 de abril de 2011

San Francisco - CA

Me desculpem pela demora pra postar San Francisco. Nem sei porque demorei tanto. Foi o lugar que mais gostei da Califórnia. Depois de adorar San Diego e odiar Los Angeles em certos pontos, fomos pra San Francisco. A cidade é grande e bem interessante. Muitos morros, muita coisa pra visitar. Mesmo com tanta ladeira, com tanta coisa pra ver, fizemos praticamente TUDO andando. Só não fomos nadando pra Ilha de Alcatraz, porque não dava rs. 

Golden Gate, o bairro Castro onde gravaram "Milk" e tem toda o histórico gay, a rua Lombard que é em zig-zag, a ilha de Alcatraz onde ficou preso Al Capone, parques, o bairro Hippie e mais uma série de coisas que não tem o que discutir. San Francisco é um pouco mais frio que as outras duas cidades que citei, mas vale muitíssimo à pena conhecer. Adorei! Tudo bem que tivemos alerta de Tsunami, foi um caos, mas mesmo assim não tenho do que reclamar de lá. 

San Francisco foi onde criaram a bandeira gay e onde tem a maior parada gay do mundo. O bairro Castro é responsável por vários projetos GLS e tem muita influência na legislação LGBT. 

Deixo as fotos pra vocês curtirem. 

O bairro Hippie

Twin Peaks - O ponto mais alto de San Francisco

Castro - O bairro GLS

Dentro da cadeia - Alcatraz

Dentro da cela - Alcatraz

Quem já ficou preso por lá - Alcatraz

Tour Alcatraz

Alcatraz

Ilha de Alcatraz

Golden Gate - Uma das pontes mais famosas do mundo

Paty, eu e a Golden

A felicidade da criança em pisar onde gravaram "Milk" rs.

Castro - Onde criaram a bandeira GLS

Lombard Street - A rua em zig-zag. Sim, os carros passam.

O Porto.

Um parque fofíssimo por lá. 

Civic Center 

segunda-feira, 21 de março de 2011

Rio - The movie


Rio International Trailer by teasertrailer

Contando os dias pra assistir. Orgulho desse Brasilzão! 
Do mesmo criador de "A era do gelo", a história da Arara Azul será em 3D – Terceira Dimensão e estreia no dia 08 de abril de 2011 nos Estados Unidos. A estreia do filme no Brasil ainda não tem data marcada. 

Sinopse: O filme RIO 3D conta a história de Blu, uma arara azul rara que pensa que é a última de sua espécie. Quando Blu descobre que há uma ‘outra’ ele deixa o conforto de sua gaiola em uma pequena cidade de Minnesota e vai para o Rio de Janeiro. Mas longe de ser amor à primeira vista entre o domesticado e incapacitado de voar e a feminista e independente, que voa alto, Jewel.

Inesperadamente jogados juntos, eles embarcam na aventura de uma vida, onde aprendem sobre amizade, amor, coragem e estar aberto às muitas maravilhas da vida. “Rio” reúne uma fauna de personagens vibrantes, uma história comovente, mergulhos coloridos, uma música latina contemporânea e cheia de energia.

domingo, 20 de março de 2011

Madrugada


As madrugadas continuam claras. Hoje a lua está linda. Ontem tivemos a maior lua dos últimos 20 anos. Não sei porque a insônia insiste em me perseguir. São mais de 9 mil fotos no meu computador e eu sempre procuro a pasta errada. Deletar não adianta. Coisas do coração, sabe? Em paz comigo mesma e sem sono totalmente. Filmes, músicas, textos, trabalho, uma porrada de informação e mesmo assim não consigo dormir. Não sei se a ansiedade está tomando conta ou se é por outros fatores, mas o sono não vem. Toda vez que fico sem sono eu quero apenas escrever e escrever e escrever. Ainda bem que eu tenho o blog pra registrar cada momento dessa experiência maluca que me enfiei. Parei pra pensar que são quase dois anos longe das pessoas que mais amo na vida. Conquistei amigos pra vida inteira aqui, conquistei uma família que não é minha e agora a fase está chegando ao final. Começa a dar um aperto no coração e ao mesmo tempo um sentimento de liberdade está no ar. Livre. Todo mundo tem o direito de ser livre, e nada mais certo do que deixar as pessoas livres. Cada um tem o direito de tomar uma decisão, de fazer o que acha melhor na vida. Essa foi a minha escolha. Resolvi desafiar a mim mesma, a me conhecer melhor e permitir conhecer aqueles que amo e os que apenas conheço também. Tem horas que parece maluquice as coisas que faço e que escrevo, mas não tem como explicar. Hoje decidi minha nova tatuagem. Antes de voltar pro Brasil eu vou fazer pra representar tudo isso que vivo aqui. É simples, é pequena. A primeira tatuagem quase matei minha mãe do coração. A segunda, que fiz friamente calculada como diria Chapolin, não assustou tanto. A terceira vai assustar menos ainda. Assisti dois filmes agora pouco e confesso que tem filmes que narram a minha vida. Não vou deixar os nomes, por questão de privacidade mesmo, mas eu sou movida ao coração e é ele quem explode todo dia. Ninguém nunca vai poder explicar as duas coisas mais sinceras nessa vida: amor e ódio. Um não depende do outro, mas andam juntos. É incrível. Nos tornamos individualistas, secundários, membros inferiores, daí começo a ouvir Teatro Mágico e tudo fica bem de novo. Como a música manipula a gente não é? Acredito que todo mundo tenha um tema. 
E nada do sono vir. Vou tocar um pouco, afinal o bandolim é uma atração e tanto às 4h da manhã. Quem sabe daqui a pouco não vejo o pôr-do-sol e o sono vem?! Esse blog foi a melhor invenção na minha vida. São e-mails simplificados, emoções, dicas, aventuras, é uma vida exposta à mediocridade humana. E daí? Que vocês olhapins saibam que a vida é uma só e ela deve ser aproveitada. Nem vou aprofundar pra não falar o que não quero, o que não devo. Beijos de boa noite. Já é domingo e eu nem dormi ainda. Mas a lua tá linda e é isso que importa. =)

sexta-feira, 18 de março de 2011

Yes, I do


Hoje vim aqui pra agradecer. Quero agradecer a Deus por me dar forças, por me ajudar e por me mostrar novos caminhos para cada vitória que eu consegui até agora. Todo mundo fala "eu fiz isso, eu fiz aquilo" e quantos agradecem? Mesmo que você não seja religioso, você agradece quem te educou? Agradece quem te deu base pra chegar onde você chegou? Pensa bem. Agradeço aos meus amigos de verdade pelas risadas que fazem o meu dia motivo de alegria e de saudade. Agradeço aos meus familiares por me educarem e fazer com que eu tenha caráter e dignidade pra conseguir colher frutos e sorrir cada vez mais. Agradeço de coração vocês que acreditam e sempre acreditaram em mim. Um dia a gente sofre, no outro nós sorrimos, nos desmanchamos em risada. O coração não é dos melhores, mas as intenções sim. Quero continuar expandindo alegria. Vocês merecem. Quem deseja o bem, merece o bem. A vida é feita de oportunidades e de falhas. Não desperdice as oportunidades e corrija as falhas. Um detalhe muda o humor, muda a esperança. Vamos nos atentar aos detalhes e fazer o dia de alguém motivo de paz e amor. Não sei se foi o reggae, não sei se foi essa paz de espírito que eu tô sentindo, mas eu precisava dizer: muito obrigada! Obrigada pela força, pela insistência, por me ajudar quando mais precisei, por me dizer a verdade mesmo que fosse doída, obrigada por me deixar ser quem escolhi ser e me tornar. Me tornei uma pessoa mais esperançosa, mais franca e mais egoísta ao mesmo tempo, afinal de conta nem tudo são flores e as pessoas precisam aprender a conviver com isso. Que o coração de cada um que ler esse texto encha de esperança e de amor. O mundo é movido disso. Se uma dessas coisas acabam, parte de nós se vai. Que você ganhe força, paz e felicidade. Acredite, eu já chorei muito pra vir aqui te dar uma lição de paz e alegria. Faltam 117 dias pra que o meu mundo volte a ser preenchido de amor e de felicidade. Os outros 613 foi uma mistura de sentimento e de dores. Não sabia se sorria, porque estava triste ou se era porque estava alegre. Quanta maluquice! Mas óh, vai fundo. Faça o que seu coração quer e tenha missão de paz na terra. O próximo agradece. Com muito respeito, um beijo. O futuro é logo ali e eu  não tenho pressa nenhuma de que ele chegue. 

M's. 

terça-feira, 15 de março de 2011

Soprano - Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)

A melhor forma de curar a saudade é cantar, talvez ouvir seja suficiente. Fanitelli sempre me traz paz. 





"Soprano (F. Anitelli)

Será frio, será ausência, será assim ou só lembrança
E se for e se força não há mais pra recantar nossa dança
Teu chão, meu céu, teu colo pra tudo que eu juro
Me desfaço em versos no papel
Não abrindo a porta eu pulo o muro
Pulo da pedra mais alta

Chego voando pra te visitar
Talvez por engano eu venha te beijar
Mudo meu plano pra não te machucar
Tô aqui soprando a chama que me faz brilhar

Será paz, será paciência
Será assim eu ouço a esperança
E se a dor e se adormecer demais
Pra levantar mais criança
Nossa festa ainda vai começar
Nossa peça era a peça que faltava
"Cê" me inspira pra eu te respirar
Em poesia que não acaba
Acabo de pular da pedra

Chego voando pra te visitar
Talvez por engano eu venha te beijar
Mudo meu plano pra não te machucar
Tô aqui soprano o que alumia meu cantar"

Los Angeles - Califórnia

A cidade das estrelas, celebridades, terra da calçada da fama, mansões dos famosos, cidade do Oscar, lugar onde tem os estúdios da Paramount. Pois é, tanta coisa pra visitar que parecia não ter fim. Isso sem contar as praias.


A primeira impressão de Los Angeles foi "Nossa! Isso aqui é Los Angeles?!". Tanta gente dormindo na rua, uma cidade suja e grande. Essa parte de descobrir bem de perto o que a mídia não mostra é a melhor parte em viajar. Quem diria que Hollywood não me passaria segurança hein? Los Angeles é muito grande e tem muito trânsito, mesmo assim conseguimos fazer tudo o que queríamos. Tudo é questão de planejamento, já disse. Abre o mapa e decide as prioridades. O resto é lucro.



Assim que chegamos fomos visitar a calçada da fama que fica na rua paralela ao hotel que estávamos. Ver a placa "Hollywood" dá um arrepio, confesso, mas daí você começa a olhar ao redor e ver que nem é tudo aquilo que dizem. A calçada da fama é uma calçada longa com as estrelas de ponta a ponta. Normal. A única diferença é que é uma calçada que gera lucros para a cidade, afinal, os artistas pagam para colocar o nome lá. Sim, eles pagam taxas pelo nome divulgado. Sabendo disso, entendi o porquê de não encontrar o nome de Julia Roberts e de outros famosos por lá. Pessoas tão famosas que não investiram na calçada da fama. Eu compraria um apartamento do que aplicar meu nome naquela calçada suja. Certo eles. 



O teatro do Oscar, Kodak Theater, estava fechado para a Premiere do filme "Red Riding Hood", com a atriz que fez o Dear John. Por causa da Premiere, fomos visitar o teatro no dia seguinte. É lindo e é inenarrável a sensação de conhecer tudo de perto. Nunca imaginei pisar em Los Angeles, mas quando você menos espera você se surpreende com os resultados dos seus esforços. Nunca, mas nunca mesmo, duvide do que você tem vontade de conhecer, de ver ou de investir. Você consegue. O tempo e a sua força de vontade são seus guias.



No dia seguinte em Los Angeles, fizemos o tour das mansões em Beverly Hills e Bel Air, o bairro das celebridades. Ver a casa de Tom Cruise, Trump, Julia Roberts, Silvester Stallone, entre outros foi normal, mas passar pela casa de Michael Jackson foi demais. O rei do Pop, ícone da música mundial. A calçada é marcada com a imagem do rosto dele. Adorei.





Depois do tour fomos para as praias. Primeiro Santa Monica, onde tem o famoso Pier de Santa Monica que é utilizado em muitos dos filmes americanos. Titanic, Hancock e Homem de Ferro são exemplos do que foi gravado lá. Bacana. O Pier é uma graça e tem vistas da praia imperdíveis. A roda-gigante dá um charme à parte pro lugar.


Do Pier de Santa Monica andamos pela praia até Venice Beach. Quando alguém me falar sobre Venice, só me lembrarei de maconha e gente estranha. A maconha é liberada na Califórnia para tratamento medicinal e em Venice tinha um cara gritando pro povo ir experimentar. Me diz, o cara vendendo maconha ao ar livre e vem me dizer que é medicinal? Aham, sei. Chegou a ser engraçado, porque tinha placas por todo lado e o cara chamando como se tivesse vendendo peixe. Enfim, a praia tem gente de todo tipo e muitas lojinhas. A recomendação de um cara no Pier foi de não ir pra Venice à noite. A coisa é pesada. O lugar tem muitos tatuadores também se te interessar. A praia é linda também. Gente, praia é praia. Tem areia, mar e um céu lindo, é linda. Se tiver suja falamos mal, essa é a diferença. As praias que visitamos não são sujas.



Depois de Venice fomos pra Malibu. Consigo ver a sua cara de tesão ao ler o nome MALIBU. Ficou com inveja? Engole agora, porque Malibu foi a MAIOR decepção da viagem. Pra ter ideia achei que tinha descido no ponto errado hahahah. Uma cidadezinha privada, lojas renomeadas, um Pier famoso, pouca areia e um mar vazio. Pelo menos eu posso brigar com unhas e dentes, porque pisei lá e a TV não me engana mais. Claro que tem famoso lá. A praia é afastada da cidade o que tranquiliza os famosos e só tem mansões no morro. Uma casa mais linda que a outra, mas a praia... o que uma câmera de qualidade não faz hein? Tem uma parte fechada para as filmagens. Vamos pensar por outro lado. Se a Sandra Bullock, Jolie ou até mesmo o Tom Cruise estivesse tomando sol lá a praia ficaria LINDA e talvez eu nem contaria que mal tem areia na costa. Mas como não aconteceu, digo que você precisa sim visitar Malibu, mas não crie expectativas. No way! E vai no verão. Sua vida será muito melhor rs.



Depois de Malibu, conhecemos o trânsito de LA. Delícia de carros parados por 2 horas. Belezinha né? Lembrei tanto de SP e não foi de saudade, sério. Voltamos a bater perna pela calçada da fama, fomos ao teatro de novo, e na manhã seguinte fomos finalmente fazer o tour do símbolo de Hollywood, aquele que fica nas montanhas, e visitamos também outros pontos da cidade. Passamos pelos estúdios da Paramount. Quase cai dura quando vi onde gravaram uma cena de The L Word, um seriado que foi gravado todo lá, que acompanhei todas as temporadas e amo demais. Paramount era meu maior objetivo em LA, pois é onde acontece boa parte dos filmes e seriados americanos. Realizada? Certeza.




Do Paramount passamos também pelo apartamento onde gravaram "Uma linda mulher". Do tour, pegar as malas e esperar o ônibus para San Francisco. Enquanto esperávamos o ônibus, visitei o Centro LGBT de Los Angeles. Eles prestam assistência para os homossexuais tanto para exames médicos quanto para legislação, adoção, etc. A Califórnia é o estado com a maior concentração de homossexuais dos Estados Unidos e está na luta para o matrimônio ser liberado perante a lei. O estado já foi alvo de filmes e seriados sobre o comportamento homossexual e tem como característica ser um estado liberal e de igualdade. Poucos se importam se você é gay ou hétero, ou se você usa calça laranja com blusa verde. A vida é sua e ninguém tem nada com isso. Falarei mais sobre isso no próximo post sobre a cidade de San Francisco. A cidade que me fez me apaixonar, que tem clima de cidade grande, com gente de todas as raças, idiomas e opção sexual. 


Várias situações não era o que esperava da Califórnia, mas a questão de ser livre e ter liberdade de expressão independente do lugar me deixou feliz. Se quiser ser o centro das atenções arrume uma briga na rua ou xinge as autoridades. Seu "baseado" atrás da orelha, sua calça rosa com sapato amarelo ou o seu sotaque tosco não chamam atenção. Eles fazem parte do cenário. 


Los Angeles: terra de gente rica cheia de gente sem casa e de sujeira. Lembre disso quando ver os "ternos e gravatas" na sua telinha. Nem tudo que reluz é ouro. A mais pura verdade. Até mais com o texto sobre San Francisco.